Posts de janeiro/2012

Os clubes brasileiros pagam pela dependência há décadas da Globo. Sem dinheiro antecipado e sem patrocinadores, os vexames se sucedem. E virão mais…

AE5 Os clubes brasileiros pagam pela dependência há décadas da Globo. Sem dinheiro antecipado e sem patrocinadores, os vexames se sucedem. E virão mais...
Depois do vexame no Cruzeiro.

Os jogadores do Vasco se rebelaram.

E por falta de pagamento não vão se concentrar contra o Bangu.

A direção do Flamengo não paga direitos de imagem e luvas.

Os demais clubes grandes do Brasil também estão em sinal de alerta.

O motivo: a dependência cultuada por décadas do dinheiro da TV Globo.

A emissora usou os seus métodos.

Implodiu o Clube dos 13.

Negociou com cada clube a renovação da transmissão dos Brasileiros de 2012 até 2015.

Os dirigentes descobriram a importância do marketing e conseguiram ganhar bem mais do que recebiam no passado.

Só que foi o passado que proporcionou o caos que estão vivendo.

A Globo os viciou nas antecipações de pagamentos.

E com esse dinheiro de um torneio que ainda nem começou, os dirigentes tocavam seus clubes.

O que está acontecendo é exemplar.

Mostra até onde vai a dependência administrativa dos clubes diante da tevê.

A Globo não está tão satisfeita com o futebol.

O esporte continua lucrativo.

Mas os índices de audiência caem a cada dia.

O fracasso da Seleção Brasileira desde 2002 colabora.

A rejeição à Copa também era algo inesperado.

Assim como a crise européia e a norte-americana impede pedir aumento aos patrocinadores.

As camisas 'limpas' de Flamengo, São Paulo e Palmeiras, entre outos clubes, mostram que não há dinheiro no mercado.

Pagar dezenas de milhões de reais a times medíocres, sem resultado, não estimula os patrocinadores.

Sem eles e mais o dinheiro da Globo, os dirigentes sentem o efeito da abstinência forçada.

Por isso esses vexames em praça pública.

E eles vão continuar.

A Globo só vai pagar quando o Brasileiro começar.

E em parcelas.

Nada de pagar tudo de uma vez, como os clubes sonhavam.

Chegou a hora dos dirigentes mostrarem ter competência para os cargos que ocupam.

Por que a torneira de dinheiro global secou...

(E o Palmeiras vai parar de colocar esparadrapo preto no peito.

Apesar de a diretoria pedir apoio a Kia Joorabchian...

Fechou contrato de patrocínio master com a Kia Motors...

Até que enfim uma boa notícia no Palestra Itália...)

Zezé Perrella não ensinou Gilvan como deveria. Não pagar os jogadores e ainda tripudiar é querer passar vergonha. Passou. Ele e todo o Cruzeiro…

divulgacao110 Zezé Perrella não ensinou Gilvan como deveria. Não pagar os jogadores e ainda tripudiar é querer passar vergonha. Passou. Ele e todo o Cruzeiro...
Pode-se dizer o que quiser de Zezé Perrella.

Mas ingênuo ele não é.

Não acabou como senador da República dando bom dia a cavalo.

Os anos comandando o Cruzeiro com mão de ferro o ensinaram.

Assim como na vida política.

Salários e ainda tripudiar é coisa de amador.

De quem não sabe que os jogadores de futebol têm todos os dias a mídia a seus pés.

E a postura do time cruzeirense tem sido digna.

Muito digna.

O elenco se apresentou como se nada tivesse acontecendo.

Treinou forte.

E esperou.

Mas nada do dinheiro cair nas contas.

A paciência foi se esgotando.

O Cruzeiro é o não é um dos maiores clubes da América Latina?

Com patrimônio e infraestrutura invejáveis, não há desculpa.

O caixa zerado poderia ser surpresa para o Seu Jorge, nunca para Gilvan do Pinho.

Ele foi vice presidente/amigo/braço direito/esquerdo/tórax...enfim, tudo de Zezé.

Foi eleito com meses de antecedência.

Ele não só se preparou para pagar os salários de dezembro.

Como mostrou por suas palavras não estar preparado para assumir o cargo.

Ao ser indagado sobre o atraso no pagamento, ele quis brincar.

"Não podemos adiar, os atletas ganham muito pouco, essa miséria que ganham, faz falta danada, se atrasar três, quatro dias."

Além de não pagar, tripudiou.

A declaração aconteceu na entrevista coletiva do dia 19.

Os atletas souberam o que ele falou, mas esperaram.

Até que chegou o último dia de janeiro.

E veio a humilhação.

Carta para a imprensa, reclamando do salário atrasado.

