Posts de 4 de janeiro de 2012

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04
jan
20:19

Algumas histórias que testemunhei de Marcos. O melhor goleiro e o melhor caráter que vestiu a camisa do Palmeiras…

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AE Algumas histórias que testemunhei de Marcos. O melhor goleiro e o melhor caráter que vestiu a camisa do Palmeiras...
O único motivo de orgulho do palmeirense dos anos 2000 acabou.

E da maneira mais deprimente possível.

Como virou marca registrada do clube, sem festa, expectativa.

Marca registrada dessa incompetente diretoria.

Nunca o adeus deveria ter partido da boca de César Sampaio.

Mas de quem viveu, sofreu e comemorou tanto pelo Palmeiras.

Marcos parou porque não combinava com tanta decadência.

Nem Leão ou Oberdan Cattani tiveram tanta identificação com o clube.

Com a torcida.

Marcos era todo errado para o futebol moderno, sincero demais.

Sem frases feitas.

Dispensava assessores de imprensa.

Não conseguia se calar diante das injustiças.

Comprou brigas que não eram suas.

Tomou cafezinho durante jogo.

Fez defesas absurdas.

Falhou poucas e inesquecíveis vezes.

Nunca se escondeu, culpou a bola, o gramado.

Se o time era ruim, dizia e ponto final.

E como pegou times ruins que o Palmeiras montou nos últimos anos...

Acompanhei de perto a maior parte de sua carreira.

Aprendi a respeitá-lo como nunca respeitei nenhum jogador.

Sua sinceridade era cativante.

Jogador de caráter único.

O primeiro contato que tive com ele foi há exatos 19 anos.

Quando começava sua carreira no Palmeiras.

Ele era o terceiro goleiro do time que tinha Velloso como titular.

A equipe estava em Atibaia concentrada.

Naquele tempo a imprensa podia ficar no mesmo hotel.

Acordo de manhã e vou para o treinamento.

Me assusto com o que escuto.

"Vai tomar no ...

Filha da p...

Eu tinha dito que esta porra não estava curada."

Era um goleiro de mullet, cabelo comprido atrás, moda nos anos 80.

Ele xingava os médicos e pulava em um pé só.

O seu tornozelo estava inchado.

"Esse é um louco, mas será um dos melhores goleiros da história do Palmeiras.

Se não for para o hospício", vaticinava Valdir Joaquim de Morais.

Excepcional arqueiro da história do clube.

E primeiro preparador de goleiros da história.

Pude acompanhar por décadas o talento e a caipirice de Marcos.

Corintiano na infância, tinha um prazer a mais em jogar contra o clube que amava.

"Aprendi a amar o Palmeiras.

Amor novo é muito melhor", dizia, quando provocado.

Ele não podia negar a primeira paixão, revelada para a imprensa por seus pais.

Mas pelo Palmeiras ele foi além do que se esperava de um goleiro profissional.

Foi além do seu corpo.

Teve dores lancinantes.

Joelho, bacia, ombro, punho.

Tomou infiltrações, chorou no vestiário.

Disfarçava.

"Eu não consigo fechar a mão esquerda.

Também, que se foda, não sou costureira.

Sou goleiro", desabafou em uma conversa descontraída.

Esse foi um dos motivos que o fizeram não ir para o Arsenal em 2003.

Foi um dos motivos.

O outro foi o apego aos pais em Oriente, sua caipirice e seu amor ao Palmeiras.

"Aqui eu me sinto em casa.

Vou ter um intérprete grudado em mim.

Passar frio, não saber nem o que comer.

O Palmeiras me deu um aumentinho, está ótimo.

A Inglaterra não precisa de mim.

E eu não preciso da Inglaterra.

Tenho o Palmeiras."

Marcos sempre foi sincero demais.

Até se prejudicar.

Teve uma séria crise respiratória no Palmeiras.

Ficou vários jogos sem poder jogar.

Descobri que estava fumando, o que sempre fez.

Publiquei a notícia, ele ficou irritado, pensei que haveria briga, desmentido.

"É verdade.

Vou fazer o quê?

Talvez fumar um pouco menos", disse ao dirigente do Palmeiras que pediu o desmentido que nunca houve.

