Posts de dezembro/2011

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31
dez
09:30

Se o mundo não acabar, excelente 2012 aos insistentes leitores. E a entrevista mais marcante de 2011…

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reproducao2012 Se o mundo não acabar, excelente 2012 aos insistentes leitores. E a entrevista mais marcante de 2011...
Último post de 2011.

Quero apenas agradecer aos insistentes leitores.

Desejar excelente ano para todos.

E repetir a entrevista mais marcante para mim em 2011.

Até 2012, se o mundo não acabar...

O renascimento de Jorge Kajuru...

Madrugada de Nagoya...

Nunca ninguém me abriu a alma dessa maneira.

Visceral.

Nem demonstrou tanta confiança.

Escancarou todos os erros, os acertos.

Os 50 anos resumem um roteiro de um filme intenso.

Daqueles em que você se envolve com o personagem.

Chora, ri, grita, torce para que não tome a decisão errada...

E toma a pior possível.

Não para os outros.

Mas contra ele mesmo.

Esse homem quer renascer.

Jorge Reis da Costa.

Sem meias palavras...

Jorge Kajuru!

 

O que você fez pior na sua vida?

Tentei me suicidar. Tomei 20 comprimidos de Dormonid, remédio para dormir. Estava impotente e havia perdido o globo ocular do meu olho direito. No olho esquerdo já tinha apenas 18% de visão, tudo por causa da diabetes. Teria de colocar prótese. Não queria que ninguém me visse assim. Havia perdido também um programa na tevê e um processo na justiça. Estava sozinho, sozinho, sozinho... Preferi tomar as pílulas e morrer. Mas me encontraram a tempo e levaram para o hospital e me fizeram lavagem estomacal e me salvaram a vida. Hoje compreendo que fui fraco. Sobrevivi e Deus me deu a oportunidade de reconstruir a minha vida. Se eu aceitei me expor para você é para que o eu sirva de exemplo para quem está sofrendo como eu sofri. E pensa na morte como solução. É o maior erro, a maior derrota. É jogar o que temos de melhor: a vida. Foi o que eu fiz de pior para mim mesmo. O meu maior inimigo sempre foi Jorge Kajuru.

Mas você sempre foi uma pessoa muito cercada de amigos, mulheres...

Olha, nesta vida há muita falsidade. Amigos de verdade eu tenho pouquíssimos. Datena, Juca Kfoury são meus irmãos. Mas o maior deles, o que daria tudo que tem por mim, acabou de morrer: o Sócrates. Aliás, eu tenho convicção de que ele se matou...Vou mostrar como eu fui amado. Tive 14 mulheres com quem morei junto. Casei com oito. Quatro no papel. Hoje eu sei que duas amaram o Jorge. As outras 12 amaram o Kajuru. O glamour dos meus relacionamentos com atores, cantores, jornalistas, pessoas famosas. Nunca tive essas mulheres de verdade. Elas queriam a minha companhia para ter acesso a uma vida de badalação, aparecer em tevê, revista, jornal. A pior coisa da vida é perceber que alguém está na sua cama por interesse em qualquer coisa, menos em você. E as pessoas sempre sabem que estão sendo usadas. Eu tentei mentir para mim mesmo e tentar salvar algumas relações. Foi impossível. E vou contar mais. Essas mulheres acabaram com o meu patrimônio. Todas as vezes que me separei deixei casa, carro. Sou um banana na hora de dizer adeus. E encontrei muita aproveitadora, mesquinha. Me acho tão esperto, mas a última mulher por quem me apaixonei eu levei para a minha casa no Rio de Janeiro.

Depois de um mês, a mulher rouba tudo o que tinha pela casa. Eu sou assim, quando eu amo, confio, dou a vida. As mulheres me fizeram de gato e sapato. Dilapidaram o meu patrimônio. Se não fosse por elas, estaria rico.

Explique essa história de que o Sócrates se matou. Ele não bebeu a vida toda?

Bebeu. Eu o conheço desde os 14 anos em Ribeirão Preto. Um gênio, inteligente, talentoso, grande amigo, alegre, o irmão que não tive nesta vida, já que sou filho único. Beber era a sua alegria. Sempre soube disso. Mesmo quando jogava futebol. Quando parou, continuou bebendo. Eu falava, mas nunca dei aquele esporro que ele merecia para parar porque achava que ele era médico. Sabia até onde poderia ir. E a situação estava mais ou menos controlada até que ele se separou de mãe do seu filho Fidel. Ele tinha adoração pelo menino. E a mãe, magoada com o Sócrates, o proibia de ver o garoto. Essas coisas terríveis de separação. Ele ficou desolado. Um dia me chamou para conversar e me disse: "Kajuru, perdi a alegria de viver. Eu quero morrer". Fiquei louco tentando animá-lo. Mas não teve jeito. O Sócrates começava a beber de manhã e só parava de madrugada. Ele ia me visitar no Rio e entrou neste processo. Por isso que eu digo que se suicidou de tristeza por causa do filho. Quando ele soube que estava com cirrose, não se importou. Foi internado quatro vezes e não três.

Uma já em Ribeirão Preto. Quando saiu da última vez, tinha de seguir um regime terrível para tentar se segurar e esperar um transplante de fígado. Mas ele optou por morrer. Continuou a beber. Dias antes da última internação, ele tomou garrafas de vinho. Queria e consegui morrer. Ah, Magrão...Você não sabe a falta que você me faz...Tem uma coisa que eu quero tornar pública sobre a internação dele.

O que é, Kajuru?

Quero revelar a indignação da famílida do Sócrates com o Andrés Sanchez. A insensibilidade deste homem não tem tamanho. Não quero nem falar sobre todas as homenagens que o Magrão deveria ter recebido do Corinthians e não recebeu. Esse presidente é pequeno e a história vai colocá-lo no seu devido lugar. O Sócrates nunca quis a menor proximidade dele porque sabia da ligação profunda com o Ricardo Teixera, com o Lula, com o Ronaldo. Gente que não merece o que tem. Na primeira internação, o Sócrates já estava muito mal por causa da cirrose.

Quando chega no hospital um pacote imenso. A família pensou que fosse um presente. Quando o pacote foi aberto, a surpresa. Dentro dele estavam milhares de folhas de sulfite com as contas do Corinthians. Andrés mandou entregar para o Sócrates quando ele estava recebendo a sentença de morte no hospital. Ele teve milhões de chance de entregar essas contas quando o Magrão estava forte, trabalhando no Cartão Verde. Esperou ele estar à beira da morte. Me dá nojo quando lembro dessa situação. E as homenagens que o Corinthians deveria fazer a ele nunca acontecerão enquanto Andrés e seus amigos estiverem mandando no Corinthians. Nunca. Por que o Sócrates nunca se dobrou à essa gente. Não vou falar o que realmente penso sobre o Andres por que não quero mais processos na minha vida. Só lamento o Corinthians estar entregue a essa pessoa. Mas quero falar do Andres e sim lembrar que o Sócrates por exemplo salvou a minha vida. Estava depressivo em um condomínio afastado de Ribeirão Preto. Continuava pensando em morrer, quando o Magrão foi meu herói. Arrombou a porta que eu deixava trancada para não receber ninguém. Arrombou e me levou para a sua casa. Cuidou de mim como um irmão mais novo. Ninguém faria isso, ninguém seria tão solidário. Eu não tenho palavras para agradecer o que esse homem fez por mim.

