Posts de 2 de dezembro de 2011

Adenor Leonardo não consegue conter a tensão. Não sabe se merece ser campeão do Brasil com o Corinthians…

reproducao931 Adenor Leonardo não consegue conter a tensão. Não sabe se merece ser campeão do Brasil com o Corinthians...

Em 21 anos de carreira, Tite ganhou dois títulos relevantes.

A Copa do Brasil com o Grêmio há dez anos.

E a Sul-Americana há três, com o Internacional.

Seu currículo é pobre...

Ele sabe.

E por isso precisa tanto do Campeonato Brasileiro.

Se não fosse pela postura firme, ou teimosa, dependendo do ângulo...

Ele não deveria estar no Corinthians há muito tempo.

No seu retorno dos Emirados Árabes, o time perdeu o Brasileiro de 2010.

Depois veio enorme vexame da Pré-Libertadores e eliminação para o Tolima.

Resultado que acelerou a despedida de Ronaldo.

Foi vice no Paulista.

A demissão não aconteceu porque Andrés Sanchez deu sua palavra ao tirá-lo do Al-Wahda.

"Você será o meu técnico até o meu último dia como presidente."

Desde então, Tite tenta de todas as maneiras retribuir.

Ele encontrou um elenco ofensivo e uma torcida ansiosa por conquistas.

O sonhado centenário acabou sendo um fiasco.

Sem qualquer conquista.

Apaixonado pelos contragolpes, Tite se deixou levar em 2011.

Os jogadores corintianos imploram para atacar.

Não sabem, não querem e não gostam de ficar atrás esperando que o adversário erre.

Como a estratégia que o consagrou não estava dando certo.

Tite liberou sua equipe.

E o que se viu foi o Corinthians rápido, efetivo, fulminante.

Os pontos acumulados nos dez primeiros jogos são responsáveis pela confiança que fez o time liderar o Brasileiro tanto tempo.

E por tantas rodadas.

O time entra para a última rodada do Brasileiro precisando apenas de um empate contra o Palmeiras.

Situação mais do que privilegiada neste estranho Campeonato Nacional.

Onde não há uma equipe que seja bem melhor do que aos outras concorrentes.

Nem mesmo apenas melhor.

O Corinthians foi apenas um pouco mais regular.

Mas o que vale mesmo é reparar em Adenor Leonardo.

Nestes últimos dias ele está agoniado.

Depois da sensação de ser campeão do Brasil por alguns minutos em Florianópolis, ele mudou.

Está ansioso, tenso.

Quer de novo a 'bala Juquinha', como filosoficamente definiu ser campeão do Brasil.

Nas várias entrevistas especiais que deu durante a semana, foi contraditório.

Chorou, riu, prometeu, se irritou.

Quem o conhece sabe que está uma pilha de nervos.

Tem pela frente o agora desafeto Luís Felipe 'Fala Muiiito' Scolari.

E o time que o colocou para fora pela porta do fundo, o Palmeiras.

Ser campeão em cima de Felipão e do time da Mancha Verde e do Palaia seria sensacional.

É o que Adenor Leonardo quer, mas não fala.

Além disso, ele completou 50 anos em 2011.

É uma idade marcante na vida de qualquer homem.

A que obriga um balanço na vida, na carreira.

A família que construiu realmente é exemplar.

Sua esposa lhe dá a base para ser o homem de bem que é.

Mas a carreira de treinador precisa de uma definição.

Ele não é um treinador que os grandes clubes do País se matem para contratar.

Também não pode ser considerado emergente.

Está dando cabeçadas por aí há 20 anos.

Com 30 estava comandando o Guarany de Garibaldi.

Tem a vitória, o empate e Flamengo a seu favor.

Fora o Pacaembu empilhado de corintianos.

O cenário para a consagração está montado.

Colocar o time no ataque para massacrar o Palmeiras e mostrar que é o legítimo campeão?

Ou jogar com o regulamento, travar o jogo e comemorar o 0 a 0?