E da postura incompreensível de Gilvan.

Reprimenda que envergonharia Paulo Maluf.

Os jogadores têm seus compromissos financeiros.

E se recebem bem ou pouco, precisam ser pagos.

Que maneira de administrar um time de futebol.

Equipe limitada que se desdobrou para manter o clube na Série A.

É desta maneira que Gilvan acredita que o elenco cruzeirense precisa ser recompensado?

O presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, tem inúmeros defeitos.

Mas não seria tão ingênuo a ponto de provocar quem não paga.

Só Gilvan.

Depois da reprimenda em praça pública, o dirigente garante que vai pagar o que deve.

Mas precisava fazer o clube passar por esse vexame?

Perrella tinha muito o que ensinar a Gilvan antes de lhe passar o bastão...

(Acabo de falar com uma importante fonte de Belo Horizonte...

Além de não pagar em dia, tripudiar...

Gilvan está dando outro tiro no pé.

Ele quer descobrir quem são os revoltosos?

Quer uma caça às bruxas.

Descobrir quem está por trás da carta.

Seja quem for, ele quer se livrar dos rebeldes...

Dever, tripudiar pode...

Trazer a público, não...)

Adriano a um passo de ganhar o melhor presente para os seus 30 anos. A inscrição para a Libertadores pelo Corinthians. Será a sua última chance no Parque São Jorge…

 

adriano nikead Adriano a um passo de ganhar o melhor presente para os seus 30 anos. A inscrição para a Libertadores pelo Corinthians. Será a sua última chance no Parque São Jorge...

Adriano já aprontou tudo e mais um pouco.

Mas está longe de ser ingênuo.

O que era boato virou realidade nas palavras do seu mentor Joaquim Grava.

Se ele não reagisse, iria ficar de fora da lista dos 25 jogadores que o Corinthians vai inscrever na Libertadores.

Seria a derrota maior.

O atacante já foi afastado das primeiras rodadas do Campeonato Paulista.

Os alegados 103 quilos, que aparentavam ser muito mais, foram o motivo.

Na sua obesidade estava representado todo o desleixo com a carreira, com a vida.

Era a constatação de que ele não se importava com o Corinthians.

O salário de R$ 380 mil mensais estava garantido.

O contrato até junho foi uma deferência a Ronaldo, que garantiu que Adriano tomaria jeito.

Andrés Sanchez não queria o jogador desde o primeiro instante.

E até hoje confessa a amigos que se arrependeu profundamente de ter ouvido Ronaldo.

A falta ao treinamento depois do aniversário da mãe foi a gota d'água.

Tite também havia desistido dele.

Se não fosse causar um mal-estar enorme com Ronaldo e um escândalo na mídia, ele teria sido dispensado.

Adriano percebeu todo o clima ruim.

E resolveu fazer mais um juramento na longa lista dos 'eu prometo' que já fez na vida.

Assegurou para o seu maior defensor, Joaquim Grava, que iria tomar jeito.

Faria até o Corinthians renovar o seu contrato.

E se calou.

Desde então vem treinando a sério e, milagre, seguindo a dieta.

Mesmo a cerveja do domingo que, estupidamente, a comissão técnica havia liberado, foi cortada.

O resultado foram três quilos perdidos.

Uma motivação diferente.

Vontade, raiva no treinamento.

A notícia corre no Corinthians.

Grava passou para Tite, para Andrés.

Todos estão com os pés e as mãos para trás.

Ninguém acredita que seja para valer.

Mas Adriano está reagindo.

Tite já disse a Andrés que se mantiver a mesma determinação e não falhar, será inscrito.

Vai estar no grupo da Libertadores.

É o primeiro passo.

Se Adriano quiser salvar sua carreira, a hora é esta.

Daqui a 17 dias ele completará 30 anos.

É agora ou nunca.

Ele parece que se conscientizou.

Parece, porque com ele nunca se sabe.

Mas que tenha pelo menos esta boa notícia.

Se ele continuar treinando, fazendo regime...

Cumprindo a sua obrigação como atleta profissional...

Terá como presente de aniversário a sua vaga entre os 25 da Libertadores.

E, no atual momento de sua vida, ele não poderia receber presente melhor...

O triste papel de Ronaldo na Copa do Mundo de 2014. Faz o que Ricardo Teixeira manda. Enquanto o Brasil se dobra à Fifa…

AE4 O triste papel de Ronaldo na Copa do Mundo de 2014. Faz o que Ricardo Teixeira manda. Enquanto o Brasil se dobra à Fifa...
Desde que resolveu se ligar a Ricardo Teixeira, Ronaldo perdeu seu brilho.

Quem o acompanha desde então percebe um constrangimento total.

