Publicado em 04/01/2012 às 11h48
Cruzeiro e Atlético Mineiro disputam qual é o clube com menos ambição em 2012. Os dois se apequenaram…

Não há pressa nem no Cruzeiro e muito menos no Atlético Mineiro.
As pretensões, os limites são pequenos.
Disputar o Campeonato de Dois: o inócuo Mineiro.
Tentar a loteria na Copa do Brasil.
E disputar o Brasileiro.
Nem a Sul-Americana os clubes conseguiram.
O Atlético Mineiro depois da patética goleada diante do Cruzeiro perdeu esse direito.
A filosofia de Gilvan do Pinho Tavares e de Alexandre Kalil é a mesma.
Os dois não falam só demonstram que as pretensões para o ano são mínimas.
Menores do que em 2011.
Quando no começo do ano passado, o Cruzeiro acalentava o sonho da Libertadores.
E o Atlético Mineiro se proclamava favorito à Copa do Brasil com Dorival Júnior à frente.
Este ano, não.
O maior presente que Gilvan garante dar aos torcedores cruzeirenses é manter um jogador.
Segurar Montillo.
O argentino tem proposta maior do Corinthians.
Seu empresário já acertou tudo.
Seu salário pularia de R$ 150 mil para R$ 250 mil no primeiro ano.
E haveria aumentos consecutivos até o quarto e último ano de contrato.
O Corinthians mandou recado que chegaria aos 10 milhões de euros.
E mais um ou dois jogadores.
Gilvan disse que ou o clube paulista pagava 15 milhões de euros ou nada feito.
E avisava que não daria um centavo de aumento para Montillo.
Ele foi o braço direito e esquerdo de Zezé Perrella.
Acompanhou cada decisão do Senador.
Sempre sonhando em sucedê-lo.
A sua primeira decisão não seria irritar a torcida, vendendo o seu principal jogador.
Decisão corajosa.
Mas que pode ter efeitos colaterais.
Gilvan não pode enfrentar tudo à força.
Como nunca esteve à frente de um clube, não tem idéia do que é um jogador descontente.
Ele acertou em segurar o excelente meia.
Mas não em descontar a raiva do interesseiro agente em Montillo.
Quem gosta de perder dinheiro?
Disputar o Campeonato Mineiro quando poderia estar na Libertadores?
E ainda ser avisado que não ganhará dinheiro a mais, quando não está pedindo?
Não foi uma atitude esperta, diplomática, inteligente.
Assim como a manutenção da sua Comissão Técnica.
Foi suando sangue que o time não foi rebaixado em 2011.
Vagner Mancini foi demitido do Ceará por perder o controle do clube.
Não conseguir fazer o time reagir.
Tem sido assim sua carreira.
Ele costuma ir bem no início do trabalho.
Quando começam a surgir desavenças normais no elenco, ele se perde.
Foi assim no Santos, Vitória e em tantos outros clubes.
Gilvan resolveu deixá-lo comandar o Cruzeiro por dois motivos.
O primeiro porque é barato.
O segundo é lembrando do seu trabalho no Paulista de Jundaí.
Mancini ganhou a Copa do Brasil em 2005.
O dirigente lembra do título, mas se esquece da maneira.
O Paulista atuou como time pequeno, fechado, implorando para ser atacado para contragolpear.
Filosofia que combina com uma equipe pequena de uma provinciana cidade do Interior paulista.
Não com o Cruzeiro de Belo Horizonte.
Mas Gilvan vai descobrir na prática.
Sem o aporte financeiro de Zezé Perrella, Gilvan aposta em jogadores bons e baratos.
O clube celeste mudou o seu perfil neste ano.
Se contenta com muito pouco.
O Atlético Mineiro segue por caminho até pior.
Alexandre Kalil se reelegeu e tinha mais o que fazer do que estar presente na reapresentação do time.
Só voltaria do Exterior no dia 8.
O que fazer, se a equipe voltaria hoje, dia 4?
Não ficaria bem o time voltar sem a presença do presidente.
A oposição já estava fazendo um carnaval, mostrando o descaso.
Simples, Kalil adiou a apresentação do time para o dia 9.
Os atletas ganharam cinco dias a mais de folga.
Pressa para fazer o quê?
Essa atitude do dirigente mostra a empolgação atleticana com o ano.
Convencido por Cuca que chega de medalhões sem comprometimento com o clube...
Kalil resolveu não gastar.
Leandro Donizete e Danilinho não empolgam ninguém, mas servem.
Talvez fechar comn Escudero, manter Pierre, tentar faturar algum com Daniel Carvalho no Palmeiras.
E deu.
A direção atleticana não vê motivo razoável para entrar de cabeça no mercado.
Todos fingem esquecer do 6 a 1 diante do Cruzeiro no fim do Brasileiro.
E agem de acordo com a ambição por títulos em 2012, quase nula.
Quem sabe o Campeonato de Dois...
O sonho concreto de Cruzeiro e Atlético Mineiro é um só.
Ambos não querem ser rebaixados no Brasileiro.
O que vier a mais será lucro.
A mentalidade das diretorias se apequenou.
Triste sina para dois clubes com passado tão importante...
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