Publicado em 04/11/2011 às 12h45
Uma decepção chamada Paulo Henrique Ganso. Este foi o jogador que fez Dunga ser crucificado em praça pública…

Ele foi a ausência mais lamentada na Copa da África.
Causador involuntário da crucificação em praça pública de Dunga.
Adiou uma artroscopia para estar no Mundial e nada de convocação.
Era considerado por grande parte da mídia como jogador de mais recursos que Neymar.
Real Madrid e Barcelona, os mesmos que duelam pelo atacante, sonhavam com o novo Zidane.
Logo na primeira entrevista como técnico da Seleção, Mano Menezes falou que ele seria o seu principal articulador.
O camisa 10 que o Brasil precisava.
Pouco mais de um ano e tudo mudou.
A desconfiança cerca Paulo Henrique Ganso.
Aos 22 anos, três operações nos joelhos.
Uma série de contusões musculares traiçoeiras.
O que resultaram em ausência de 62% dos jogos do Santos em 2011.
Na Seleção Brasileira o que faltou foi personalidade.
Não se impôs e hoje se tornou dispensável.
A ponto de Mano fazer toda a festa por ressuscitar Kaká, outra decepção em Copas do Mundo.
Empresários e dirigentes do Real Madrid e Barcelona só tem olhos e bolsos para Neymar.
O atacante roubou toda a atenção do futebol mundial.
Mesmo jogando no Brasil está na seleta lista dos melhores do planeta.
E Ganso?
Não só não foi lembrado, como há uma enorme dúvida generalizada.
Até que ponto seu talento conseguirá se impor diante do corpo fragilizado.
E da personalidade mais fraca ainda.
Ele enfrenta a comparação mais cruel.
Dentro da Vila Belmiro.
Com o melhor jogador brasileiro em atividade.
O mimado Justin Bieber do Suarão tem aproveitado todas as oportunidades.
Dentro e fora do campo.
Seu staff está aberto a convites principalmente do Exterior.
As viagens para divulgar sua imagem o tornam cada vez mais conhecido.
Como ir até os Estados Unidos só para dar o pontapé inicial da final do Campeonato Norte-Americano.
Esse 'só' significa um enorme prestígio.
Neymar e, Wagner Ribeiro, o empresário das cem almas, continuam afinados.
O jogador recebendo cerca de R$ 1 milhão ao mês.
Patrocinadores bancam com gosto a esmagadora parte do salário e poupam o Santos.
Enquanto isso, Ganso ainda está enrolado com seus agentes do grupo DIS.
Por mais de um ano, Luís Álvaro vem tentando renegociar o salário do jogador.
Ele recebe R$ 127 mil.
O dirigente quer pagar mais, só que deseja uma parte maior dos direitos federativos do atleta.
O grupo DIS não aceita ceder.
A diferença salarial entre ele e Neymar cresceu de forma assustadora.
E completamente justa.
Ganso volta ao futebol depois de dois meses parado, graças a um estiramento na coxa.
Retorna com Ronaldinho Gaúcho estabelecido na Seleção.
E Kaká com toda a moral.
Quando não tinha competidores, o meia já titubeou.
Não jogou nem 10% com a camisa verde e amarela.
O Santos ganhou a Libertadores quase sem a sua ajuda.
O time tem encanto próprio sem o meia.
Neymar basta para tornar a equipe diferenciada.
Paulo Henrique terá um caminho difícil para trilhar.
Surgir do nada e impressionar é uma coisa.
Ser apontado como o melhor meia do Brasil, jogador fundamental à Seleção e decepcionar é outra.
Nem personalidade para suportar a pressão da idolatria ele mostrou.
A desconfiança domina Paulo Henrique Ganso.
Ninguém sabe o jogador de 22 anos, três operações nos joelhos e personalidade fraca pode fazer.
Em um ano ele conseguiu acabar com a certeza de que era um dos melhores meias do mundo.
Cabe a ele mudar esse cenário.
Ou confirmar que não passou de uma miragem...
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