Ele nunca pensou que seria questionado ao se tornar membro do Comitê Organizador Local da Copa.

Acreditava que a sua aura de um dos melhores jogadores do mundo bastaria.

Só que os jornalistas brasileiros e estrangeiros perceberam a estratégia do desgastado Teixeira.

Colocou Ronaldo como escudo, anteparo.

O ex-jogador é figura decorativa em todo o processo.

Viaja para tirar fotos ao lado do ministro Aldo Rebelo, que também não tem força de decisão.

Rebelo se reúne, ouve o que a Fifa quer, leva até Dilma Rousseff e depois leva a opinião da presidente.

Por isso tanta demora na aprovação da Lei Geral da Copa.

É um incômodo telefone sem fio.

O caso da liberação de álcool nos estádios em 2014 é exemplar.

A Fifa não abre mão da sua fiel patrocinadora Budweiser.

O governo brasileiro sabe das leis que proíbem venda de bebida alcoólica nos estádios.

Mas vai ter de passar por cima da lei para satisfazer a Fifa.

Então, Aldo tentando arrancar algo da Fifa.

Quis ingressos para índio.

Foi ridicularizado pelo secretário Jerómê Volcke.

Ele disse que daria ingressos aos índios, mas o governo que assegurasse transporte aos índios.

O braço direito de Joseph Blatter sabe em que condições está o transporte urbano no país.

O resumo é: sem Budweiser, sem Copa.

Aldo Rebelo tenta achar uma maneira de tentar disfarçar.

Talvez só permitindo a venda no intervalo...

Ou não deixando o torcedor circular com o copo de cerveja...

Balela.

A Fifa vai exigir e conseguir que o Brasil faça como em todas as Copas.

As garrafas ficam e o conteúdo é despejado em copos que o torcedor leva para ver a partida.

Se forem de plástico como na África, talvez até as garrafas sem liberadas.

Enquanto isso, Ronaldo, não opina.

Ele sabe que sua opinião não conta.

Mas descobre uma maneira de entrar no noticiário.

Posa como ciclista.

Não contavam com a minha astucia...

O papel que Ronaldo se prestou é constrangedor.

Vai contra tudo o que fez em campo.

Ser embaixador da Unicef é uma coisa.

Agora representar Ricardo Teixeira e a CBF é outra.

Ser um mero símbolo de que o melhor do futebol está do lado do presidente da CBF é triste demais.

"Aceitei o convite para que o povo tenha orgulho da Copa", disse.

Orgulho do quê?

Da arena de R$ 1 bilhão que ficará para o Corinthians depois do Mundial?

Dos elefantes brancos construídos em Brasília, Natal, Cuiabá e Manaus?

Do preço absurdo cobrado para a construção das 12 arenas?

Da conta que vai passar dos R$ 70 bilhões?

Do fato de a Copa do Brasil custar mais do que a do Japão, Alemanha e África do Sul juntas?

Sem direito a opinar sobre nada, Ronaldo já descobriu uma maneira de ser influente.

E aparecer, lógico.

Ele prometeu aos operários que os estádios que estiverem prontos antes do tempo, receberão um presente dos deuses.

Ronaldo vai disputar uma pelada com eles.

Que falta de visão.

Ronaldo deveria procurar saber que esses operários já fizeram várias greves.

Por receberem comida estragada, serem transportados como gado, em ônibus miseráveis...

Por serem obrigados a trabalhar sem segurança em três turnos...

Por maus tratos de ex-militares...

Por falta de banheiro para usar enquanto trabalham...

Mas isso não interessa a Ronaldo.

Ele quer o superficial do superficial.

Vai jogar bola com os desnutridos, mal pagos...

Sem direito a higiene pessoal...

Talvez Ricardo Teixeira tenha acertado na mosca quando o escolheu...

Daniel Carvalho. O estranho caso do jogador gordinho que usou anabolizantes no CSKA, ganhou a Copa Uefa, jogou na Seleção Brasileira…E sobreviveu a todos os exames antidoping…

divulgacao47 Daniel Carvalho. O estranho caso do jogador gordinho que usou anabolizantes no CSKA, ganhou a Copa Uefa, jogou na Seleção Brasileira...E sobreviveu a todos os exames antidoping...
Tudo muito estranho...

A camisa do Palmeiras em Daniel Carvalho ficou indecente de tão apertada.

Era a sua apresentação no Palestra Itália.

Mais um vexame, entre tantos outros.

Ele disfarçou, falou que precisava sim perder peso e tudo bem.

No Atlético Mineiro, os dirigentes e treinadores fizeram de tudo para que emagrecesse.

Mas nada.

Aos 28 anos ele assume que seu corpo nunca será atlético.

A sua 'desculpa': anabolizante.