Vamos falar a sério sobre os processos. Quantos foram e você admite os exageros, até alguma irresponsabilidade nas suas acusações?

Eu fui processado 118 vezes. Nunca falei ou escrevi de ninguém sem que eu soubesse o que fazia era o certo. Mas admito que exagerei. Por tentar dar adjetivos agressivos, grosseiros, perdia a essência das minha acusações. Se eu digo que um político é um ladrão, eu tenho de provar. Aprendi na prática. Fazia o certo da forma errada. E comprei brigas bobas. Como a com a Luciana Gimenez. Falei que ela era tão burra quanto uma mesa. E apontei para a mesa. Ela me processou. E na Sônia Abraão, eu disse que havia pensado muito e tinha decidido pedir desculpas no ar. A Sônia me elogiou. E falou que eu estava tomando uma grande atitude. E eu pedi: pedi para a mesa por ter comparado a sua inteligência a de Luciana Gimenez. Outro processo! Mas essa fase passou. Estou enxergando que só eu me ferrei. Os poderosos estão roubando e vão continuar a vida inteira. Deus me deu a chance de aprender a controlar a minha boca, a minha indignação.

Se eu fosse dono de uma televisão ainda não colocaria ao vivo. Ainda... Porque estou no final do processo de dominar a minha raiva, a minha boca. Estou renascendo como jornalista, como apresentador. Continuo veemente, mas agora sei até onde posso ir. Estou sendo orientado por pessoas que realmente gostam de mim. E só não querem me ver queimar como aconteceu na TV Bandeirantes, por exemplo, quanto fui demitido ao vivo. E da maneira mais injusta possível.

Kajuru, esse foi um marco do jornalismo. O que aconteceu de verdade?

Foi o seguinte. Eu fui para Belo Horizonte cobrir o jogo Brasil e Argentina. O jogo aconteceu em 2004. Estava lá para mostrar o ambiente do jogo. Cheguei bem cedo no Mineirão. E várias e várias pessoas se aproximam de mim denunciando o que o Aécio Neves tinha feito. Havia uma entrada para deficientes com rampas e um grande espaço físico para que eles entrassem tranquilamente no estádio. Só que o Aécio mandou que aquele espaço fosse reservado para as pessoas vips que eram importantes para ele, que sonhava com a presidência. Eram políticos, cantores, atores, milionários. Era uma vergonha. Comecei a denunciar essa situação ainda na hora do almoço. E a sacanagem é que na Bandeirantes todos só me incentivavam. Falavam que eu estava arrebentando. A audiência não parava de subir com a minha denúncia. E eu lá falando. Da hora do almoço, depois fui participar do programa do Datena, às seis da tarde. E mais cacete no Aécio. Os diretores, as pessoas que comandam o programa me colocando pilha, falando que eu estava arrasando. E me deixei levar. Fiz a mesma coisa no Jornal da Band que era apresentado pelo Carlos Nascimento. No intervalo, ele me falou que estava espetacular a denúncia, que eu era o Kajuru que eles queriam. E estava chegando a hora do jogo. E passei a apresentar o programa que apresentava a partida, de lá. De Belo Horizonte.

Direto do lugar que o Aécio tinha reservado para seus convidados. Foi quando às 20h28 me tiraram do ar. Falaram que estavam com problemas técnicos. E na verdade, eu havia acabado de ser demitido pela direção da Band. Só soube no dia seguinte. A tevê não queria ficar contra o Aécio. Hoje eu entendo o envolvimento comercial até da situação, com propagandas. É uma situação nojenta, mas não sou mais ingênuo, consigo perceber como as coisas funcionam. E que há maneiras e maneiras de mostrar os absurdos deste país. A maior sacanagem foi que a Band se recusou a me pagar a multa de R$ 5 milhões que eu tinha no contrato. Qualquer advogado ganharia essa causa. Mas nunca processei ninguém. E muita gente me fez mal. Mas nunca como a Band. Me senti apunhado porque eu era incentivado para fazer as coisas que fiz por lá. Pensei que me orientavam, mas as pessoas só pensavam na audiência. Só na audiência. Me usaram o quanto puderam. E quando viram que exageram, me apunhalaram. Porque não existe alguém que fale tudo o que quer na tevê se não há quem deixe, incentive.

A Band me queria denunciando o Aécio. E a mesma Band me mandou embora sem o que eu tinha direito por denunciar o Aécio.

Você vivia o seu auge de popularidade. Você não havia se perdido com tanto sucesso?

Confesso que sim. Desde que a minha santa mãe morreu, eu perdi o rumo. Perdi a única pessoa que me colocava limites. Eu ganhava muito dinheiro. Eram R$ 150 mil por mês que a Band me pagava. Não sabia onde gastar. Fique dois anos lá e não tive a decência de comprar um apartamento para mim. Eu só queria saber de aproveitar. Pagava toda a semana para transar com uma mulher gostosa e famosa. Tinha de ser gostosa e famosa. Pagava mesmo. Uma por semana. Era a minha meta. E cumpri direitinho. Fora as farras que fazia pelas boates da vida, levava os amigos e pagava tudo. Sempre fui mão aberta. Muitas vezes não tinha a menor noção do que havia feito na noite anterior.

Não me droguei. O resto fiz de tudo. Queimei com farra, com mulherada. Pensei que fosse morrer de tanta farra. Me sentia o dono do mundo. Hoje vejo o quanto fui irresponsável e imbecil. Só me prejudiquei. Tinha certeza de que aquilo nunca iria acabar.

Em 2003 você recebeu um famoso convite para trabalhar na TV Globo, não foi?

Foi. E acredito ter sido o único jornalista esportivo do País a dizer não para a Globo. Eu cresci vendo o João Saldanha. Juca Kfoury me ajudou a enxergar o que é realmente a Globo. E como ela usa a sua proximidade do poder para fazer o que quer com o País. Ela mascara tudo. Principalmente o futebol. Fica fazendo lavagem cerebral mostrando dribles, gols, torcida. E esconde da maneira mais indecente possível o que acontece fora do campo. Eu tenho condições de falar porque recebi a proposta de trabalho e sei como é. Fui em quatro reuniões com o Galvão Bueno e a cúpula da Globo para conversar. O diretor de Esportes da Globo, Luiz Fernando Lima, me mostrou como as coisas funcionam por lá. "Você não pode reclamar do horário do jogo. E muito menos falar mal do Eduardo Farah (na época, presidente da Federação Paulista de Futebol). E muito menos de Ricardo Teixeira. Eles são nossos parceiros." Assim. na cara dura. Sem a menor vergonha.

