Uma decepção chamada Paulo Henrique Ganso. Este foi o jogador que fez Dunga ser crucificado em praça pública…

divulgacao3 Uma decepção chamada Paulo Henrique Ganso. Este foi o jogador que fez Dunga ser crucificado em praça pública...
Ele foi a ausência mais lamentada na Copa da África.

Causador involuntário da crucificação em praça pública de Dunga.

Adiou uma artroscopia para estar no Mundial e nada de convocação.

Era considerado por grande parte da mídia como jogador de mais recursos que Neymar.

Real Madrid e Barcelona, os mesmos que duelam pelo atacante, sonhavam com o novo Zidane.

Logo na primeira entrevista como técnico da Seleção, Mano Menezes falou que ele seria o seu principal articulador.

O camisa 10 que o Brasil precisava.

Pouco mais de um ano e tudo mudou.

A desconfiança cerca Paulo Henrique Ganso.

Aos 22 anos, três operações nos joelhos.

Uma série de contusões musculares traiçoeiras.

O que resultaram em ausência de 62% dos jogos do Santos em 2011.

Na Seleção Brasileira o que faltou foi personalidade.

Não se impôs e hoje se tornou dispensável.

A ponto de Mano fazer toda a festa por ressuscitar Kaká, outra decepção em Copas do Mundo.

Empresários e dirigentes do Real Madrid e Barcelona só tem olhos e bolsos para Neymar.

O atacante roubou toda a atenção do futebol mundial.

Mesmo jogando no Brasil está na seleta lista dos melhores do planeta.

E Ganso?

Não só não foi lembrado, como há uma enorme dúvida generalizada.

Até que ponto seu talento conseguirá se impor diante do corpo fragilizado.

E da personalidade mais fraca ainda.

Ele enfrenta a comparação mais cruel.

Dentro da Vila Belmiro.

Com o melhor jogador brasileiro em atividade.

O mimado Justin Bieber do Suarão tem aproveitado todas as oportunidades.

Dentro e fora do campo.

Seu staff está aberto a convites principalmente do Exterior.

As viagens para divulgar sua imagem o tornam cada vez mais conhecido.

Como ir até os Estados Unidos só para dar o pontapé inicial da final do Campeonato Norte-Americano.

Esse 'só' significa um enorme prestígio.

Neymar e, Wagner Ribeiro, o empresário das cem almas, continuam afinados.

O jogador recebendo cerca de R$ 1 milhão ao mês.

Patrocinadores bancam com gosto a esmagadora parte do salário e poupam o Santos.

Enquanto isso, Ganso ainda está enrolado com seus agentes do grupo DIS.

Por mais de um ano, Luís Álvaro vem tentando renegociar o salário do jogador.

Ele recebe R$ 127 mil.

O dirigente quer pagar mais, só que deseja uma parte maior dos direitos federativos do atleta.

O grupo DIS não aceita ceder.

A diferença salarial entre ele e Neymar cresceu de forma assustadora.

E completamente justa.

Ganso volta ao futebol depois de dois meses parado, graças a um estiramento na coxa.

Retorna com Ronaldinho Gaúcho estabelecido na Seleção.

E Kaká com toda a moral.

Quando não tinha competidores, o meia já titubeou.

Não jogou nem 10% com a camisa verde e amarela.

O Santos ganhou a Libertadores quase sem a sua ajuda.

O time tem encanto próprio sem o meia.

Neymar basta para tornar a equipe diferenciada.

Paulo Henrique terá um caminho difícil para trilhar.

Surgir do nada e impressionar é uma coisa.

Ser apontado como o melhor meia do Brasil, jogador fundamental à Seleção e decepcionar é outra.

Nem personalidade para suportar a pressão da idolatria ele mostrou.

A desconfiança domina Paulo Henrique Ganso.

Ninguém sabe o jogador de 22 anos, três operações nos joelhos e personalidade fraca pode fazer.

Em um ano ele conseguiu acabar com a certeza de que era um dos melhores meias do mundo.

Cabe a ele mudar esse cenário.

Ou confirmar que não passou de uma miragem...