Posts de 28 de dezembro de 2011

O verdadeiro problema de alguns torcedores do Palmeiras com Richarlyson não é dito em voz alta. O medo que ele seja homossexual…

reuters8 O verdadeiro problema de alguns torcedores do Palmeiras com Richarlyson não é dito em voz alta. O medo que ele seja homossexual...
Dia 28 de dezembro de 2011...

Deveria ser batizado como o dia da mentira verde.

Quer dizer que Arnaldo Tirone está magoado com Richarlyson?

Por ele haver traído Salvador Hugo Palaia.

Em 2005 ele fez exames médicos pela manhã no Palmeiras.

E à tarde se apresentou no São Paulo.

Tirone, o justiceiro, quer vingar a honra de Palaia que acertou a transação.

Negócio fechado com Felisbino, como dizia ele, por não gostar do nome Richarlyson.

Quer dizer que o presidente resolveu fechar as portas do Palestra Itália por Palaia?

Homem a quem não suporta...

Bobagem sem tamanho.

Não é verdade.

Tirone não quer o único jogador que Felipão deseja do elenco do Atlético Mineiro por outro motivo.

Por que parte da torcida não o aceita.

Não aceita e faz uma das campanhas mais rasteiras da história do futebol brasileiro.

Para vetá-lo, torcedores telefonam, ameaçam fisicamente a direção do clube.

Não querem nem pensar em ver Richarlyson com a camisa palmeirense.

Pouco importa se ele é um jogador versátil, moderno, combativo.

O problema é outro.

Todos sabem qual é.

E têm medo de dizer em voz alta.

O mesmo que fez a torcida do São Paulo pressionar por anos os dirigentes até que ele foi embora.

Richarlyson sofre um linchamento da torcida palmeirense por causa da sua suposta opção sexual.

Ele já foi inúmeras vezes questionado se é ou não homossexual.

Sempre negou.

Mas nunca convenceu as arquibancadas.

A principal torcida organizada do São Paulo gritava o nome de todos os jogadores, menos o dele, antes do jogo.

Só que sem o menor constrangimento comemorava quando Richarlyson marcava um gol.

Era uma hipocrisia sem tamanho.

Mas é impossível cobrar coerência aos torcedores.

Ele ficou cinco anos no São Paulo e só saiu quando sua fase realmente estava ruim.

Agora, alguns torcedores palmeirenses fazem uma campanha fascista.

É uma covardia que estão fazendo com o ser humano.

Com a fragilidade técnica do atual elenco do Palmeiras, opção sexual é o que menos importa.

O time precisa ter jogadores talentosos e ponto final.

Atuando pelo São Paulo, Richarlyson foi parar até na Seleção Brasileira.

Não desonrou nenhuma vez a camisa do Atlético Mineiro.

Pouco importa a resposta sobre a sua vida íntima.

Vale a pena o Ministério Público acompanhar de perto o que acontece com certos torcedores do Palmeiras.

Intolerância, preconceito, fascismo.

A reação foi virulenta, troglodita demais.

Mesmo para os padrões de torcedores organizados.

Na Segunda Guerra Mundial, nazistas e fascistas fuzilaram milhares de homossexuais.

Será que este deve ser o raciocínio no final de 2011?

Tirar a cidadania de Richarlyson?

Apedrejá-lo?

Isso sem ele nunca ter assumido nada.

Tem sido um atleta absolutamente normal no campo.

E nos treinamentos...

Não existe técnico mais metido a machão no futebol brasileiro do que Felipão.

E ele quer Richarlyson em troca de Pierre.

Scolari sabe que precisa de um jogador melhor que tem no plantel.

E não escolheu ou deixou de escolher Richarlyson por sua opção sexual.

O que alguns torcedores do Palmeiras estão fazendo envergonham a sociedade.

Eles deveriam ser expostos pela direção do clube.

E não serem protegidos por desculpas esfarrapadas para que Richarlyson não seja contratado.

O problema é o medo da torcida que ele seja homossexual.

Ponto final.

Sair com travesti e manter a postura heterossexual pode.

Participar de festas com membros de facções criminosas, tudo bem.

Ser acusado de estupro não significa nada para a grande maioria dos torcedores.

Com Richarlyson tudo é mais pesado.

Por conta de uma escolha de vida que ninguém tem certeza, o mais vil preconceito.

Alguns torcedores juraram que não deixarão que atue no clube.

E que irão às últimas consequências.

É a mais agressiva manifestação de estupidez no futebol brasileira.

Pena que o Ministério Público vire o rosto para o outro lado.

Só para não ver o que alguns ignorantes fazem com Richarlyson...

(A pressão valeu.

O presidente Arnaldo Tirone tornou oficial.

Richarlyson não jogará no Palmeiras.

O motivo todos sabem.

Só não falam em voz alta.)

Ganso deixou de ser prioridade na vida do Santos. A espera por Zé Roberto. E a fixação pelo carrasco Barcelona…

reuters1 Ganso deixou de ser prioridade na vida do Santos. A espera por Zé Roberto. E a fixação pelo carrasco Barcelona...
Há duas missões na vida de Luís Álvaro desde que saiu do Japão.

A primeira é segurar Paulo Henrique Ganso apenas o necessário.

Não quer levar adiante um plano de carreira tão longo quanto o de Neymar.

O presidente o quer até a Libertadores de 2012.

Depois, o que vier é lucro.

O dirigente está mesmo completamente decepcionado.

Acredita que Ganso é muito mais do que um simples joguete nas mãos do grupo DIS.

Ele sente ser interminável o rancor do meia.

O jogador não o perdoa por não ter sido procurado pela diretoria quando estava contundido.

Acreditava que seria a grande motivação para a sua recuperação.