Eu comandaria o Globo Esporte, comandaria uma mesa redonda no Esporte Espetacular. E ainda faria um quadro no Fantástico com a Ana Paula Padrão. Seria a Bela e a Fera. Fui nestas reuniões para saber de verdade como a TV Globo trabalha. Percebi como ela se tornou poderosa. Principalmente no esporte. Disse não à Globo ao vivo, na TV Bandeirantes. Ninguém acreditou. Galvão que é meu amigo, queria me matar. Mas fiz o que a minha consciência, meu coração mandou.

Por falar em TV Globo, que polêmica é essa com o Thiago Leifert?

É simples. Não vou ficar calado vendo um menino posar dizendo que revolucionou a apresentação de jornais esportivos no País. Espera um pouco. Será que o meu trabalho merece ser tão desprezado? Fui o primeiro a falar de uma maneira descontraída, sem roteiro até. Ninguém antes de mim se sentava no estúdio durante a apresentação. Até dobrar a perna como ele faz. O mais revoltante para mim é ele chamar o ponto de 'voz da consciência'. Exatamente como eu fazia na Band. Será que todos estão loucos? O menino que é filho de um diretor da Globo faz a mesma coisa que eu cansei de fazer e é visto como um gênio? E ainda tem a coragem de dizer que não me conhece. Eu não quero mais brigas na minha vida, mas não podia ser humilhado desta forma. A TV Globo pensa que ainda faz e desfaz no País. Só que não é mais assim.

Eu não sou mais irresponsável com o que falo. Mas esse menino tem de ser colocado no seu devido lugar. Se me copia, pelo menos disfarça, diz que é homenagem. Mas ele é o retrato da Globo, prepotente, arrogante e que pensa que está acima do bem e do mal. Só que este período da história já acabou. Graças a Deus!

Kajuru, fale da sua doença...

Quero aproveitar essa entrevista para fazer um alerta público contra a diabetes. É uma doença silenciosa, terrível. Ela mata, consome o ser humano de maneira cruel. E hoje é facilmente detectada. Basta fazer exames periódicos, todos os anos. O governo deveria incentivar, fazer esses exames em massa. Mas vou dar o meu exemplo pessoal que marca mais. Minha avó e minha mãe morreram de diabetes. E eu me achando acima do bem e do mal. Até que um dia caí de cama. Tive um absesso terrível. Pensei que fosse só uma inflamação intestinal. Só que ela não passava. Fiquei de cama. Os médicos me dando antibióticos. Até que o Sócrates foi me visitar. E ele era um médico espetacular.

Me disse que se eu não fosse operado, iria morrer. Me fez chamar um outro médico e fui levado às pressas para o hospital. Iria mesmo morrer. A minha taxa de açúcar no sangue era altíssima. Minha taxa de glicemia chegou a 430. Uma loucura. Sofri uma operação de seis horas para a retirada do absesso. E a retirada afetou a minha potência sexual. Com 40 anos. Isso para o homem é a morte. Depois, mesmo tentando controlar, a doença levou o meu olho direito. E deixou 18% de visão do esquerdo. Tudo isso poderia ter sido evitado se eu me cuidasse. Fiquei depressivo. Foi quando tentei me matar. Mas conheci o médico Aureo Ludovico. Ele fez uma operação no meu intestino.

Mexeu no intestino delgado, duodeno e reduziu parte do estômago. Foi a cura do meu diabetes. Há sim cura e ela não é divulgada por causa do poder econômico dos laboratórios. Não sou mais impotente. A taxa da glicemia está controlada. Deus me deu uma nova chance na vida.

Qual o seu maior erro profissional?

Dizer não à Record. Me dói lembrar o quanto eu fui burro. Sem noção da realidade. Tive uma reunião com a cúpula da tevê. Me chamaram e ofereceram R$ 200 mil por mês. E me disseram que eu iria apresentar o programa Cidade Alerta. A Record iria pagar a minha multa de R$ 650 mil da RedeTV! Mas a proposta era só para mim. E eu estava apresentando um programa com o Juca Kfoury na RedeTV! Ele me falou para eu ir. Só que eu não quis largar o Juca que é para mim um irmão mais velho. E ele insistindo que era bobagem. Disse não. Aí, o Milton Neves aceitou. Entrou no meu lugar. E ganhou um caminhão de dinheiro e seguiu a vida dele. Eu me arrependo profundamente de ter dito não. Minha vida teria mudado. Nunca me perdoei. E depois disso caí na besteira de ficar atacando a Record. Falei um monte de bobagem.

Xinguei sem pensar. Um ataque desnecessário, gratuito. Besta, sem fundamento. Eu realmente devo desculpas à TV Record, que nunca me fez nada de mal. A não ser me oferecer o melhor emprego da minha vida. E eu disse não.

O que você acha da Copa do Mundo no Brasil?

Torço como um desesperado para o Brasil fracassar, seja derrotado. Há um estudo feito pela USP e pouco divulgado mostrando que o Brasil teria um progresso de 20 anos se o dinheiro que será gasto na Copa e na Olimpíada fosse aplicado em obras sociais. Não temos saúde, segurança e educação. Mas colocamos bilhões de dólares em estádios que não precisam ser construídos. Só por causa de pessoas como Ricardo Teixeira e Lula, que só pensam nelas e colocam o interesse de milhões para trás. Eu quero falar que estou extremamente decepcionado com o Ronaldo. Ele se prestar a escudo de Ricardo Teixeira joga no lixo a sua imagem. Sua carreira maravilhosa já lhe deu milhões. Mas ele tem uma ganância inacreditável. Quer ganhar muito mais a qualquer custo. Ele não falou que o Ricardo Teixeira tinha dois caráteres? Quem é que tem dois caráteres agora: ele ou o Ronaldo? O Pelé também é outro. Se juntou ao Teixeira que até tinha processado.

Será que sou louco ou mesmo com apenas 18% da visão estou enxergando mais do que muitos? O Ricardo Teixeira é um câncer para o futebol brasileiro. Pensa que o futebol é dele e faz o que quer. Só que eu aviso agora para quem puder ler essa entrevista. Pior do que ele só o Andres Sanchéz. Ele é dissimulado. Tem ligações poderosas. O estádio de Itaquera, de um bilhão de dinheiro púbico, saiu graças a uma birra com o presidente do São Paulo. Ele vai fazer muito mal ao futebol brasileiro se chegar ao comando. Será pior do que o Teixeira. Eu estou falando publicamente só um pouco do muito que sei.

E do Mano Menezes, o que você acha?

