Cruzeiro e Atlético Mineiro disputam qual é o clube com menos ambição em 2012. Os dois se apequenaram…

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Não há pressa nem no Cruzeiro e muito menos no Atlético Mineiro.

As pretensões, os limites são pequenos.

Disputar o Campeonato de Dois: o inócuo Mineiro.

Tentar a loteria na Copa do Brasil.

E disputar o Brasileiro.

Nem a Sul-Americana os clubes conseguiram.

O Atlético Mineiro depois da patética goleada diante do Cruzeiro perdeu esse direito.

A filosofia de Gilvan do Pinho Tavares e de Alexandre Kalil é a mesma.

Os dois não falam só demonstram que as pretensões para o ano são mínimas.

Menores do que em 2011.

Quando no começo do ano passado, o Cruzeiro acalentava o sonho da Libertadores.

E o Atlético Mineiro se proclamava favorito à Copa do Brasil com Dorival Júnior à frente.

Este ano, não.

O maior presente que Gilvan garante dar aos torcedores cruzeirenses é manter um jogador.

Segurar Montillo.

O argentino tem proposta maior do Corinthians.

Seu empresário já acertou tudo.

Seu salário pularia de R$ 150 mil para R$ 250 mil no primeiro ano.

E haveria aumentos consecutivos até o quarto e último ano de contrato.

O Corinthians mandou recado que chegaria aos 10 milhões de euros.

E mais um ou dois jogadores.

Gilvan disse que ou o clube paulista pagava 15 milhões de euros ou nada feito.

E avisava que não daria um centavo de aumento para Montillo.

Ele foi o braço direito e esquerdo de Zezé Perrella.

Acompanhou cada decisão do Senador.

Sempre sonhando em sucedê-lo.

A sua primeira decisão não seria irritar a torcida, vendendo o seu principal jogador.

Decisão corajosa.

Mas que pode ter efeitos colaterais.

Gilvan não pode enfrentar tudo à força.

Como nunca esteve à frente de um clube, não tem idéia do que é um jogador descontente.

Ele acertou em segurar o excelente meia.

Mas não em descontar a raiva do interesseiro agente em Montillo.

Quem gosta de perder dinheiro?

Disputar o Campeonato Mineiro quando poderia estar na Libertadores?

E ainda ser avisado que não ganhará dinheiro a mais, quando não está pedindo?

Não foi uma atitude esperta, diplomática, inteligente.

Assim como a manutenção da sua Comissão Técnica.

Foi suando sangue que o time não foi rebaixado em 2011.

Vagner Mancini foi demitido do Ceará por perder o controle do clube.

Não conseguir fazer o time reagir.

Tem sido assim sua carreira.

Ele costuma ir bem no início do trabalho.

Quando começam a surgir desavenças normais no elenco, ele se perde.

Foi assim no Santos, Vitória e em tantos outros clubes.

Gilvan resolveu deixá-lo comandar o Cruzeiro por dois motivos.

O primeiro porque é barato.

O segundo é lembrando do seu trabalho no Paulista de Jundaí.

Mancini ganhou a Copa do Brasil em 2005.

O dirigente lembra do título, mas se esquece da maneira.

O Paulista atuou como time pequeno, fechado, implorando para ser atacado para contragolpear.

Filosofia que combina com uma equipe pequena de uma provinciana cidade do Interior paulista.

Não com o Cruzeiro de Belo Horizonte.

Mas Gilvan vai descobrir na prática.

Sem o aporte financeiro de Zezé Perrella, Gilvan aposta em jogadores bons e baratos.

O clube celeste mudou o seu perfil neste ano.

Se contenta com muito pouco.

O Atlético Mineiro segue por caminho até pior.

Alexandre Kalil se reelegeu e tinha mais o que fazer do que estar presente na reapresentação do time.

Só voltaria do Exterior no dia 8.

O que fazer, se a equipe voltaria hoje, dia 4?

Não ficaria bem o time voltar sem a presença do presidente.

A oposição já estava fazendo um carnaval, mostrando o descaso.

Simples, Kalil adiou a apresentação do time para o dia 9.

Os atletas ganharam cinco dias a mais de folga.

Pressa para fazer o quê?

Essa atitude do dirigente mostra a empolgação atleticana com o ano.

Convencido por Cuca que chega de medalhões sem comprometimento com o clube...

Kalil resolveu não gastar.

Leandro Donizete e Danilinho não empolgam ninguém, mas servem.

Talvez fechar comn Escudero, manter Pierre, tentar faturar algum com Daniel Carvalho no Palmeiras.

E deu.

A direção atleticana não vê motivo razoável para entrar de cabeça no mercado.

Todos fingem esquecer do 6 a 1 diante do Cruzeiro no fim do Brasileiro.

E agem de acordo com a ambição por títulos em 2012, quase nula.

Quem sabe o Campeonato de Dois...

O sonho concreto de Cruzeiro e Atlético Mineiro é um só.

Ambos não querem ser rebaixados no Brasileiro.

O que vier a mais será lucro.

A mentalidade das diretorias se apequenou.

Triste sina para dois clubes com passado tão importante...