Vanderlei Luxemburgo, Muricy e, principalmente, Felipão passaram pelo mesmo drama com ele.

"Não dá para calar o Marcão.

Ele não se controla.

Não esconde um problema.

Parece um torcedor no gol do Palmeiras.

Eu já desistir de mandar que ele cale a boca.

Ninguém cala o Marcão.

Nem eu", jogava a toalha, Luxemburgo.

Ele teve uma proposta que seria irrecusável do Corinthians.

Jantou em 2005 com Kia Joorabchian.

Poderia ganhar pelo menos o triplo que recebia no Palmeiras.

Kia queria o melhor goleiro do Brasil.

Marcos falou que iria pensar e no dia seguinte daria a resposta ao iraniano.

O seu contrato estava acabando no Palestra Itália.

Era só ir embora e ganhar mais.

"Eu fiquei acordado a noite inteira.

Pensei bem, e cheguei à conclusão que a torcida do Palmeiras iria me matar.

Eu se fosse torcedor também iria me matar.

Pensei bem e achei que não valia a pena me vender por um pouco a mais de dinheiro.

Ganhei uma merreca de aumento e fiquei.

Sabia que estava no lugar certo."

Outra mostra de coragem foi no rebaixamento do Palmeiras.

Fluminense, Vasco, Internacional, Cruzeiro tentaram convencê-lo a não disputar a Segunda Divisão.

Não combinava com goleiro pentacampeão do mundo.

Mas ele não quis nem saber.

Jogou em campos de dar vergonha em Ricardo Teixeira.

Comparou a pastos, sem o menor constrangimento.

E foi figura importantíssima na volta para a Série A.

"Fui para o inferno com o Palmeiras.

Não poderia fugir, virar as costas.

Me ralei todo em campos sem grama, mas voltamos.

Foi bom para aprender como é o inferno", brincou.

As histórias de Marcos se sucedem na lembrança.

Sem ordem cronológica.

Quando defendeu o pênalti de Marcelinho Carioca que levou o Palmeiras à decisão da Libertadores.

"Foi foda.

Sabia onde ele iria cobrar.

Tinha certeza que defenderia.

O nosso time era muito pior do que o do Corinthians.

Mas a nossa torcida precisava ter o gostinho de tirá-los da final da Libertadores.

Foi uma das maiores alegrias da minha vida."

No logo depois de uma disputa de pênaltis que vi Marcos tremer de alegria.

"Ser campeão da Libertadores é bom demais.

A primeira da história do Palmeiras.

Esse clube é sofrido demais.

Falam do Corinthians, mas aqui a gente sofre demais.

A nossa torcida é muito exigente, carente, sei lá.

Chega a ser apaixonada demais.

Aqui é céu ou inferno.

No inferno é um terror.

Mas no céu é mesmo o paraíso.

Não me lembro de estar tão feliz no futebol", dizia com a faixa de campeão da Libertadores, em 1999.

Chorou também e muito depois da decisão do Mundial de Clubes.

Ele falhou feio no gol do Manchester United.

"Foi a primeira vez que ouvi para valer um conselho de um treinador.

O Felipão falou, mostrou teipe, insistiu que os putos só cruzavam no primeiro pau.

Eu dei dois passos para ir para a bola e ela veio no segundo, atrás de mim.

E quando vi o cara chegando para marcar, pensei: "Meu Deus..."

Eu queria me enfiar em um buraco.

Para piorar de vez, o nosso time perdeu uns três gols.

Fiquei para a história como o vilão da final do Mundial do Palmeiras.

Só comigo acontece essas porras.

Herói, santo na final da Libertadores.

E depois o vilão do Mundial.

Eu não merecia isso", desabafou.

Soube que ele passou a noite inteira depois da decisão contra o Manchester United chorando.

Mas o destino lhe deu a chance de se vingar dos ingleses, do mundo.

Na Copa do Mundo de 2002.

"O Felipão foi foda.

Falou que eu seria o goleiro dele e ponto final.

Nossa, não sei o que me deu.

Eu fiquei tão contente, tão confiante que tinha de ganhar aquela Copa.

Não perderia de novo um Mundial.

O time era sensacional, mas sei que dei a minha ajudinha."

A partida que ele mais gostou foi a que culminou com a eliminação da Inglaterra.

"Deu mesmo um gostinho especial.

Esses ingleses me fizeram sofrer demais em 1999.

Demorou três anos, mas dei o troco."

Voltamos juntos para o Brasil, no mesmo voo.

Ele estava completamente encantado.

"Ainda não acredito.

Parece que foi um filme, um sonho, sei lá.

Não acredito que eu sou campeão do mundo.

Parece mentira, uma pegadinha.

Não acredito que eu mereço tanto."

Encontrei Marcos novamente na saída de um banco.

Na agência que os torcedores bateram em Vagner Love.

"Eu não estou aguentando mais de tanta dor.

Cada treino é um sacrifício para mim.

Principalmente o joelho esquerdo.

Fico triste pelo Palmeiras não estar bem.

Queria encerrar a minha carreira com uma grande festa.

Com o time campeão, todos felizes."

Mas esse último pedido ao destino não foi realizado.

O joelho esquerdo está em petição de miséria.

Depois de cada treino, ele incha pedindo clemência.

A incompetente atual diretoria queria que sua despedida fosse contra o Ajax.

Coisa improvisada, agora em janeiro.

Chegou o seu recado, sincero.

Ele não quis, de jeito nenhum.

Há a versão que soltou alguns palavrões.

A mensagem chegou.

Foi entendida.

Marcos quer dois meses para férias e se preparar para o seu último jogo.

Por mais incompetentes que sejam, os dirigentes vão organizar uma festa digna.

É o mínimo que ele merece.

O goleiro de melhor personalidade, mais sincero a vestir a camisa palmeirense.

De tanto talento, coração.

Marcos não merecia menos.

Por maior que seja a estátua no Palestra Itália, ela será pequena.

Diante de uma carreira tão brilhante com a camisa 12.

Marcos era a única coisa boa no atual Palmeiras.

Tristes torcedores do time verde.

Perderam o maior motivo de ir ao estádio.

Mas vão poder desafiar para sempre os rivais.

Ninguém teve Marcos.

Só o Palmeiras...

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04
jan
14:45

Filho faz Paulo Henrique Ganso mudar radicalmente a sua postura. Descobriu o valor do dinheiro. E quer ganhar muito mais. No Santos ou em qualquer outro lugar…

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reproducao2 Filho faz Paulo Henrique Ganso mudar radicalmente a sua postura. Descobriu o valor do dinheiro. E quer ganhar muito mais. No Santos ou em qualquer outro lugar...
Paulo Henrique Ganso nunca teve pressa em relação ao dinheiro.

Apesar de virar as costas para o seu 'decobridor' Giovanni...

E se entregar de coração e alma ao DIS.

Paulo Henrique não se importava.

Parecia estar mais do que satisfeito com os R$ 135 mil que recebe.

Se irritava mais em relação ao que considerava desatenção do Santos do que a comparação financeira com Neymar.

O meia nunca perdoou o 'desprezo' que recebeu de Luís Álvaro enquanto estava contundido.

Ele age com a certeza de que as três operações que sofreu nos joelhos pesam para os dirigentes.

Mesmo com eles alardeando que recusou por três vezes o plano de carreira oferecido a Neymar.

Se sente apenas mais no Santos.

Não percebe que a ligação com o DIS irrita de morte Luís Álvaro.

O presidente vê uma relação umbilical entre o DIS e seu inimigo,o ex-presidente Marcelo Teixeira.

No meio dessa novela mexicana, Ganso ia vivendo.

Quando, de repente, na véspera do Mundial de Clubes, em Nagoya, ele confirma o que ninguém esperava.

"Vendi 10% dos meus direitos econômicos ao DIS.

O Santos não quis.

No futebol é assim.

Quando um não se interessa, o outro leva."

A quantia que ele teria recebido: R$ 5 milhões.

Depois do vexame contra o Barcelona ficou esclarecido que o Santos não havia sido consultado sobre a venda.

E 10% de Ganso foi oficialmente oferecido ao clube.

Depois de dez dias, o clube recusou.

A direção acreditava que tudo não passava de uma jogada de Ganso para ganhar mais dinheiro.

E que o DIS não pagará os R$ 5 milhões.

Ganso garante que vai receber.

Mas qual o motivo que fez o meia ficar tão preocupado em relação ao dinheiro?

Afinal, sempre se achou jovem demais e que R$ 135 mil pagariam muito bem seu salário.

Só que mudou radicalmente de atitude.

O motivo já vinha sussurado ainda no Brasil, antes da viagem ao Japão.

A paternidade de Paulo Henrique Ganso.

A exemplo de Neymar, ele quer apenas bancar o filho.

Desde o seu nascimento até os cuidados médicos da mãe.

E também, lógico, pagar uma pensão mensal.

Não se pretende casar com a mãe do seu herdeiro.

Para amenizar a pressão que está vivendo, ele quer...

Precisa...

De repente, pensar que Neymar recebe mais de R$ 2 milhões passou a irritar...

De mais dinheiro.

Por isso essa postura que a todos surpreendeu.

Quer ganhar mais e rápido.

Luís Álvaro tem engatilhado mais um plano de carreira ao meia.

Quer oferecer cerca de R$ 650 mil mensais para que prorrogue seu contrato.

Os assessores de Delcir Sonda querem algo mais radical.

A disputa da Libertadores pelo Santos e depois a ida para a Europa.

Leonardo, do Paris Saint Germain, nunca parou de ligar, por exemplo.

Adiantam ao jogador que renderá mais dinheiro.

A negociação daria a sua independência financeira.

E a do seu herdeiro.

Um dado favorável a esta hipótese é o afastamento dos torcedores.

A relação nunca foi maravilhosa.

Depois da perda do Mundial de Clubes ficou péssima de vez...

E Ganso está mudado, dizem os jornalistas que cobrem o dia-a-dia do Santos.

Ele agora quer ganhar dinheiro.

Isso está claro.

O motivo está na crescente barriga de uma namorada.

Pouco importa se a sua fase técnica estar longe da melhor que viveu em 2010...

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04
jan
11:48

Cruzeiro e Atlético Mineiro disputam qual é o clube com menos ambição em 2012. Os dois se apequenaram…

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divulgacao1 Cruzeiro e Atlético Mineiro disputam qual é o clube com menos ambição em 2012. Os dois se apequenaram...
Não há pressa nem no Cruzeiro e muito menos no Atlético Mineiro.

As pretensões, os limites são pequenos.

Disputar o Campeonato de Dois: o inócuo Mineiro.

Tentar a loteria na Copa do Brasil.

E disputar o Brasileiro.

Nem a Sul-Americana os clubes conseguiram.

O Atlético Mineiro depois da patética goleada diante do Cruzeiro perdeu esse direito.

A filosofia de Gilvan do Pinho Tavares e de Alexandre Kalil é a mesma.

Os dois não falam só demonstram que as pretensões para o ano são mínimas.

Menores do que em 2011.

Quando no começo do ano passado, o Cruzeiro acalentava o sonho da Libertadores.

E o Atlético Mineiro se proclamava favorito à Copa do Brasil com Dorival Júnior à frente.

Este ano, não.

O maior presente que Gilvan garante dar aos torcedores cruzeirenses é manter um jogador.

Segurar Montillo.

O argentino tem proposta maior do Corinthians.

Seu empresário já acertou tudo.

Seu salário pularia de R$ 150 mil para R$ 250 mil no primeiro ano.

E haveria aumentos consecutivos até o quarto e último ano de contrato.

O Corinthians mandou recado que chegaria aos 10 milhões de euros.

E mais um ou dois jogadores.

Gilvan disse que ou o clube paulista pagava 15 milhões de euros ou nada feito.

E avisava que não daria um centavo de aumento para Montillo.

Ele foi o braço direito e esquerdo de Zezé Perrella.

Acompanhou cada decisão do Senador.

Sempre sonhando em sucedê-lo.

A sua primeira decisão não seria irritar a torcida, vendendo o seu principal jogador.

Decisão corajosa.

Mas que pode ter efeitos colaterais.

Gilvan não pode enfrentar tudo à força.

Como nunca esteve à frente de um clube, não tem idéia do que é um jogador descontente.