Ele é o técnico do Andrés, do Ronaldo, do Ricardo Teixeira. É do time. Não vou falar mais nada para não ser processado. O Muricy Ramalho nunca daria certo trabalhando com esse tipo de gente. Eu lamento demais a Seleção Brasileira por quem o povo é apaixonado estar nas mãos destes homens. Eu lamento.

Como é a sua situação profissional atual?

Eu tenho contrato com o SBT. Falo para as afiliadas do SBT. É um comentário de cinco minutos. O Silvio não me deixa falar para o Rio de Janeiro e São Paulo. Ainda não confia em mim nestas praças. Mas ele vai entender que estou mudado. Comento também para mais de 200 emissoras de rádio do Brasil inteiro. E trabalho com todo o prazer no Esporte Interativo. Faço dois programas todos os dias. E ainda um especial com entrevistas. O Kajuru Pergunta. Além disso, tem o meu trabalho com o blog, facebook, twitter. Eu sou muito ligado em redes socais. Estou muito feliz com o que estou fazendo. Tenho dois convites para voltar de vez para a tevê aberta. Quero pensar até janeiro se aceito ou não. Volto a confirmar que me sinto bem demais no Esporte Interativo.

Que balanço você faz da sua vida, agora aos 50 anos?

Que um menino que, aos 10 anos, anunciava missas, mortes e colocava música para tocar na praça de Cajuru, pequena cidade de São Paulo, fui longe demais. Meu pai era padeiro e a minha mãe era merendeira. E eu convivi muito pouco com meu pai porque logo ele foi internado em um sanatório em Araras por ser alcóolatra. Não convivi com ele. Só quando eu era adulto ele me procurou quando estava fazendo sucesso e me disse: "Filho, você é o meu orgulho. Por você, nunca mais vou beber". E nunca mais bebeu. O exemplo do meu amado pai serve para mim. Errei por não aceitar limites. Alguém que controlasse a minha boca no microfone. Por que, graças a Deus, eu sou um excelente comunicador. As pessoas param para me ouvir desde que me conheço por gente. Sei que me deixei levar, exagerei, mas sempre fui sincero. Nunca me vendi, deixei levar a minha alma por dinheiro, nunca me corrompi. Nunca fui trabalhar onde não acreditava como a TV Globo, por exemplo. Errei, muito. Quase morri por causa dos meus exageros. Gritei, falei bobagens, xinguei quando não precisava. Hoje estou amadurecendo. Sinto ter muito espaço ainda na mídia. E quero aproveitar essa segunda chance que Deus está me dando. Se Ele deu é porque acha que mereço. Nunca tive mal dentro de mim. Muitas vezes fui ingênuo. Acabei usado. Me deixando usar. Mas esta fase acabou.
Estou saudável, com o tesão de trabalhar de um menino e marcado pelas pancadas que levei da vida. Estou vivendo o renascimento de Jorge Kajuru...

(Para não dizer que não falei das flores...

Comecei uma página verdadeira no facebook.

Quem quiser ter um contato mais rápido, pode me encontrar por lá.

O twitter verdadeiro também será criado.

Existem alguns falsos.

E agora escrever sobre espinhos...

Recebo chocado a morte notícia do jornalista Daniel Piza, aos 41 anos.

Terrível maneira de encerrar o ano.

Força para a família...)

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31
dez
05:47

O show acabou para você, Brock Lesnar. A diverticulite e Alistair Overeem o aposentaram. Mas o UFC não o esquecerá…

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reproducao4 O show acabou para você, Brock Lesnar. A diverticulite e Alistair Overeem o aposentaram. Mas o UFC não o esquecerá...
O final da carreira de Brock Lesnar no UFC foi deprimente.

Em Las Vegas ontem ficou o gosto de frustração para quem o viu lutando.

Bastaram 2 minutos e 26 segundos diante de Alistair Overeem...

E o mundo constatou: a diverticulite acabou com o lutador mais forte do planeta.

A doença e o longo período de recuperação acabaram com sua massa muscular.

Foi outro homem que entrou no octagon para tentar ser o desafiante de Cigano.

A explosão não existe mais.

O incrível wrestler morreu.

A enorme tatuagem das costas está flácida.

Entre o incrível nocaute que sofreu para Cain em 23 de outubro de 2010...

E a constrangedora derrota de ontem, a diverticulite mudou sua vida.

Abandonou as filmagens de The Ultimate Fighter para ser operado.

Corria risco de morte.

Superou a doença, mas não tinha como voltar a ser o truculento lutador que impressionou o UFC.

Não conseguiu mais treinar pesado que estava acostumado.

A alimentação teve de ser mudada de forma radical.

Brock teve de retirar uma parte do intestino por causa da diverticulite, uma inflamação grave.

Sobreviveu, mas logo percebeu que nunca mais seria o mesmo.

Sabia que seu tempo de MMA havia acabado.

Resolveu apostar no improvável.

Com contrato milionário com os irmãos Fertitta, sonhava com mais duas lutas.

E sair como uma lenda.

Venceria o holandês ontem e depois tiraria o cinturão de Júnior Cigano.

Em seguida anunciaria a sua aposentadoria.

Mas foi aposentado ontem.

Seu adversário não poderia ser pior.

Invicto desde 2007, Overeem foi campeão de tudo o que disputou.

A sua estrutura física era de pesado.

Mas tentou se aproveitar da sua força lutando na categoria meio pesado no Japão.

Foi até bem demais.

Só que lutar com 93 quilos, quando o seu normal é mais de 100, lhe tirava energia.

Quando começava a acumular derrotas seguidas, resolveu se render à sua natureza.

Se assumiu como peso pesado e desde então, passou a massacrar seus adversários.

Especialista em muay thay e grappling, passou a misturar força e extrema técnica.

Acabou campeão no Strikeforce, DREAM e K1.

Adepto da trocação, do contato, sua envergadura de 1m95 o tornava um suicídio para o atual Brock.

O norte-americano ainda acertou soco de encontro que abriu o supercílio do holandês.

Mas foi só.

Enfraquecido pela doença, lento, virou alvo fixo para as joelhadas e chutes nas costelas.

Foram dois minutos e 26 segundos que pareceram horas no olhar assustado de Brock.

Ele foi sendo demolido para decepção dos desavisados que esperavam um combate de igual para igual.

O Brock que poderia ao menos encarar Overeem morreu, não existe mais.

Por isso, ele teve a dignidade de assuumir o que o mundo enxergou muito bem.

A hora era mesmo de se aposentar.

Se retirar com dignidade.

Não ser motivo de chacota como por exemplo Mirko Cro Crop.

Brock chegou tarde ao UFC.

Conseguiu fazer apenas oito lutas.

Cinco vitórias e três derrotas.

Ganhou o cinturão dos pesados.

E parecia que ficaria na elite, competindo com os melhores por alguns anos.

