Publicado em 15/04/2011 às 00h08
Muricy, Ganso e coadjuvantes fizeram o Santos renascer na Libertadores. Que Neymar, Elano e Zé Love passem a jogar pelo time, que há chance de brigar pelo título…

Paulo Henrique Ganso, Muricy e os coadjuvantes do Santos precisam comemorar.
A noite de hoje foi especial.
A festa de aniversário santista veio de maneira empolgante.
Na sobrevivência na Libertadores da América.
A vitória diante do Cerro Portenho foi arrancada na personalidade, na raiva.
Sem Neymar, Elano e Zé Eduardo, expulsos infantilmente, depois que o time vencia por 3 a 0 o Colo Colo, os santistas precisavam desesperadamente ganhar o jogo em Assunção.
Mas graças à Providência Divina, quem se colocou de maneira desesperada foi o Cerro Portenho.
O técnico Astrada colaborou como pôde.
Deixou da maneira mais frouxa possível a marcação em Paulo Henrique Ganso, justo o único jogador com um talento especial.
Ao final da partida ele ficou com a feição de arrependimento da direção santista que não deu atenção a Maikon Leite.
As suas arrancadas foram fundamentais na vitória de hoje.
Ainda mais diante de uma zaga lenta, sem sobra.
Astrada queria se consagrar diante de sua torcida e montou o Cerro Portenho de forma bizonha.
Escancarado, aberto e imóvel como um time de botão.
Ingênuo, acreditou que o Santos jogaria trancado na defesa, dentro da sua área.
Mas Muricy colocou o time marcando forte na intermediária paraguaia.
Arouca voltou muito bem à equipe.
Inteligente, técnico.
Teve em Danilo um ótimo companheiro.
Firme na marcação e com muita vontade no apoio.
O primeiro gol do jogo saiu do seu pé esquerdo, um golaço de fora da área, logo aos 11 minutos.
A partir deste chute, os paraguaios ficaram ainda mais desesperados.
Astrada fez outro enorme favor aos brasileiros.
Ele brigou com o jovem Iturbe, jogador mais talentoso de todo futebol paraguaio.
E o deixou 64 minutos fora da partida.
Ele viu do banco de reservas Maikon Leite receber ótimo passe de Ganso, disparar e fazer 2 a 0.
Logo aos três minutos do segundo tempo.
O gol foi um balde de gelo nos paraguaios.
A partir daí, o time ficou ainda mais desesperado e escancarado.
Se Maikon Leite tivesse mais pontaria.
E fosse qualquer outro atacante e não Keirrison a jogar, o time brasileiro poderia ter goleado.
Ainda sofreu o gol do Cerro de Benítez na prorrogação, graças à bobeada de Edu Dracena.
Mas o que importavam era os três salvadores pontos que o time de Muricy conquistou em Assunção.
O Santos só merece de uma simples vitória no Pacaembu diante do venezuelano Deportivo Tachira.
O alívio foi geral.
A festa que Muricy Ramalho fez não foi normal.
Era como se lembrasse de como saiu pela porta dos fundos do Fluminense.
E logo na primeira partida da Libertadores com o Santos, a vitória importantíssima.
O aniversário e a competição mais desejada por todos foram salvos.
O Santos foi uma equipe de futebol competitiva hoje.
Que Neymar, Elano e Zé Eduardo tenham assistido com muita atenção ao jogo.
E voltem diferente contra os venezuelanos.
Neymar não tem mais o direito de ser expulso querendo fazer marketing com a sua própria mascara.
Elano não pode ser expulso por jogar toalhas em técnicos adversários.
Zé Love não pode brigar com quem o provocar...
Se Muricy conseguir fazer com que o trio jogue pelo time, o Santos ficará uma nova equipe na Libertadores.
Com outra perspectiva, força, confiança.
E nesta festiva noite que merece palmas foi Ganso.
Jogou por ele, deu seus chapéus, e pela equipe, com lançamentos e passes milimétricos.
Tomou vários pontapés e continuou jogando.
Mostrou que não é mercenário e muito menos estar tentando sabotar o time para ir embora do clube.
O Santos tem tudo para voltar a ser Santos depois da excelente vitória de hoje.
Parabéns pelos 99 anos...
Quem sabe hoje não foi o início da busca de uma terceira estrela para o seu distintivo?
Veja mais:
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Conheça todos os blogs do R7
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:









