Publicado em 02/01/2012 às 10h24
E o mundo vai dando a resposta que o futebol brasileiro de Mano Menezes e de Ricardo Teixeira merecem: o desprezo…

A IFFHS divulgou os dez melhores treinadores de 2011.
A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol usou jornalistas e especialistas do mundo todo.
Foram 61 no total.
E eles escolheram.
A lista é essa:
1º) Óscar Tabárez (Uruguai)
2º) Vicente del Bosque (Espanha)
3º) Joachim Löw (Alemanha)
4º) Bert van Marwick (Holanda)
5º)Alberto Zaccheroni (Japão)
6º) Fábio Capello (Inglaterra)
7º) Morten Olsen (Dinamarca)
8º) César Farías (Venezuela)
8º) Giovanni Trapattoni (Irlanda)
10º) Slaven Bilic (Croácia)
Nem sombra de Mano Menezes.
Para quem contesta, a IFFHS, o ranking da Fifa de Seleções.
1º) Holanda
2º) Espanha
3º) Alemanha
4º) Uruguai
5º) Inglaterra
6º) Brasil
7º) Portugal
8º) Croácia
9º) Itália
10º) Argentina
Para a Fifa, as seleções vão somando pontos por vitórias e empates.
Ou seja, santos amistosos contra Gabão e Egito.
Se não, as coisas seriam piores para a Seleção.
O importante neste início de ano é acordar.
Um ano e meio de Mano Menezes no comando do Brasil já foi desperdiçado.
Foram 82 jogadores convocados.
Oitenta e dois.
O time ainda não tem sequer uma base.
Não é perseguição de ninguém.
O mundo acompanha assombrado o trabalho pífio do Brasil.
E reconhece em Mano um treinador que não merece sequer ficar entre os dez do planeta.
Tendo como time o selecionado mais vencedor, com cinco Copas do Mundo.
A situação se complica ainda mais porque Mano já avisou que fará mais seis meses de teste.
Promete se concentrar em montar o time de verdade após as Olimpíadas.
Ou seja: ele faz questão de dois anos de imobilidade.
E depois, como em um passe de mágica, nos outros dois, tudo se ajeita.
Seu currículo fraquíssimo de duas conquista de Segunda Divisão...
Uma Copa do Brasil...
E campeonatos estaduais está pesando.
É inexperiente demais para um cargo tão importante.
Enquanto isso, seleções que estão muito bem trabalhadas só podem se aprimorar mais ainda.
Como a Espanha, Alemanha, Holanda e Uruguai.
Sim, Uruguai.
O trabalho meticuloso de Óscar Tabárez é fantástico.
Ainda mais levando em conta a reduzida população de jogadores que tem para escolher.
A história que a cobrança é menor no Uruguai não se justifica.
Tendo Ricardo Teixeira e Andres Sanchez como escudo, Mano faz um péssimo trabalho.
E não tem cobrança alguma.
Pelo contrário.
Ele ainda se sente tão à vontade que decide pedir um trabalho sério após a goleada do Barcelona diante do Santos.
Viu na goleada sofrida pelo seu concorrente Muricy, a oportunidade de fazer um balanço do futebol nacional.
Mano poderia ter feito logo após o final da Copa América.
Não foi a primeira competição oficial que participou com a Seleção?
A mais importante de 2011?
Por que não houve balanço com a desclassificação nas quartas-de-final ?
A verdade é que todos fingem não perceber.
O futebol brasileiro já ficou muito para trás em relação aos outros.
E não reage.
A última Copa do Mundo conquistada faz nove anos.
Desde então, a estagnação domina.
Esquemas táticos defasados.
Preparação física atrasada.
Psicologia abandonada.
Talentos desperdiçados.
Cada vez mais jogadores brasileiros circulam o mundo...
Por que os nossos treinadores não interessam nem a times médios da Europa?
Nos grandes precisam pedir permissão para tentar fazer estágios...
Quem deveria tomar providência diante desta decadência não age.
Ou melhor, tem como única preocupação sobreviver no cargo.
Ricardo Teixeira é o presidente da CBF.
O homem centralizador que dita o rumo do futebol no país.
Se incapaz de mudar o atual quadro.
Por suas atitudes é fácil constatar que ele não está nem percebendo o que acontece.
Quando chegar 2014, tudo mudará como um passe de mágica.
É pura soberba.
Se o Brasil continuar sem um plano de trabalho sério, vai acumular vexames atrás de vexames.
O que o Barcelona de Guardiola fez com o Santos de Muricy Ramalho foi vergonhoso para os clubes do nosso país.
E o que Mano Menezes faz com a Seleção?
Como classificar?
O mundo nem perde tempo para tentar analisar.
Usa a pior das armas.
A mais dolorida.
O desprezo...
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