Ficaria se não surgisse a grave diverticulite.

Mas Brock cumpriu seu papel.

Ajudou a divulgar ainda mais o UFC.

Fez seu show particular, os exageros, as bobagens do WWE, onde reinou por anos.

WWE é muito mais teatro do que luta de verdade.

No Brasil, Ted Boy Marino foi seu maior representante.

A aposentadoria de Brock para o capitalista UFC incomoda.

Todas as lutas que participou lotou arenas e disparou a venda de pay-per-view.

Mas ele não tem mais saúde para o que o MMA exige atualmente.

Ainda mais diante de atletas com o nível de Alistair Overeem...

Chega a ser perigoso para a sua saúde e deprimente para os fãs.

O ensandecido Brock Lesnar tomou a melhor atitude ontem.

Anunciar sua aposentadoria fez bem para ele, para a aura do MMA.

Lógico que os irmãos Fertitta e Dana White vão tentar tirar o resto de sangue de Brock.

Que ele resista aos vários punhados de dólares que serão oferecidos para ele reconsiderar a sua decisão.

E quanto a Alistair Overeem uma luta de verdade o espera pela decisão dos pesados.

Ágil e com o boxe mais do que afiado, Júnior Cigano vai enfrentá-lo pelo cinturão em 2012.

O favoritismo é de Overeem, mas o brasileiro pode surpreender, como fez com Velasquez.

E que o americano assista ou até comente a luta para a televisão, seria uma atração a mais.

Sua parte pelo UFC ele já fez.

Não precisa ficar apanhando de quatro em quatro meses.

Dar vexames cada vez maiores.

Que fique com a familía, seus milhões de dólares e gigantesca fazenda no Canadá.

Ninguém vai se esquecer de Brock Lesnar no UFC...

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30
dez
13:14

Mesmo com prioridade, Oswaldo despreza Ceará. Não quer Palmeiras. E espera o vencedor do leilão entre São Paulo e Cruzeiro…

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reproducaotwitter Mesmo com prioridade, Oswaldo despreza Ceará. Não quer Palmeiras. E espera o vencedor do leilão entre São Paulo e Cruzeiro...
Um ótimo exemplo para revelar os bastidores do futebol moderno.

Oswaldo foi uma das revelações do Campeonato Brasileiro.

Meia atacante atrevido, veloz e frio na hora de fazer os gols.

Ele pertence ao Al Ahli,dos Emirados Árabes.

O Ceará o contratou por empréstimo.

Exigiu por escrito prioridade no caso de querer contratar o jogador.

Seu preço: R$ 3,5 milhões até amanhã, dia 31 de dezembro.

Mesmo com o clube rebaixado, a diretoria se esforçou para levantar o dinheiro.

E exercer a sua prioridade.

Mas os jornalistas cearenses já vinham avisando que seu empresário Gilmar Veloz tem outra opinião.

E garantiam que ele havia convencido o jogador a não continuar no Ceará.

Porque tem no bolso propostas do São Paulo, do Cruzeiro.

E sondagem do Palmeiras.

Como era previsível, o jogador se manifestou hoje pelo twitter.

Não quer continuar de jeito nenhum no Ceará.

Ficou evidente que não deseja disputar a Segunda Divisão.

E escreveu que seu destino está entre São Paulo e Cruzeiro.

Os dirigentes do Morumbi se mostram raivosos e insistentes.

Eles estão usando todas as armas para convencer Veloz que o Morumbi será melhor para o atleta.

E há um gostinho de vingança em relação ao desprezo por Montillo de atuar no Morumbi.

O Cruzeiro tem como trunfo a disposição de gastar o mesmo que o São Paulo oferecer.

E mais a amizade de Vagner Mancini com o atleta.

Os dirigentes também querem se cobrir caso Montillo vá mesmo para o Corinthians.

Oswaldo foi aconselhado a esquecer o Palmeiras.

Maikon Leite serve como exemplo de um atleta que se desvalorizou escolhendo o Palestra Itália.

E a ação das torcidas organizadas palmeirenses colocou uma pedra no assunto.

A direção do Ceará faz o que pode.

Promete fazer valer o seu direito.

Só que todos no clube sabem que não terão Oswaldo.

A briga já foi perdida.

Por uma questão de valorização, ele e Veloz optaram por uma equipe da Série A.

Cabe agora ao São Paulo e ao Cruzeiro mostrar qual é a diretoria mais competente.

E contrar em 2012 com uma das poucas boas revelações deste futebol brasileiro...

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30
dez
06:26

Corinthians e Nike vão cumprir a promessa. Em 2012 chegará a ‘desgraça’, o jogador ‘ruim de bola’ da China, a ‘apelação’ prometida por Luis Paulo Rosenberg…

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reproducao2 Corinthians e Nike vão cumprir a promessa. Em 2012 chegará a desgraça, o jogador ruim de bola da China, a apelação prometida por Luis Paulo Rosenberg...
Em 1986, o Santos contratou Kazuyoshi Miura.

A intenção era abrir o mercado japonês.

Para isso não foi poupada nem a sagrada camisa 10 santista.

A que Pelé usou foi colocada em Kazu.

Marco Osio chegou ao Palmeiras em 1995.

Era para ser o primeiro de vários italianos que a Parmalat traria ao clube.

Mas Osio era tão ruim que matou o intercâmbio.

O Corinthians contratou o africano Frank Williams em 1996.

Os dirigentes tinham certeza que patrocinadores ligados aos diamantes da África do Sul o acompanhariam.

Mera ilusão e péssimo futebol misturados.

Só que agora, os corintianos voltam à carga.

Oferecem uma camisa do time para um chinês.

A transação tem todo o aval da Nike.

A empresa norte-americana que mergulhou de cabeça no maior mercado emergente do planeta.

A Nike convenceu o empolgado departamento de marketing corintiano da importância de contratar um chinês.

Não foi difícil convencer o vice Luis Paulo Rosenberg.

Ele que se empolga com pouca coisa, vibrou com o plano.

A Nike disponibilizou três jogadores para que um seja escolhido por Tite.

A intenção é óbvia: apresentar o Corinthians ao bilionário mercado oriental.

Tite só teve de escolher um entre os três.

Mesmo se o melhor for muito ruim, não haverá problema.

Há a certeza que ele jogará.

Principalmente no longo e desinteressante Campeonato Paulista.

Os principais atletas estarão envolvidos na Libertadores.

O clube colocará até um tradutor à disposição do chinês.

A esperança corintiana é que patrocinadores orientais aportem ainda em 2012.

E que, principalmente, os times de lá conheçam e se empolguem com atletas do Parque São Jorge.

Para se ter idéia da avidez e força da Nova Eldorado, o Guangzhou Evergrande surtou.

Ofereceu o maior salário do mundo para Drogba do Chelsea.

Nada menos do que R$ 1 milhão por semana.