Sim, esteróide anabolizante que serve para inchar os músculos e dar força física ao atleta.

Completamente vetado em todo o mundo.

Com efeitos colaterais comprovados no fígado e nos rins de quem o utiliza.

Daniel Carvalho falou com todas as letras na rádio Estadão/ESPN.

"É aquela história: saí com uns 20 anos de idade de Brasil, com um corpo bem fininho.

Lá é normal, principalmente na Rússia e lá não tem doping.

Eles acabaram me dando uns anabolizantes, que infelizmente eu não sabia.

Foram injeções que eu tomava e em seis meses engordei uns oito quilos.

Quando saí do Brasil saí magrinho e voltei de outro jeito.

Na Europa eles têm uma maneira diferente de trabalhar.

Se é contra a lei ou não, eu não sei.

Mas pela Rússia posso falar.

Então não tem como comparar o Daniel de dez anos atrás com o Daniel de agora.

Se eu tenho que perder, vou perder mais um ou dois quilos, não tenho que perder mais que isso."

Daniel Carvalho fez acusações pesadíssimas a um dos clubes importantes da Europa.

Quando foi vendido pelo Internacional, ele não foi se esconder em um recanto perdido da ex-União Soviética.

Quem o comprou foi o CSKA da Rússia, equipe campeã da Uefa, com Daniel na meia, em 2005.

Um ano depois da sua chegada e das injeções de esteróides que jura haver tomado.

No ano seguinte, teve o privilégio de marcar o primeiro gol da era Dunga contra a Noruega.

Ou seja, jogou na Seleção Brasileira inchado por anabolizantes.

E nunca falou nada.

Resolveu falar agora, ao ser cobrado no Palmeiras.

"Nunca me preocupei.

Eu tomava umas seringas enormes que iam na veia direto.

E descobri na época que ia direto pra coração.

Foi aí que parei de tomar quando estava na sétima injeção porque ia na veia e direto pro coração.

E achava que não precisava crescer mais.

Pelo departamento médico do CSKA, na época, eles achavam que eu estava muito fraquinho."

Se o comando do futebol brasileiro fosse sério, a CBF notificaria a Fifa.

Iria exigir explicações do clube russo sobre que tipo de médicos são esses que usa anabolizantes.

A dúvida que fica em quem tem dois neurônios é um só.

Se esta história for verdadeira e não mera desculpa alucinada de Daniel Carvalho, como ficam os exames antidopings?

Por ser um clube forte financeiramente, o CSKA não disputou apenas Campeonatos Russos quando o brasileiro estava por lá?

Tudo é muito estranho.

Se depender do Brasil, essa história não será esclarecida.

Tomara que o clube russo que sofreu tão forte acusação se manifeste.

Se não será mais um episódio desmoralizante para a essência do futebol.

Como é que atletas são dopados, usando o que há de pior para o organismo e nada acontece?

Ou é apenas mais um caso de um atleta que não se submete a regime e a rotina de treinos de um profissional de verdade?

Ontem ele fez questão de participar de um quadro do Globo Esporte tomando raspadinha com leite condensado.

Justo Daniel Carvalho, o homem que não cabia na camisa do Palmeiras...

O homem dos esteróides anabolizantes...

(Como era de se esperar, o CSKA não se calou.

Representantes do time russo ligaram para Daniel Carvalho.

E ele recuou.

Disse que não foi obrigado a tomar anabolizantes.

Foi além, afirmou agora que não sabe se eram anabolizantes.

Fez de tudo para evitar processos.

Ele terá de buscar outra explicação para os quilos a mais que carrega.

Anabolizantes no CSKA em 2004 não deu muito certo...)

Despedida de Roberto Carlos tem de ser na Rússia. O Santos não o deseja. Ele não quer o Palmeiras. E nem sonha com a gratidão da Seleção Brasileira…

divulgacao48 Despedida de Roberto Carlos tem de ser na Rússia. O Santos não o deseja. Ele não quer o Palmeiras. E nem sonha com a gratidão da Seleção Brasileira...
Roberto Carlos foi sincero ao jornal Marca.

Repetiu Ronaldo e confessou que seu corpo não aguenta mais.

Aos 38 anos anunciou que vai parar de jogar futebol.

O lateral esquerdo já se contradisse algumas vezes na vida.

Mas a maior quebra de promessa será feita na sua despedida.

Vai mesmo parar no Anzhi, time russo de um milionário ligado ao petróleo.

Ele cansou de dizer que sua despedida do futebol seria feita em um dos dois times.

Ou aquele que foi o do seu coração a vida toda, o Santos.

Ou naquele a quem se dizia devedor pela projeção, o Palmeiras.

