Publicado em 27/12/2011 às 05h44
A festa dos empresários. Contratos e assinaturas de jogador de futebol não são levados a sério. Montillo e Henrique são dois belos exemplos…
Mas, com certeza, eles terão um jogador insatisfeito durante seis meses."
Assim, sem a menor cerimônia...
Marcos Malaquias resumiu o que será a vida de Henrique no Palmeiras.
Ele tem uma excelente proposta do Grêmio para seu jogador.
"Já estamos definidos.
Tanto o Montillo como eu queremos que ele esteja no Corinthians."
A afirmação é do empresário Sergio Irigoitia, do meia argentino.
O jogador tem contrato até 2015 com o Cruzeiro.
Malaquias e Irigoitia acertaram salários e prêmios com o Corinthians.
Eles apenas mostraram a nova tendência no futebol brasileiro.
Contrato não vale para nada.
Com a lei Pelé, os empresários fazem a festa.
Os contratos assinados com os clubes não valem nada.
Apresentação, beijos na camisa, promessa de amor eterno nunca foram tão balelas.
Profissionalismo ou oportunismo, egoísmo puro?
Os jogadores de futebol nunca estiveram tão à vontade.
Se quiserem sair, não há limites para forçar uma situação.
A saída de Kléber no Palmeiras foi histórica, um marco.
De amado pelas torcidas organizadas, passou a ser hostilizado.
Os casos de jogadores forçando saída de clube são cada vez mais comuns.
Antes da lei Pelé, os atletas eram escravos dos clubes, com contratos leoninos e eternos.
Depois que a legislação mudou, os jogadores conseguiram sua carta de alforria.
Mas deram aos seus empresários.
Eles ganham porcentagem na venda dos atletas e até nos salários.
E forçam sua vontade.
O atleta joga onde o empresário quer.
Ou então assume estar insatisfeito publicamente.
É o fim.
Por que a torcida passa a marcar esse atleta.
Qualquer má partida, que seria normal, passa a ser pecado mortal.
Henrique comprou briga com a Mancha Verde e sabe disso.
A Máfia Azul ficará no cangote de Montillo.
Vários exemplos desses estão espalhados pelo Brasil.
É imoral, mas legalmente não há nada de errado.
O contrato continua sendo cumprido.
Mas sem entusiasmo, sujeito a pressão, cobranças que sabotam o time.
A situação é revoltante.
Mas cada vez mais comum.
Contrato assinado e palavra empenhada não valem nada.
Honrar o compromisso ficou fora de moda.
Os dirigentes só não entendem o óbvio.
Se o jogador age dessa maneira com o clube que está, vai fazer com aquele que o contratar.
Depende apenas do dinheiro que for ofertado.
Do grau de ganância do seu empresário.
E da falta de personalidade do jogador que assina um contrato...
O que realmente fica estranho é essa passividade dos clubes.
A explicação é que todos não se mobilizam para mudar a lei por um bom motivo.
A esperança que ser o clube sedutor e não o seduzido.
Mentalidade retrógrada que só vicia a relação entre empresários e dirigentes...
E fazem dos jogadores mera massa de manobra para lucrar...
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