Por três anos...

O time já dá a Conca o quarto maior do mundo, R$ 25,3 milhões anuais.

O argentino que o Fluminense vendeu só não recebe mais do que Eto'o, Cristiano Ronaldo e Messi.

Depois da Libertadores, o Corinthians estaria disposto a oferecer qualquer atleta para a China.

Como os donos de grandes equipes por lá se fixam em nomes e passagens pela Seleção...

Crescem as chances de Adriano renovar seu contrato.

Só para dar lucro em seguida com uma negociação.

Assim como Emerson Sheik.

Ou até mesmo Liédson.

A ordem de Rosenberg e da Nike é fazer o maior carnaval com este chinês.

A pose é total.

Mas nem todos sofrem de amnésia neste país.

Estas foram as declarações de Rosenberg ainda este ano.

Pouco tempo depois de o Tolima haver eliminado o Corinthians da pré-Libertadores.

"Estou trazendo um moleque da Seleção Chinesa.

É ruim de bola, o desgraça... (risos dele...).

Mas não faz mal.

Nossa, a chinesada vai saber que tem um chinês jogando no Brasil...

Vai pagar os tubos para passar o jogo na TV local.

E vai comprar camiseta do Corinthians com o nome do cara.

Ling, Shing, Ling...

Tenho que apelar, já que não ganhei a Libertadores.

Quando a China nos conhecer, vou vender mais camisa lá do que aqui.

Isso vai ser uma loucura."

Rosenberg antecipava a chegada do chinês em julho...

Em uma descontraída palestra.

Deixou claro que o reforço não será reforço.

Será uma mera peça para apresentar o Corinthians à China.

Com a tutela da Nike...

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29
dez
05:55

Sem clube interessado e aproximação de Ronaldo e Jota Hawilla. Os motivos que farão Ronaldinho Gaúcho continuar no Flamengo…

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reuters32 Sem clube interessado e aproximação de Ronaldo e Jota Hawilla. Os motivos que farão Ronaldinho Gaúcho continuar no Flamengo...
Dois fatores foram essenciais para a permanência de Ronaldinho.

A Seleção Brasileira não teve nada a ver com isso.

O primeiro e mais importante motivo: não surgiu um grande clube europeu.

Havia uma mínima esperança que houvesse interessados.

Só que seus jogos no fraco mercado brasileiro não convenceram empresários poderosos.

A sensação é a de que acabou seu tempo como jogador de exportação para times da elite mundial.

O jogador não queria ir para o Oriente Médio, único mercado possível.

E a solução de todos os problemas foi a aproximação de Jota Hawilla e Ronaldo.

A Traffic se acertou com a 9ine e o Flamengo em relação ao patrocínio master da camisa rubro negra.

Hawilla conseguiu uma porcentagem do contrato com a Procter & Gamble.

E mais a garantia do clube em ações conjuntas.

Tudo será colocado em contrato, no dia 9 de janeiro.

Na data, a Traffic pagará os cerca de R$ 4,5 milhões ao jogador.

Serão seis meses de atrasos.

A empresa deveria bancar R$ 750 mil como sua parte do salário.

A queda nas últimas atuações de Ronaldinho Gaúcho está relacionada a este atraso.

Ele estava muito contrariado com a morosidade que o assunto era tratado.

Assis mostrava a revolta que o irmão continha.

Vanderlei Luxemburgo chegou a falar com Patricia Amorim.

Implorou para que a situação fosse resolvida.

Alegou que não podia ter seu principal jogador sem receber seu salário integral.

Seu medo era a perda da classificação para a Libertadores.

Com o acerto entre Hawilla e Ronaldo, a crise foi solucionada.

E finalmente o contrato formal será assinado.

O jogador havia avisado seu irmão que queria a definição até o final do ano.

Havia até a possibilidade dele não se reapresentar em janeiro.

Mas tudo foi resolvido a tempo.

Só para recordar...

O fato de estar no Flamengo significar mais proximidade da Seleção não pesou.

Ninguém nem se lembrou de citar o fato.

Ronaldinho só deve continuar na Gávea por duas razões.

Não ter encontrado um clube europeu forte.

E por passar a receber seu salário de R$ 1,2 milhão a cada 30 dias.

A multa rescisória continua de R$ 150 milhões.

E o contrato vale até 2014.

Ou até parar de receber salários.

Assis garantiu a amigos...

Não tolerará mais atrasos de salários no Flamengo em 2012...

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28
dez
19:18

O verdadeiro problema de alguns torcedores do Palmeiras com Richarlyson não é dito em voz alta. O medo que ele seja homossexual…

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reuters8 O verdadeiro problema de alguns torcedores do Palmeiras com Richarlyson não é dito em voz alta. O medo que ele seja homossexual...
Dia 28 de dezembro de 2011...

Deveria ser batizado como o dia da mentira verde.

Quer dizer que Arnaldo Tirone está magoado com Richarlyson?

Por ele haver traído Salvador Hugo Palaia.

Em 2005 ele fez exames médicos pela manhã no Palmeiras.

E à tarde se apresentou no São Paulo.

Tirone, o justiceiro, quer vingar a honra de Palaia que acertou a transação.

Negócio fechado com Felisbino, como dizia ele, por não gostar do nome Richarlyson.

Quer dizer que o presidente resolveu fechar as portas do Palestra Itália por Palaia?

Homem a quem não suporta...

Bobagem sem tamanho.

Não é verdade.

Tirone não quer o único jogador que Felipão deseja do elenco do Atlético Mineiro por outro motivo.

Por que parte da torcida não o aceita.

Não aceita e faz uma das campanhas mais rasteiras da história do futebol brasileiro.

Para vetá-lo, torcedores telefonam, ameaçam fisicamente a direção do clube.

Não querem nem pensar em ver Richarlyson com a camisa palmeirense.

Pouco importa se ele é um jogador versátil, moderno, combativo.

O problema é outro.

Todos sabem qual é.

E têm medo de dizer em voz alta.

O mesmo que fez a torcida do São Paulo pressionar por anos os dirigentes até que ele foi embora.

Richarlyson sofre um linchamento da torcida palmeirense por causa da sua suposta opção sexual.

Ele já foi inúmeras vezes questionado se é ou não homossexual.

Sempre negou.

Mas nunca convenceu as arquibancadas.

A principal torcida organizada do São Paulo gritava o nome de todos os jogadores, menos o dele, antes do jogo.

Só que sem o menor constrangimento comemorava quando Richarlyson marcava um gol.

Era uma hipocrisia sem tamanho.

Mas é impossível cobrar coerência aos torcedores.

Ele ficou cinco anos no São Paulo e só saiu quando sua fase realmente estava ruim.

Agora, alguns torcedores palmeirenses fazem uma campanha fascista.

É uma covardia que estão fazendo com o ser humano.