No Corinthians jogou por Ronaldo, mas não teve a menor identificação...

Só que as duas portas estão lacradas.

A primeira, a do Santos.

Muricy Ramalho já procura como um desesperado substituto mais novo para Léo.

Ele tem 36 anos.

Roberto Carlos, 38 anos.

E sua passagem pelo Corinthians já demonstrou o quanto estava mal fisicamente.

Tudo ficou pior depois de um ano na Rússia.

Além disso, a rivalidade acentuada com o clube do Parque São Jorge pesa.

Os dirigentes já não vêem Roberto Carlos com os mesmos olhos.

Os vários amigos que possui na Vila Belmiro já o avisaram para nem perder tempo.

Em relação ao Palmeiras, a situação é outra.

Roberto Carlos sabe muito bem a panela de pressão que o clube se transformou.

Tem plena consciência das brigas com torcedores envolvendo Vagner Love e João Vitor.

O lateral tentou contratar Felipão para o Anzhi.

E os dois conversaram longamente sobre o que o Palmeiras virou.

O jogador soube da bagunça política e da falta de dinheiro.

Por isso, ele mesmo desistiu de vestir novamente a camisa verde.

Como quer mesmo um contrato vitalício com o Anzhi para ajudá-lo fora de campo, como dirigente...

O jogador opta por encerrar a carreira pela Rússia mesmo.

E conhecendo Ricardo Teixeira e seu desprezo aos ex-campeões do mundo...

Roberto Carlos não acalenta nenhuma expectativa sobre jogo de despedida na Seleção Brasileira.

Tem a certeza que a última imagem que ficou foi a de acertando o meião enquanto a França marcava o seu gol em 2006...

E não a conquista da Copa de 2002, por exemplo.

Também já se conscientizou que não pode esperar nada da CBF.

O resumo da ópera.

O Santos não o quer.

Ele não quer o Palmeiras.

E nem conta com a gratidão da Seleção Brasileira.

Uma pena, um dos maiores laterais esquerdos de todos os tempos parar na Rússia...

Mas assim é o futebol deste país...

O maior salário da história do Rio Grande do Sul e muita chantagem emocional. D’Alessandro ficou para fazer o Internacional campeão da Libertadores, buscar o Mundial. E exorcizar o Mazembe…

divulgacao45 O maior salário da história do Rio Grande do Sul e muita chantagem emocional. DAlessandro ficou para fazer o Internacional campeão da Libertadores, buscar o Mundial. E exorcizar o Mazembe...
R$ 700 mil mensais até 2015.

E mais bônus em caso de conquistas.

A premiação especial vai aumentando de acordo com a importância dos títulos.

D'Alessandro passa a ser o homem mais caro da história do futebol no Rio Grande do Sul.

Nem Falcão, Ronaldinho Gaúcho, Figueiroa, Dunga, Renato Gaúcho...

Felipão, Rubens Minelli, Abel Braga, Telê Santana...

Nem jogador e muito menos treinador recebeu o que o camisa 10 do Inter aceitou.

E ele vale cada centavo.

Ao virar as costas para a China, o argentino acalentou o sonho de conquista da Libertadores, do Mundial.

E este sonho tem sim um custo.

Perder D'Alessandro agora, às vésperar do jogo decisivo da pré-Libertadores contra o Once Caldas seria um desastre.

Ou mesmo fazer da partida fundamental a sua despedida.

Com que concentração o meia encararia os colombianos?

Todo esforço colorado para segurar D'Alessandro tem um motivo.

Há meios.

O clube gaúcho está equilibrado financeiramente.

Não é uma teima de um novo presidente de clube, como no Cruzeiro em relação a Montillo.

Dorival Júnior sabe o quanto necessita do habilidoso e técnico organizar da sua equipe.

O treinador cansou de expor a situação para os dirigentes.

E nem precisava.

O presidente do Internacional, Giovanni Luigi, tem como projeto de vida ganhar a Libertadores.

Jornalistas que frequentam diariamente o Beira-Rio sabe de sua obsessão.

E o quanto estava atormentado pessoalmente com a proposta do Shanghai Shenhua.

Eram cerca de R$ 22,5 milhões em dois anos.

Ele vai ganhar R$ 22,5 milhões por três anos no Inter.

Não houve só a proposta financeira, não.

Houve uma enorme pressão psicológica.

Chantagem emocional mesmo.

Dirigentes colorados sugeriram que ele ligasse para Conca na China.

Só para ver como ele desiludido com a estrutura do futebol por lá.

Além de estar esquecido e fora do foco.

Sem qualquer chance de defender a Seleção Argentina.

Situação que não acontece com D'Alessandro.

Ainda mais com o ótimo time que o Inter montou para realmente ganhar a Libertadores.