Um treinador campeão do Brasil entra para a história.

Todos que venceram já entraram.

No domingo às 19h10, Adenor Leonardo mostrará se mereceu ou não entrar neste seleto clube.

Pelas suas reações na véspera do jogo, nem ele sabe...

Luxemburgo chama o árbitro de Flamengo e Vasco de vedete. Incendeia o time contra Péricles Bassols. E coloca a Libertadores de 2012 em risco…

reproducao095 Luxemburgo chama o árbitro de Flamengo e Vasco de vedete. Incendeia o time contra Péricles Bassols. E coloca a Libertadores de 2012 em risco...
Vanderlei Luxemburgo fez o que não deveria.

Sua tradicional arrogância pode custar caro ao Flamengo.

A vaga para a Libertadores.

O técnico contabiliza dezenas de problemas com árbitros na carreira.

Mas dessa vez foi demais.

Misturou raiva com ingenuidade.

Ele simplesmente desafiou Péricles Bassols, juiz do clássico de domingo contra o Vasco.

"Desde que ele não queira ser a vedete do jogo está tudo bem.

Ele tem a mania de querer aparecer mais do que o jogo."

Assim, sem mais nem menos.

Comprou a briga com um árbitro inseguro, irritadiço.

Quem acompanha os bastidores da arbitragem carioca diz que Luxemburgo se suicidou.

Ele criou um péssimo clima para o Flamengo.

O treinador já odeia Sérgio Corrêa, presidente da Comissão da Arbitragem.

A situação é recíproca.

A direção flamenguista sabe o quanto estará em jogo no domingo.

Muito mais do que estragar a festa vascaína.

O clássico vale milhões a mais em 2012 com a disputa da Libertadores.

Aliados do Capitão Léo na diretoria não param de criticar Luxemburgo.

Dizem que foi a pior hora possível para criticar o árbitro.

Chamá-lo de vedete poderá ter um custo pesado ao Flamengo.

Ao tentar mostrar coragem, Luxemburgo irritou um inimigo poderoso.

Foi desnecessário, gratuito demais.

O foco dos jogadores foi desviado.

Não ficará preso apenas no Vasco.

Mas em Péricles.

Isso nunca foi bom em uma decisão.

Incrível a postura ingênua...

A infantilidade do treinador flamenguista.

Ele criou o clima.

Que não reclame no domingo...

A luta de Ricardo Gomes para ser a maior surpresa ao seu amado Vasco. Quer ir ao Engenhão torcer pelo título brasileiro…

divulgacao97 A luta de Ricardo Gomes para ser a maior surpresa ao seu amado Vasco. Quer ir ao Engenhão torcer pelo título brasileiro...
Ele simboliza o ano da superação.

A vontade não só de sobreviver.

Mas de colocar com todo o orgulho o agasalho do Vasco.

Ricardo Gomes está dando um exemplo incrível sobre o que é amor ao futebol.

A intensidade do Acidente Vascular Cerebral foi além do que as pessoas gostam de comentar.

Mesmo os médicos que o atendem.

Eles tentam minimizar a situação para não expor Ricardo.

Sabem que há muita ignorância no futebol.

Treinadores que tiveram enfarte escondem com medo de não trabalhar mais.

O mesmo poderia acontecer com esse guerreiro.

Mas a bem da verdade vale muito lembrar que ele esteve à beira da morte.

Foi submetido a uma operação de emergência para drenar cerca de 80 ml de sangue do cérebro.

A cirurgia foi feita para conter a hemorragia, drenar o sangue.

E diminuir a pressão intracraniana.

Tudo aconteceu no lado direito do cérebro.

Por isso ele havia perdido a força e o controle do lado esquerdo do corpo.

E também tinha dificuldades com a fala.

Tudo isso no dia 28 de agosto, dia de Flamengo e Vasco.

Logo após a operação de três horas, médicos pelo Brasil garantiam que ele não voltaria a trabalhar.

E tinham um medo profundo das sequelas.

Mesmo Fernando Gjorup do Hospital Pasteur, que o operou, estava reticente.