Com a fragilidade técnica do atual elenco do Palmeiras, opção sexual é o que menos importa.

O time precisa ter jogadores talentosos e ponto final.

Atuando pelo São Paulo, Richarlyson foi parar até na Seleção Brasileira.

Não desonrou nenhuma vez a camisa do Atlético Mineiro.

Pouco importa a resposta sobre a sua vida íntima.

Vale a pena o Ministério Público acompanhar de perto o que acontece com certos torcedores do Palmeiras.

Intolerância, preconceito, fascismo.

A reação foi virulenta, troglodita demais.

Mesmo para os padrões de torcedores organizados.

Na Segunda Guerra Mundial, nazistas e fascistas fuzilaram milhares de homossexuais.

Será que este deve ser o raciocínio no final de 2011?

Tirar a cidadania de Richarlyson?

Apedrejá-lo?

Isso sem ele nunca ter assumido nada.

Tem sido um atleta absolutamente normal no campo.

E nos treinamentos...

Não existe técnico mais metido a machão no futebol brasileiro do que Felipão.

E ele quer Richarlyson em troca de Pierre.

Scolari sabe que precisa de um jogador melhor que tem no plantel.

E não escolheu ou deixou de escolher Richarlyson por sua opção sexual.

O que alguns torcedores do Palmeiras estão fazendo envergonham a sociedade.

Eles deveriam ser expostos pela direção do clube.

E não serem protegidos por desculpas esfarrapadas para que Richarlyson não seja contratado.

O problema é o medo da torcida que ele seja homossexual.

Ponto final.

Sair com travesti e manter a postura heterossexual pode.

Participar de festas com membros de facções criminosas, tudo bem.

Ser acusado de estupro não significa nada para a grande maioria dos torcedores.

Com Richarlyson tudo é mais pesado.

Por conta de uma escolha de vida que ninguém tem certeza, o mais vil preconceito.

Alguns torcedores juraram que não deixarão que atue no clube.

E que irão às últimas consequências.

É a mais agressiva manifestação de estupidez no futebol brasileira.

Pena que o Ministério Público vire o rosto para o outro lado.

Só para não ver o que alguns ignorantes fazem com Richarlyson...

(A pressão valeu.

O presidente Arnaldo Tirone tornou oficial.

Richarlyson não jogará no Palmeiras.

O motivo todos sabem.

Só não falam em voz alta.)

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28
dez
10:40

Ganso deixou de ser prioridade na vida do Santos. A espera por Zé Roberto. E a fixação pelo carrasco Barcelona…

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reuters1 Ganso deixou de ser prioridade na vida do Santos. A espera por Zé Roberto. E a fixação pelo carrasco Barcelona...
Há duas missões na vida de Luís Álvaro desde que saiu do Japão.

A primeira é segurar Paulo Henrique Ganso apenas o necessário.

Não quer levar adiante um plano de carreira tão longo quanto o de Neymar.

O presidente o quer até a Libertadores de 2012.

Depois, o que vier é lucro.

O dirigente está mesmo completamente decepcionado.

Acredita que Ganso é muito mais do que um simples joguete nas mãos do grupo DIS.

Ele sente ser interminável o rancor do meia.

O jogador não o perdoa por não ter sido procurado pela diretoria quando estava contundido.

Acreditava que seria a grande motivação para a sua recuperação.

Mas foi convencido por pessoas que cuidam da sua carreira que havia desconfiança por parte da direção santista.

O jogador já passou por três operações nos joelhos.

E toda contusão é vista com desaprovação, medo que não se recupere inteiramente.

Ganso tem raiva de receber R$ 135 mil.

Principalmente quando sabe que Neymar ganha perto de R$ 3 milhões.

Luís Álvaro tem certeza que, quando Ganso quis se vingar no Japão.

Ao afirmar que vendeu 10% dos seus direitos econômicos ao DIS...

Ele tumultuou o clima no time pouco antes da final do Mundial contra o Barcelona.

A prova para o presidente foi Ganso se desdizendo logo ao voltar ao Brasil.

E oferecer para o Santos a porcentagem.

O dirigente ficou revoltado.

Ainda mais porque não tinha programado gastar mais R$ 5 milhões.

Tanto que para comprar 50% do lateral Jonas, teve de recorrer ao grupo de investimento Teisa.

A melhor saída que Luís Álvaro acredita ser viável é mesmo oferecer a prorrogação do contrato de Ganso.

E passar a pagar cerca de R$ 650 mil mensais.

Depois da Libertadores, pensar em vender o meia.

Mesmo sendo centenário santista.

Não há mais empatia dos torcedores.

E, mais importante, a confiança da direção no jogador já foi.

A troca de telefonemas entre a cúpula santista e Zé Roberto continua.

Todos na Vila Belmiro só esperam que o jogador cumpra a palavra e assine o contrato como havia prometido.

E assim, Ganso deixa de ser tão imprescindível.

A outra missão na terra de Luís Álvaro é imitar o Barcelona.

Os vários encontros com Sandro Rossell o convenceram.

O caminho é investir como nunca nas categorias de base.

E forçar um mesmo modelo tático às equipes menores santistas.

Com mais posse de bola e toque de bola.

A formação de um time B ou convênio com equipe menor de outro estado para testar novos jogadores.

Por isso o final do futebol de salão e do feminino.

O Barcelona virou fixação de Luís Álvaro.

Uma espécie de Síndrome de Estocolmo.

Ficou fascinado depois da goleada por 4 a 0 em Yokohama.

Como acabar com o péssimo clima que acredita que Ganso e a DIS criam na Vila Belmiro...

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28
dez
06:58

Os palavrões de Escadinha fizeram cair o mito Bernardinho no futebol. Decepção para os dirigentes, alívio para os técnicos e incentivo aos jogadores humilhados…

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reproducao9381 Os palavrões de Escadinha fizeram cair o mito Bernardinho no futebol. Decepção para os dirigentes, alívio para os técnicos e incentivo aos jogadores humilhados...
Era o final de novembro.

O Brasileiro mais equilibrado de todos os tempos estava perto do fim.

Enquanto isso, o vôlei masculino suava sangue para conseguir vaga nas Olimpíadas.

A competição era a Copa do Mundo no Japão.

O time sofria diante da Argentina.

Quando Bernardinho pediu tempo e resolveu cobrar a equipe da sua maneira tradicional.

Xingou a tudo e a todos.

Como de costume, por sinal.

Murilo se doeu e resolveu enfrentá-lo.

As ofensas ficaram maiores.

Foi quando Escadinha resolveu 'comprar a briga'.

E diante das câmeras encarou o treinador.

De forma firme, dura.

Chegou bem perto e o xingou até mais.

Bernardinho visivelmente assustado colocou as mãos para trás.

Até tentava argumentar, xingar.

Mas foi soterrado pelas ofensas do líbero.

O grand finale foi com as câmeras no seu rosto...