A direção do Inter ofereceu dinheiro e tratamento a D'Alessandro como maior ídolo da história colorada.

Além da emocionante pedida dos torcedores na partida contra o Once Caldas na quarta-feira passada.

O "fica, fica, fica", não saiu da cabeça do jogador.

Na sua vida inteira ele nunca foi tão bem tratado por onde passou.

O bombardeio foi certeiro.

Fazendo as contas, ele sabe que nenhum clube na Europa pagaria tanto por ele agora, aos 30 anos.

Só mercados periféricos como a China ou o Oriente Médio.

Por isso, o sim.

E agora o reconhecimento precisa ser dado em campo.

O jogador mais valorizado da centenária história do Inter precisa dar sua resposta.

Mostrar que vale.

Colocar um desfecho digno para a mais cara transação da história do Rio Grande do Sul.

De toda região sul de um país chamado Brasil...

Foi ridícula a ajuda ao Corinthians no Pacaembu ontem contra o Linense. Está na hora de agir, coronel Marinho. E começar a afastar esses árbitros que só erram a favor dos times grandes…

divulgacao44 Foi ridícula a ajuda ao Corinthians no Pacaembu ontem contra o Linense. Está na hora de agir, coronel Marinho. E começar a afastar esses árbitros que só erram a favor dos times grandes...
38 minutos do primeiro tempo

Danilo tem 1m86.

Fabão do Linense, 2m04.

O árbitro Marcelo Rogério estava de frente para o lance.

O escanteio procurou a cabeça do enorme zagueiro que ganhou a disputa com Danilo.

Gol.

Não houve falta alguma.

Lance límpido, cristalino.

De estranho, só o coração de Marcelo Rogério assustado, batendo mais forte.

Gol do Linense em pleno Pacaembu.

O que fazer?

Anular, lógico...

A equação árbitro novo, time grande e time pequeno costuma ser desastrosa.

O que aconteceu ontem no Pacaembu foi absurdo.

A anulação do gol do Linense tem de envergonhar o coronel Marinho, chefe da arbitragem em São Paulo.

Ele é um militar.

Foi colocado pelo presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero depois de Edilson Pereira de Carvalho.

O árbitro que a Federação Paulista fez tudo para ter o emblema na Fifa no seu uniforme..

Quando ele fazia resultados de jogos para agradar apostadores.

O caso de Marcelo Rogério parece estar longe de Edilson Pereira.

É apenas o medo de confirmar um gol da pobre Linense contra o Corinthians.

O instinto básico de sobrevivência.

Aguçado além da conta.

O lance constrangeu a todos no Pacaembu.

Todos.

Até os jogadores do Corinthians.

Tite disse que não enxergou.

Não queria mentir.

Dizer que não houve a absurda falta que a imaginação, o medo de Marcelo Rogério enxergaram.

O gol foi anulado.

E quando a partida estava 0 a 0.

O Corinthians ganhou o jogo.

A segunda-feira será de tortura para o árbitro.

O lance será repetido à exaustão na tevê.

O coronel Marinho deve confirmar o afastamento do juiz.

Mas os três pontos estão contabilizados para o Corinthians.

Ninguém tira.

Nesta fórmula imbecil do Campeonato Paulista, com todos jogando com todos para classifica oito times...

Esses três pontos são importantes.

A diretoria, o time, a torcida, ninguém têm culpa.

O ridículo de todo início do ano é a mesma coisa.

E não é apenas o Corinthians o favorecido.

Em todos Estaduais, jovens árbitros prejudicam as equipes pequenas e ajudam as grandes.

Não compram inimigos que vão influenciar sua escalação, suas carreiras.

Sabem que se for para errar será sempre contra os coadjuvantes dos campeonatos.

Onde já se viu presidente de clube pequeno barrar árbitro?

Só de equipe grande.

Então, para que arriscar?

Em caso de qualquer dúvida, basta optar por favorecer o time de maior prestígio.

Os prejuízos são infinitamente menores.

O que aconteceu no Pacaembu foi só a tendência neste verão.

Todo ano é a mesma coisa.

E continua constrangedor.

O lance foi feio demais.

Só mostra que a nova safra dos árbitros continua com um defeito crônico.

Prestar toda a atenção nas camisas dos times.

Ou alguém tem dúvida que se o lance fosse a favor do Corinthians, o gol seria validado?

Desonestidade?

Não, de maneira alguma.

Apenas instinto básico.

O da sobrevivência, que faz todos os lances duvidosos serem favoráveis aos times grandes...

Começou...

É hora de agir, coronel Marinho.

Pode abrir a porta da geladeira.

Isso se a FPF quiser que o Paulista tenha um mínimo de credibilidade...