Ele acertou em segurar o excelente meia.

Mas não em descontar a raiva do interesseiro agente em Montillo.

Quem gosta de perder dinheiro?

Disputar o Campeonato Mineiro quando poderia estar na Libertadores?

E ainda ser avisado que não ganhará dinheiro a mais, quando não está pedindo?

Não foi uma atitude esperta, diplomática, inteligente.

Assim como a manutenção da sua Comissão Técnica.

Foi suando sangue que o time não foi rebaixado em 2011.

Vagner Mancini foi demitido do Ceará por perder o controle do clube.

Não conseguir fazer o time reagir.

Tem sido assim sua carreira.

Ele costuma ir bem no início do trabalho.

Quando começam a surgir desavenças normais no elenco, ele se perde.

Foi assim no Santos, Vitória e em tantos outros clubes.

Gilvan resolveu deixá-lo comandar o Cruzeiro por dois motivos.

O primeiro porque é barato.

O segundo é lembrando do seu trabalho no Paulista de Jundaí.

Mancini ganhou a Copa do Brasil em 2005.

O dirigente lembra do título, mas se esquece da maneira.

O Paulista atuou como time pequeno, fechado, implorando para ser atacado para contragolpear.

Filosofia que combina com uma equipe pequena de uma provinciana cidade do Interior paulista.

Não com o Cruzeiro de Belo Horizonte.

Mas Gilvan vai descobrir na prática.

Sem o aporte financeiro de Zezé Perrella, Gilvan aposta em jogadores bons e baratos.

O clube celeste mudou o seu perfil neste ano.

Se contenta com muito pouco.

O Atlético Mineiro segue por caminho até pior.

Alexandre Kalil se reelegeu e tinha mais o que fazer do que estar presente na reapresentação do time.

Só voltaria do Exterior no dia 8.

O que fazer, se a equipe voltaria hoje, dia 4?

Não ficaria bem o time voltar sem a presença do presidente.

A oposição já estava fazendo um carnaval, mostrando o descaso.

Simples, Kalil adiou a apresentação do time para o dia 9.

Os atletas ganharam cinco dias a mais de folga.

Pressa para fazer o quê?

Essa atitude do dirigente mostra a empolgação atleticana com o ano.

Convencido por Cuca que chega de medalhões sem comprometimento com o clube...

Kalil resolveu não gastar.

Leandro Donizete e Danilinho não empolgam ninguém, mas servem.

Talvez fechar comn Escudero, manter Pierre, tentar faturar algum com Daniel Carvalho no Palmeiras.

E deu.

A direção atleticana não vê motivo razoável para entrar de cabeça no mercado.

Todos fingem esquecer do 6 a 1 diante do Cruzeiro no fim do Brasileiro.

E agem de acordo com a ambição por títulos em 2012, quase nula.

Quem sabe o Campeonato de Dois...

O sonho concreto de Cruzeiro e Atlético Mineiro é um só.

Ambos não querem ser rebaixados no Brasileiro.

O que vier a mais será lucro.

A mentalidade das diretorias se apequenou.

Triste sina para dois clubes com passado tão importante...

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04
jan
05:42

O incrível controle que o Barcelona impõe sobre o melhor time do mundo. É fácil entender por que Messi é tão diferente de Ronaldinho Gaúcho…

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reproducao1 O incrível controle que o Barcelona impõe sobre o melhor time do mundo. É fácil entender por que Messi é tão diferente de Ronaldinho Gaúcho...
O Barcelona é um segredo para a própria imprensa da Espanha.

Conseguir informações verdadeiras do melhor time do mundo é uma façanha.

O caso Neymar é simbólico.

"A prioridade do clube não é atender a imprensa.

São cerca de 200 pedidos de entrevistas do mundo inteiro por mês.

Se fôssemos atender a todos, não faríamos outra coisa na vida.

O interesse do Barcelona é ganhar seus jogos.

Quando for bom para o clube, o atleta fala.

Quem determina isso é o Barcelona, não a imprensa.

Cada um publique o que quiser."

O resumo é de Chemi Teres Olivella.

O chefe de imprensa internacional do Barça deu uma entrevista exclusiva ao blog.

