Publicado em 06/04/2011 às 08h29
Muricy terá de fazer valer o seu salário. A missão é tão importante e difícil quanto a Libertadores. Convencer Ganso a ficar…

Muricy Ramalho não quis o contrato de três anos que a diretoria do Santos ofereceu.
Preferiu fechar até o final do ano.
Sonhou com longos contratos no Palmeiras e no Fluminense e deu tudo errado.
Vai ganhar R$ 700 mil mensais.
E ainda acertou premiações de dar inveja a José Mourinho.
Não a Luiz Felipe Scolari, não chega a tanto.
O divulgado é que a Libertadores vale R$ 3 milhões.
O Paulista, R$ 1,5 milhão.
O Brasileiro, R$ 2 milhões.
E o Mundial, se o Santos ganhar a Libertadores, R$ 5 milhões.
Para justificar tanto dinheiro, a primeira missão que assumiu é dificílima.
Vai tentar convencer Paulo Henrique Ganso a ficar por pelo menos um ano mais no Santos.
Fazer que volte atrás na decisão de ir para a Itália.
Quer que esqueça os inúmeros telefonemas que trocou com Leonardo.
Vai aproveitar o péssimo momento da Inter de Milão.
E mostrar onde o Santos pode chegar com estrutura, Neymar e Ganso.
Muricy Ramalho já foi avisado que Ganso foi convencido pelos gestores de sua carreira que a hora é de sair.
Até para o Corinthians já o ofereceram.
E ele não foi irredutível.
Pelo contrário, mostrou que poderia sim vestir outra camisa preta e branca.
Se não houver como sair direto para a Itália, poderia fazer um estágio no Parque São Jorge.
Acontece que um acordo de cavalheiros entre Andres e Luís Álvaro impediu a saída fácil.
É por aí que Muricy vai atacar.
Mostrar que o momento não é bom para ir embora.
Sair com o coro da torcida de "mercenário" não faz bem para ninguém.
Muito menos um jogador tão jovem.
Ganso precisa se firmar no cenário internacional.
Um ano de convocações e disputa de títulos importantes podem valorizá-lo ainda mais.
Não será tarefa fácil.
Ganso se cansou de sentir desvalorizado em relação a Neymar.
Não perdoou a falta de carinho enquanto esteve contundido.
Quer vida nova.
Só um psicólogo de altíssimo nível para convencê-lo a voltar atrás.
Essa será a primeira prova de fogo de Muricy.
O treinador terá já de cara de provar que vale o quanto pesa.
Tão importante quanto sobreviver na Libertadores será o resultado dessa conversa.
Futebol é trabalho e psicologia, meu filho!
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