A Unimed faz o que quer com o Fluminense há 12 anos. E ninguém reclama. Quem bancaria a maior folha salarial do País para o clube das Laranjeiras?

divulgacao43 A Unimed faz o que quer com o Fluminense há 12 anos. E ninguém reclama. Quem bancaria a maior folha salarial do País para o clube das Laranjeiras?
Em 1998, o Fluminense descobria o que era o fundo do poço.

Era o primeiro clube verdadeiramente grande ao sentir o gosto da Terceira Divisão.

Foi rebaixado para a Série C.

Sem dinheiro, fragilizado, ridicularizado.

Estava sem futuro.

Precisava desesperadamente de dinheiro para sobreviver.

Foi quando os dirigentes da Laranjeira olharam para o Palestra Itália.

Em São Paulo, os executivos da Parmalat assumiram o Palmeiras.

E ganharam tudo o que poderiam.

O dinheiro chegava farto de Parma e executivos controlavam o futebol.

O resultado foi o final do jejum de 17 anos e a redescoberta da autoestima.

Foi com esse exemplo que os dirigentes tricolores receberam de joelho a Unimed.

Com os milhões garantidos por Celso Barros, o clube se reestruturou.

O trato foi simples.

E não levou em conta apenas a paixão de Barros.

Desde 1998, o clube está sob o controle do mecenas.

Além de escolher jogadores e treinadores, ele coloca e tira presidentes.

Não assume porque não quer se desgastar.

O dinheiro que consegue levar ao Fluminense lhe dá esse poder.

E quem há de levantar a voz contra ele?

Ele conseguiu a ressurreição do clube.

Tirou da Série C e levou para a A.

Nem precisaria da ridícula coloboração da CBF.

Em 1996, não deixou o clube cair.

Em 2000, aproveitou o caso Sandro Hiroshi e sem o menor constrangimento subiu o Fluminense.

A equipe havia vencido a série C, mas não precisou disputar a B.

Foi direto para a A.

Um caso que arrepia de indignação até hoje.

O clube comandando aquela altura por Parreira não necessitava disso.

Mas não viraria as costas à indecente proposta.

Desde então, a influência da Unimed se solidificou.

É um poder à parte sem contestação.

E responsável pelo clube ser o menos problemático financeiramente no Rio.

Os rivais Flamengo, Vasco e Botafogo olham com grande dose de inveja.

Mas há um preço.

Celso Barros não admite contestação.

A contratação de Rodrigo Caetano é um grande exemplo.

Quando ele decidiu buscar o executivo estava saindo do Vasco, acabou.

Não há presidente para dizer não.

Foi o que aconteceu em relação a Thiago Neves.

Celso Barros conversou com Abel sobre a possibilidade de o trazer de volta.

O obeso treinador só faltou dançar um bolero com Barros de tanta felicidade.

Estava decidido.

Pouco importa se o presidente Siemsen havia combinado com Patricia Amorim que iriam administrar o Maracanã juntos após a Copa.

O que pesava era o Fluminense pronto para ganhar a Libertadores agora.

A vontade de Barros prevaleceu e o acordo sobre o Maracanã foi para o espaço.

Quem manda é o homem do dinheiro.

E quem não segue mais por sua cartilha, resolver tentar se impor, deixa o clube.

Foi o que aconteceu com Muricy.

Ele queria que Celso deixasse apenas de olhar para dentro de campo.

E investisse na infraestrutura do clube.

Aproveitar o dinheiro da Unimed e montar um moderno Centro de Treinamento.

Mas sentiu que estava extrapolando o seu papel.

Como não era ouvido, trouxe o infeliz exemplo dos ratos no telhado das Laranjeiras.

Foi quando, mesmo campeão brasileiro e em plena disputa de Libertadores, ficou impossível a convivência de Muricy no clube.

Celso abriu mão de multa e o fez entender que era a hora de ir embora.

Seu bolso o deixou escolher Abel Braga.

E o time foi montado para disputar para tentar finalmente ganhar a Libertadores.

Por isso, o clube tem a folha de pagamento mais cara de todo o futebol brasileiro.

Ninguém gasta como o Fluminense: nada menos do que R$ 7,5 milhões por mês.

Desse montante, R$ 5,5 milhões saem da Unimed.

"Como é que pode a Unimed pagar ao médico R$ 10 por consulta e o cara gastar 100 milhões por ano com o Fluminense?

Tem alguma coisa errada", diz Andres Sanchez.

Com medo da concorrência pela Libertadores com o Corinthians, o diretor de seleções tocou neste assunto uma vez.

E se calou.

Celso Barros e a sua Unimed se tornaram muito poderosos.

