Publicado em 28/04/2011 às 01h27
Travado, recuado, o Cruzeiro sofreu demais na Colômbia. Não convenceu, mas venceu. Pelo menos, Cuca tem um trauma a menos na vida…
Vitória por 2 a 1 diante do Once Caldas, na Colômbia.
A quase 2.200 metros de altitude.
Primeira equipe brasileira a conseguir ganhar em Manizales.
Tudo isso é importantíssimo.
Mas o Cruzeiro não tem de se orgulhar pelo futebol mostrado.
Os próprios jogadores admitem falta de concentração, time preso na defesa.
Esperando apenas o erro do adversário.
Quem disse que o passado não condena?
Tentando jogar de igual para igual contra o Once Caldas em 2004, Cuca perdeu.
E deixou de levar o São Paulo para a final da Libertadores.
Lógico que os jogadores são diferentes.
Até o clube que comanda também é outro.
Mas Cuca não quis se arriscar a passar pelo mesmo tipo de situação.
E tratou de prender seu time.
A ordem era proteger a defesa, tocar a bola e explorar os contragolpes.
Mas no primeiro tempo, com Montillo muito marcado, Roger não colaborou.
Estava apático.
E o time errando passes demais.
No intervalo, Cuca tirou o marido de Deborah Secco e passou Gilberto da lateral para o meio de campo.
A postura cruzeirense continuou a mesma.
O que melhorou foi a qualidade no passe.
O aproveitamento nos contragolpes.
E, quem diria palmeirenses?, Ortigoza foi definitivo no jogo.
Fez o cruzamento para o belo peixinho de Wallyson.
E o paraguaio mesmo marcou 2 a 0.
O gol colombiano veio no final, aos 43 minutos.
Já virou redundância, mas Fábio fez grandes defesas que asseguraram a vitória.
A comemoração mineira não foi exagerada.
O time sabe que foi abaixo do seu potencial.
Cuca era prático.
Sabia que o mais importante tinha conseguido: os três pontos, a vitória.
Depois de passar o gosto amargo de uma partida irregular, virá a tranquilidade.
O time pode até empatar em casa para ficar com a vaga para as quarta-de-final.
A situação é invejável.
Mas o futebol do Cruzeiro ontem, não foi...
Pelo menos, Cuca superou mais um trauma na vida...
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