Não queria falar sobre o futuro profissional de Ricardo Gomes.

Nem de sequelas.

Queria apenas festejar a sobrevivência do homem.

Nem pensava no técnico.

Mas Ricardo, não.

Com uma obsessão incrível, o homem de 46 anos se superou.

Logo depois de se recuperar fisicamente, se apegou à fisioterapia.

Ao tratamento.

Escondido de todos os veículos de comunicação e até dos amigos.

A família que, a princípio não o queria de volta ao futebol, entendeu.

Ele fazia tudo com a meta de voltar a trabalhar.

Fazer o que mais gosta na vida.

Comandar um time.

Ainda mais agora que estava fazendo o seu melhor trabalho como treinador.

Transformando o início de ano do Vasco em uma temporada maravilhosa.

Recuperou jogadores desacreditados como Diego Souza, Felipe, Éder Luís, Alecsandro, Bernardo.

Foi um dos pontos importantes na volta de Juninho Pernambucano.

"Ele me ensinou a jogar de verdade como zagueiro", resume Dedé.

Deu unidade ao time.

Conquistou a Copa do Brasil do grande Coritiba de Marcelo Oliveira, no Couto Pereira.

Estava mais confiante, mais firme do que na sua fraca passagem pelo São Paulo.

Havia aprendido que jogador brasileiro precisa ouvir uns gritos para reagir.

Estava fazendo o teatro obrigatório até com a imprensa.

Mas na intimidade com os atletas, o tratamento era de respeito, de carinho.

Por isso a ligação umbilical do time com Ricardo.

E os jogadores foram acompanhando cada passo que ele dava em direção à recuperação.

Ele começou a surpreender a todos.

Sua recuperação fulminante reservava um presente ao elenco.

Começou com bilhetes, telefonemas.

A recepção por parte do time foi tão boa que o entusiasmou.

A felicidade genuína dos atletas com a melhora do seu comandante.

Intensificou ainda mais o seu tratamento quando os médicos perceberam a ligação óbvia.

A saúde de Ricardo Gomes estava ligada à energia que recebia do time vascaíno.

O maior prazer dele e dos atletas foi quando ele pôde começar a visitar a equipe na concentração.

A superação no Brasileiro e mesmo na Copa Sul-Americana tem origem nestas visitas.

Uma comparação técnica é obrigatória.

Só em 2011, o Vasco jogou por 73 vezes.

O Corinthians, 62.

São 11 partidas a mais.

990 minutos de desgaste para esse time movido pelo coração.

Quem revela a importância da primeira visita de Ricardo ao grupo, depois do AVC, é o seu braço direito.

E esquerdo, também.

Seu 'irmão' e auxiliar, Cristóvão Borges.

"A festa que os jogadores fizeram foi inesquecível.

Não dava para dizer quem estava mais feliz.

Se o Ricardo ou os atletas.

A ligação que ele conseguiu com o elenco vascaíno é fantástica.

Não dá para explicar a intensidade."

Ricardo Gomes está fazendo de tudo para dar um presente neste domingo.

Para ele e para os seus amados jogadores.

Ele quer de qualquer maneira assistir ao jogo contra o Flamengo.

Ir para o Engenhão.

Palco de sua tragédia pessoal no dia 28 de agosto.

Mandar das tribunas a sua energia para o Vasco vencer o grande rival.

E esperar por um tropeço corintiano.

Quem sabe sair campeão do Brasil.

Essa seria uma grande conquista do clube.

Mas a maior ele já conseguiu.

A ligação que Ricardo Gomes conseguiu com o time, com a diretoria...

Com a torcida...

Com o Vasco da Gama vai muito além do normal.

Nunca a cruz de Malta esteve tão ligada à recuperação da vida de um técnico.

À sobrevivência de um homem.

Será impossível não pensar em Ricardo Gomes...

E não torcer para que esteja no Engenhão...

Torcendo pelo time que montou...

E que enche de orgulho todo vascaíno...