Conseguiram reerguer um clube da Terceira Divisão e o tornaram favorito à Libertadores.

Tudo em 12 anos.

Queiram ou não...

Este é o poder do dinheiro.

Triste é saber que o Fluminense não se prepara.

Finge que a Unimed ficará por toda a vida.

Se ela sair amanhã, como ficará o clube carioca?

A revanche que São Paulo, a terra da cocaína, e o Brasil, país de ladrões de carteira, queriam. Anderson Silva contra o palhaço do UFC, Chael Sonnen…

Chael Sonnen recebe camisa do Palmeiras por perolasblogs no Videolog.tv.

"Saudações de São Paulo!

Já estou aprendendo a língua.

Dança de break das Paraolimpíadas se chama "capoeira"...

E cocaína é chamada de brunch (lanche)."

"Anderson Silva não vem de uma cultura de reverências.

Acontece que lá no Brasil, se você abaixar a cabeça, alguém te bate e rouba a sua carteira."

"Eu gostaria de ver eles construírem escolas, não um estádio para o Corinthians."

"Anderson Silva é tão afeminado que nada que você possa dizer para ele ou sobre ele vai ser pior que o que Deus já fez com ele."

"As costelas do Anderson têm o mesmo problema que as mãos e os pés, estão presos a uma pessoa covarde."

Por esse festival de bobagens que Chael Sonnen terá segurança especial quando voltar a São Paulo.

Ele voltará.

Não para dançar break das Paraolimpíadas ou encontrar cocaína no lanche.

Poderá ficar tranquilo porque ninguém roubará sua carteira.

Até porque estará apenas de calções, protetor bucal e luvas.

E terá diante de si o 'afeminado covarde' chamado Anderson Silva.

A revanche mais esperada do UFC vai mesmo acontecer.

Em uma luta truncada, em Chicago, Sonnen venceu ontem Michael Bisping por decisão unânime.

O britânico surpreendeu e mostrou grande progresso na luta de solo.

O norte-americano venceu graças às quedas e ao domínio do octógono, que garantiram seus pontos a mais.

Mas a sua atuação foi decepcionante.

Sonnen estava visivelmente envergonhado de seu desempenho.

Mas logo se recompôs e tratou de desempenhar o seu papel no UFC.

"Quando você é o melhor lutador do mundo, eles não te chamam de lutador.

Eles te chamam de Chael Sonnen."

Ele vai provar isso no Pacaembu, no dia 16 de junho.

O octógono será montado no estádio.

A sua luta com Anderson será o principal evento.

Antes, o encontro entre Vitor Belfort e Wanderlei Silva, capitães do The Ultimate Fighter.

Sonnen é o palhaço do atual UFC.

O lutador que garante as manchetes pelas bobagens que fala ou escreve no Twitter.

Ele percebeu que dessa maneira teria uma popularidade que seu talento nas lutas não garante.

É um bom wrestler, tem ótimo condicionamento físico, está entre os melhores entre os médios e ponto final.

Já entrou para a história do MMA pelas bobagens que fala e faz.

Como levar um cinturão falso para a entrevista coletiva.

Ou colocar a camisa do Palmeiras apenas para provocar Anderson Silva que luta patrocinado pelo Corinthians.

Em uma categoria dominada por Anderson Silva, Chael conseguiu se impor diante de adversários regulares, como Bisping.

A ponto de conseguir a sua sonhada revanche.

Em agosto de 2010, os dois se enfrentaram.

Sonnen foi superior durante toda a luta.

Mas perdeu nos últimos segundos, finalizado por um triângulo.

Foi o combate do ano no UFC.

Depois ficou constatado que Anderson lutou com uma costela fissurada.

E que o falastrão Sonnen lutou sob o efeito de esteroide anabolizante.

Foi suspenso por um ano.

Mas apelou para o Comitê de Lutas da Califórnia alegando que a substância faria parte de um medicamento que usou por ter problemas hormonais.

Levou depoimentos médicos, exames e advogados.

Conseguiu a redução para a suspensão para seis meses.

Desse assunto, ele não gosta de comentar.

Embora por linhas tortas, Dana White e a cúpula do UFC queriam essa revanche.

É a certeza absoluta do Pacaembu lotado em junho.

Para a televisão é certeza de audiência.

Só resta torcer que a Globo não coloque a luta às 3h da manhã.

O combate acontecerá em um local aberto, em pleno inverno.

São Paulo, a terra da cocaína no lanche, vai parar para ver Sonnen.

O Brasil que rouba a carteira de estrangeiros acompanhará esta revanche.

Caberá a Anderson Silva dar as boas-vindas que o palhaço do UFC merece...

Aliás, só ele para parabenizar o Palmeiras pelo que fez em 2011...

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