Mas foi convencido por pessoas que cuidam da sua carreira que havia desconfiança por parte da direção santista.

O jogador já passou por três operações nos joelhos.

E toda contusão é vista com desaprovação, medo que não se recupere inteiramente.

Ganso tem raiva de receber R$ 135 mil.

Principalmente quando sabe que Neymar ganha perto de R$ 3 milhões.

Luís Álvaro tem certeza que, quando Ganso quis se vingar no Japão.

Ao afirmar que vendeu 10% dos seus direitos econômicos ao DIS...

Ele tumultuou o clima no time pouco antes da final do Mundial contra o Barcelona.

A prova para o presidente foi Ganso se desdizendo logo ao voltar ao Brasil.

E oferecer para o Santos a porcentagem.

O dirigente ficou revoltado.

Ainda mais porque não tinha programado gastar mais R$ 5 milhões.

Tanto que para comprar 50% do lateral Jonas, teve de recorrer ao grupo de investimento Teisa.

A melhor saída que Luís Álvaro acredita ser viável é mesmo oferecer a prorrogação do contrato de Ganso.

E passar a pagar cerca de R$ 650 mil mensais.

Depois da Libertadores, pensar em vender o meia.

Mesmo sendo centenário santista.

Não há mais empatia dos torcedores.

E, mais importante, a confiança da direção no jogador já foi.

A troca de telefonemas entre a cúpula santista e Zé Roberto continua.

Todos na Vila Belmiro só esperam que o jogador cumpra a palavra e assine o contrato como havia prometido.

E assim, Ganso deixa de ser tão imprescindível.

A outra missão na terra de Luís Álvaro é imitar o Barcelona.

Os vários encontros com Sandro Rossell o convenceram.

O caminho é investir como nunca nas categorias de base.

E forçar um mesmo modelo tático às equipes menores santistas.

Com mais posse de bola e toque de bola.

A formação de um time B ou convênio com equipe menor de outro estado para testar novos jogadores.

Por isso o final do futebol de salão e do feminino.

O Barcelona virou fixação de Luís Álvaro.

Uma espécie de Síndrome de Estocolmo.

Ficou fascinado depois da goleada por 4 a 0 em Yokohama.

Como acabar com o péssimo clima que acredita que Ganso e a DIS criam na Vila Belmiro...

Os palavrões de Escadinha fizeram cair o mito Bernardinho no futebol. Decepção para os dirigentes, alívio para os técnicos e incentivo aos jogadores humilhados…

reproducao9381 Os palavrões de Escadinha fizeram cair o mito Bernardinho no futebol. Decepção para os dirigentes, alívio para os técnicos e incentivo aos jogadores humilhados...
Era o final de novembro.

O Brasileiro mais equilibrado de todos os tempos estava perto do fim.

Enquanto isso, o vôlei masculino suava sangue para conseguir vaga nas Olimpíadas.

A competição era a Copa do Mundo no Japão.

O time sofria diante da Argentina.

Quando Bernardinho pediu tempo e resolveu cobrar a equipe da sua maneira tradicional.

Xingou a tudo e a todos.

Como de costume, por sinal.

Murilo se doeu e resolveu enfrentá-lo.

As ofensas ficaram maiores.

Foi quando Escadinha resolveu 'comprar a briga'.

E diante das câmeras encarou o treinador.

De forma firme, dura.

Chegou bem perto e o xingou até mais.

Bernardinho visivelmente assustado colocou as mãos para trás.

Até tentava argumentar, xingar.

Mas foi soterrado pelas ofensas do líbero.

O grand finale foi com as câmeras no seu rosto...

O jogador fala um desmoralizante palavrão ao técnico.

Constrangido, Bernardino se afastou e a partida recomeçou.

E mostrou que os anos desgastam qualquer relacionamento.

Qualquer...

O que tem isso a ver com o futebol?

Tudo.

Porque os treinadores e dirigentes de clubes e até da seleção perderam sua referência.

Bernardinho era exemplo de como o técnico tem de se impor diante das suas equipes.

Não dar espaço para jogador.

Muito menos aceitar atos de indisciplina.

Várias e várias vezes Ricardo Teixeira esteve tentado a aproximá-lo da seleção brasileira.

Não como treinador, mas como um consultor fixo.

Alguém para trabalhar com o técnico.

Teixeira mandou vários recados, mas Bernardinho se fez de desentendido.

Só que nos grandes clubes do país, ele continuou sendo uma espécie de guru.

Ele e Phil Jackson, ex-treinador do Chicago Bulls, no seu melhor momento.

Ser desmoralizado por seu jogador diante das câmeras escapou de muita gente.

Principalmente nos clubes de São Paulo.

Só que veio o fim do ano e o perdão público de Bernardinho a Escadinha.

E mostrou a situação para quem não conhecia.

E a decepção foi enorme.

É o risco de treinadores que escolhem os palavrões para se expressar.

Os resultados de Bernardinho continuam brilhantes.

O Brasil chega a mais uma Olimpíada.

Mas só que ele deixou de ser um exemplo para o futebol.

A aura de comandante foi arranhada profundamente.

Até Luiz Felipe Scolari gostava de ser comparado a ele.

Dirigentes que acompanhavam admirados a carreira de Bernadinho estão decepcionados.

Ele era considerado um ser inatingível.

Vencedor, disciplinador inclemente.

Treinadores estão aliviados.

Porque ele não é exceção e tolera também indisciplina.

Os jogadores perceberam que não precisam aceitar serem xingados por ninguém.

Muito menos humilhados.

E podem dar o troco.

Como no São Paulo de Leão, por exemplo...

Os livros de Bernardinho não terão o mesmo efeito nas concentrações...