E mostrou as peculiaridades da relação do melhor elenco do mundo com os jornalistas.

Como é o acesso dos jornalistas aos jogadores do Barcelona no dia a dia?

Vou ser bem sincero.

Não há acesso no dia a dia.

Fazemos o nosso treinamento e os primeiros 15 minutos são liberados para imagem.

E só.

Muitas vezes, quando o técnico acha necessário, nem isso.

Quem vai jogar ou o esquema tático são importantes para o time, para o clube.

Não para a imprensa.

Nas vésperas do jogo, o treinador ou o seu auxiliar dão coletivas.

Também quando acreditam ser importante.

Mas podem também não falar.

O critério é da Comissão Técnica.

Depois da partida, o treinador e mais um ou dois jogadores falam em coletivas.

Há um rodízio entre todos os atletas.

Também não é uma obrigação que eles falem.

Temos o Barça TV que é do nosso clube.

Lá disponibilizamos imagens dos treinos e algumas entrevistas para o mundo todo.

Lógico que só colocamos o que interessa ao Barcelona.

Não vamos usar a hipocrisia.

Controlamos como podemos a imagem do nosso clube.

A Comissão Técnica e os jogadores sabem bem como devem se comportar.

E a imprensa trabalhe como achar melhor.

Os jogadores são livres para dar entrevistas?

O fundamental é que todos são orientados e sabem que representam o Barcelona.

Têm a responsabilidade de seguir normas.

Mesmo sendo de vários países diferentes.

As normas são as mesmas para todos.

Há regras claras.

O atleta que não participa da partida não fala de jeito nenhum.

O que fica por exemplo todo o tempo no banco.

O que ele poderia dizer que não fosse para complicar o time?

É proibido mesmo.

O atleta fala de acordo primeiro com o interesse do Barcelona.

Se o clube quer atingir determinado nicho, determinado país, informar seus torcedores sobre um fato.

Por exemplo, o Oriente Médio, o Japão, a China.

Quando nos interessa, o atleta fala e ponto final.

Só depois vem o interesse do atleta.

Se ele deseja falar a um veículo, a um jornalista, à imprensa do seu país.

Mas nada acontece de forma aleatória.

O clube acompanha tudo.

Confia na responsabilidade do atleta.

E não há dúvida que há uma séria cobrança sobre isso.

As entrevistas não podem atrapalhar, comprometer o clube como um todo.

E o elenco sabe disso.

O Barcelona é um clube que grandes interesses que vão além do futebol.

Representamos politicamente e socialmente uma região importantíssima, a Catalunha.

E com isso, ninguém pode brincar.

O Barcelona é mesmo muito mais do que um clube.

Você diz que há um rodízio entre os atletas.

Jornalistas espanhóis garantem que em 2011, Messi falou apenas uma vez.

O Messi é o melhor jogador do mundo.

Não sou eu quem vai dizer a você o que ele representa ao Barcelona.

Ele tem toda a liberdade da diretoria para se resguardar.

Todos sabem o peso de suas palavras.

Nós da imprensa do Barcelona, seguimos o que nos é determinado.

É natural que o Messi seja mais preservado.

Vou revelar um dado.

São cerca de 200 pedidos de entrevistas por mês.

Não há como atender a todos.

O interesse do Barcelona é ganhar seus jogos.

Quando for bom para o clube, o atleta fala.

Quem determina isso é o Barcelona, não a imprensa.

Não há inveja do grupo em relação ao Messi?

Não por dois motivos.

O primeiro por todos reconhecerem o jogador que ele é.

O que significa.

A sua importância como melhor do mundo.

É lucrativo em todos os sentidos ser companheiro dele.

E a outra razão é a sua personalidade.

Dentro do grupo ele faz questão de ser apenas mais um.

É amigo de todos, tem excelente relacionamento com os titulares, reservas.

Lionel é uma pessoa diferenciada.

Há muitos ídolos que são estrelas e se comportam como estrelas até com o próprio time.

Messi, não.

Por isso não há inveja.

Pelo contrário, todos o querem muito bem.

É fácil perceber isso durante os jogos.

Seja comemorando um gol ou sofrendo uma falta.

Como é o comportamento do técnico Guardiola?