O jogador fala um desmoralizante palavrão ao técnico.

Constrangido, Bernardino se afastou e a partida recomeçou.

E mostrou que os anos desgastam qualquer relacionamento.

Qualquer...

O que tem isso a ver com o futebol?

Tudo.

Porque os treinadores e dirigentes de clubes e até da seleção perderam sua referência.

Bernardinho era exemplo de como o técnico tem de se impor diante das suas equipes.

Não dar espaço para jogador.

Muito menos aceitar atos de indisciplina.

Várias e várias vezes Ricardo Teixeira esteve tentado a aproximá-lo da seleção brasileira.

Não como treinador, mas como um consultor fixo.

Alguém para trabalhar com o técnico.

Teixeira mandou vários recados, mas Bernardinho se fez de desentendido.

Só que nos grandes clubes do país, ele continuou sendo uma espécie de guru.

Ele e Phil Jackson, ex-treinador do Chicago Bulls, no seu melhor momento.

Ser desmoralizado por seu jogador diante das câmeras escapou de muita gente.

Principalmente nos clubes de São Paulo.

Só que veio o fim do ano e o perdão público de Bernardinho a Escadinha.

E mostrou a situação para quem não conhecia.

E a decepção foi enorme.

É o risco de treinadores que escolhem os palavrões para se expressar.

Os resultados de Bernardinho continuam brilhantes.

O Brasil chega a mais uma Olimpíada.

Mas só que ele deixou de ser um exemplo para o futebol.

A aura de comandante foi arranhada profundamente.

Até Luiz Felipe Scolari gostava de ser comparado a ele.

Dirigentes que acompanhavam admirados a carreira de Bernadinho estão decepcionados.

Ele era considerado um ser inatingível.

Vencedor, disciplinador inclemente.

Treinadores estão aliviados.

Porque ele não é exceção e tolera também indisciplina.

Os jogadores perceberam que não precisam aceitar serem xingados por ninguém.

Muito menos humilhados.

E podem dar o troco.

Como no São Paulo de Leão, por exemplo...

Os livros de Bernardinho não terão o mesmo efeito nas concentrações...

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27
dez
18:28

Palmeirenses revoltados com as promessas vazias de Kassab. Querem tratamento igual dado ao Corinthians e ao São Paulo. Se não tiverem, boicotarão o prefeito…

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reproducao1 Palmeirenses revoltados com as promessas vazias de Kassab. Querem tratamento igual dado ao Corinthians e ao São Paulo. Se não tiverem, boicotarão o prefeito...
Conselheiros do Palmeiras estão revoltados.

Não sentiram em Gilberto Kassad o menor comprometimento em relação à nova Arena.

Principalmente comparando o que fez pelo Itaquerão.

E o que promete fazer pelo São Paulo.

O prefeito visitou hoje as obras na Água Branca.

E ouviu as súplicas de Arnaldo Tirone.

Ele quer a liberação de mais vagas no estacionamento.

E apoio financeiro.

Kassab foi muito solícito, dócil.

Mas não quis prometer nada.

Bem ao contrário do que fez no estádio corintiano.

O prefeito pressionou vereadores a apoiarem a isenção de R$ 420 milhões.

E também deu a sua colaboração no projeto de R$ 400 milhões do São Paulo.

De cobertura do Morumbi e da construção de um hotel grudado ao estádio.

Tirone ficou de mãos abanando.

Os conselheiros perceberam a diferença de tratamento.

Se Kassab não tomar providências imediatas...

E dar tudo o que Tirone pediu...

Os palmeirenses prometem boicotá-lo nas pr[oximas eleições...

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27
dez
05:44

A festa dos empresários. Contratos e assinaturas de jogador de futebol não são levados a sério. Montillo e Henrique são dois belos exemplos…

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reproducao392 A festa dos empresários. Contratos e assinaturas de jogador de futebol não são levados a sério. Montillo e Henrique são dois belos exemplos...
"Não temos o que fazer.

Mas, com certeza, eles terão um jogador insatisfeito durante seis meses."

Assim, sem a menor cerimônia...

Marcos Malaquias resumiu o que será a vida de Henrique no Palmeiras.

Ele tem uma excelente proposta do Grêmio para seu jogador.

"Já estamos definidos.

Tanto o Montillo como eu queremos que ele esteja no Corinthians."

A afirmação é do empresário Sergio Irigoitia, do meia argentino.

O jogador tem contrato até 2015 com o Cruzeiro.

Malaquias e Irigoitia acertaram salários e prêmios com o Corinthians.

Eles apenas mostraram a nova tendência no futebol brasileiro.

Contrato não vale para nada.

Com a lei Pelé, os empresários fazem a festa.

Os contratos assinados com os clubes não valem nada.

Apresentação, beijos na camisa, promessa de amor eterno nunca foram tão balelas.

Profissionalismo ou oportunismo, egoísmo puro?

Os jogadores de futebol nunca estiveram tão à vontade.

Se quiserem sair, não há limites para forçar uma situação.

A saída de Kléber no Palmeiras foi histórica, um marco.

De amado pelas torcidas organizadas, passou a ser hostilizado.

Os casos de jogadores forçando saída de clube são cada vez mais comuns.

Antes da lei Pelé, os atletas eram escravos dos clubes, com contratos leoninos e eternos.

Depois que a legislação mudou, os jogadores conseguiram sua carta de alforria.

Mas deram aos seus empresários.

Eles ganham porcentagem na venda dos atletas e até nos salários.

E forçam sua vontade.

O atleta joga onde o empresário quer.

Ou então assume estar insatisfeito publicamente.

É o fim.

Por que a torcida passa a marcar esse atleta.

Qualquer má partida, que seria normal, passa a ser pecado mortal.

Henrique comprou briga com a Mancha Verde e sabe disso.

A Máfia Azul ficará no cangote de Montillo.

Vários exemplos desses estão espalhados pelo Brasil.

É imoral, mas legalmente não há nada de errado.

O contrato continua sendo cumprido.

Mas sem entusiasmo, sujeito a pressão, cobranças que sabotam o time.

A situação é revoltante.

Mas cada vez mais comum.

Contrato assinado e palavra empenhada não valem nada.

Honrar o compromisso ficou fora de moda.

Os dirigentes só não entendem o óbvio.

Se o jogador age dessa maneira com o clube que está, vai fazer com aquele que o contratar.

Depende apenas do dinheiro que for ofertado.

Do grau de ganância do seu empresário.

E da falta de personalidade do jogador que assina um contrato...

O que realmente fica estranho é essa passividade dos clubes.

A explicação é que todos não se mobilizam para mudar a lei por um bom motivo.

A esperança que ser o clube sedutor e não o seduzido.

Mentalidade retrógrada que só vicia a relação entre empresários e dirigentes...

E fazem dos jogadores mera massa de manobra para lucrar...

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