Simples.

Ele não dá entrevista exclusiva.

A ninguém.

Disse que seria mais justo assim.

E é o que tem feito.

Nos disse que pode passar duas horas em coletivas.

Mas não dará privilégio a nenhum órgão de comunicação com exclusivas.

É assim e respeitamos sua vontade.

Nem levamos em consideração pedidos de exclusivas para o Guardiola.

Como é que o Barcelona trabalha o assédio da imprensa à sua divisão de base.

Há jovens selecionados pelo mundo todo entre os juniores, os juvenis...

A situação para a imprensa é simples.

Não há acesso aos jogadores de base.

De jeito nenhum.

No máximo, o jornalista consegue falar com o coordenador.

Com os jovens jogadores, nunca.

Eles são proibidos de dar entrevista por contrato.

Só quando são profissionalizados.

Nós os estamos protegendo.

Não damos espaço para que nada perturbe a formação dos nossos atletas.

Como é vocês lidam com o desejo de independência da Catalunha da Espanha?

Nós somos o Barcelona.

Como eu já disse, sabemos o que representamos politicamente.

Damos entrevista em catalão, espanhol, inglês.

Respeitamos demais a luta da Catalunha.

Por isso que eu falo que o Barcelona é mais do que um clube.

Não deixamos que a política seja mais importante do que o futebol.

Mas nunca esquecemos da nossa importância política.

Da vontade da nossa gente.

Quando o Barça entra em campo é muito mais do que um mero jogo de futebol.

A situação política já foi muito mais tensa no passado.

Mas não nos esquecemos do clube e do nosso povo que deseja uma vida independente.

Há jogo de interesse nos jornais de Madrid, defendendo o Real?

E os da Catalunha defendendo o Barcelona?

Sou jornalista também, meu caro.

Há um grande interesse comercial dos dois lados.

Os jornais querem vender.

E colocam na capa o que motiva o seu leitor a gastar seu dinheiro para ler a notícia que o interessa.

A competição está cada vez mais forte por causa da Internet.

Então, em Madrid como na Catalunha, há essa preocupação comercial nos jornais.

E é evidente que cada um defende o seu lado.

Não há porque ficar espantado com isso.

As coisas são assim há décadas.

Com esse difícil acesso aos jogadores do Barcelona não há um efeito colateral?

Não há muitas notícias que não são verdadeiras.

Por exemplo: em relação ao Neymar muita coisa foi publicada que não se concretizou.

Principalmente a sua compra pelo Barcelona...

Nós temos uma postura transparente em relação à imprensa.

O Barcelona não diz nem sim e nem não quando uma negociação está acontecendo.

Só nos manifestamos quando a situação está concluída.

Com o jogador já tendo assinado seu contrato.

Não vamos perder tempo negando nada.

Isso só complica as coisas para o clube.

O jornalista que apure a melhor notícia para o seu leitor.

Sobre o Neymar, o Barcelona nunca se manifestou oficialmente.

Nunca, além de dizer o óbvio, que é um ótimo jogador.

Se negociou, se negocia ou se vai negociar é algo que interessa só ao Barcelona.

Caso o contrate, todos vão ficar sabendo.

Se houver negociação e não o contratarmos, não saberão por nós.

Há uma cartilha de comportamento para os jogadores?

Por que é incomum escândalos envolvendo atletas do Barcelona.

Há apenas o bom senso e a certeza que estão representando em todas as situações o Barcelona.

Isso nunca pode ficar esquecido.

Lógico que todos são humanos, sujeitos a erros, exageros.

Mas ninguém nunca vai poder dizer que errou por não estar orientado.

Há uma maneira de se comportar que se adequa aos jogadores do Barça.

Foi por isso que o Ronaldinho Gaúcho deixou o clube?

Por suas noitadas?

Ah, o Ronaldinho...

Ronaldinho...

Deixe para lá...

Eram outros tempos...

O que passou, passou.

Vale lembrar as coisas boas.

Ele foi muito importante na história do nosso clube.

Foi o melhor do mundo com as nossas cores.

Nós reconhecemos isso.

Saiu quando tinha de sair...

Que ele seja bem feliz no Flamengo...

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