Publicado em 31/03/2011 às 10h30
Só Celso Roth para acabar com a alegria que Oscar e D’Alessandro levaram aos colorados. Roth é o José Lewgoy do futebol…

Celso Roth tem um estilo diferente de viver.
Tudo indica que ser xingado, questionado, criticado o estimula.
Desperta nele vontade de viver.
Se fosse ator no anos 50 brigaria com José Lewgoy pelos papés de vilões na chanchadas de Oscarito.
Teria prazer em ouvir o público o vaiando cada vez que aparecesse na tela...
Como era costume no ingênuo espectadores da metade do século passado....
Quando surgia o vilão da história...
Bigodinho a la Lewgoy, Roth já gosta de usar...
O comportamento fechado com os jogadores, jornalistas, torcedores faz com que uma nuvem cinzenta o acompanhe por onde passe...
Sempre foi assim...
Agora no Internacional, ele conseguiu a façanha da conquista da Libertadores de 2010 com méritos...
Deu o vexame histórico de comandar o time na derrota para o Mazembe...
Mas seu trabalho foi reconhecido a ponto de não perder o cargo na volta para o Brasil...
Pelo contrário, teve seu contrato renovado...
Mesmo com mais da metade da diretoria querendo Paulo Roberto Falcão para seu cargo...
Em vez de relaxar, se mostrar contente, feliz...
A carranca não se desmanchou da sua fisionomia...
As vaias, os palavrões da própria torcida do Inter o perseguem onde que que vá...
É como se fosse uma campainha o avisando que ele não nasceu para sorrir...
Ele dá motivo...
Ah, como dá...
Parece de propósito....
Ou como explicar o que aconteceu ontem?
Depos de uma vitória sem contestação diante do boliviano Jorge Wilstermann por 3 a 0...
Ele roubou a cena...
Quando a torcida colorada e os jornalistas gaúchos comemoravam a dupla Oscar e D'Alessandro...
Surgiu José Lewgoy...
Ou melhor, Celso Roth...
Ele conseguiu quebrar todo o encantamento da dupla que esbanjou técnica e talento...
Tirou a fantasia ao dizer que os dois terão de exercer outras funções se quiserem jogar juntos...
Ou seja: terão de marcar o adversário.
Roth conseguiu em segundos acabar com o clima de empolgação.
Todos entenderam o que ele quis dizer...
Um volante brucutu deverá substituir o habilidoso Oscar, que finalmente se adaptou ao Internacional...
E dá-lhe críticas a José Lewgoy...
Que prazer sórdido Celso Roth nutre em acabar com a alegria dos times que dirige...
Ele opta pelo futebol mais feio possível...
E se o time começa a agradar demais aos olhos, ele trata de acabar com a festa...
Só pode ser um amante das vaias, das críticas...
Celso Roth não quer o papel do mocinho, do homem a ser admirado, cultuado...
Ele quer é ser xingado...
Isso o nutre...
Dá força para viver...
Que pena, José Lewgoy do futebol...
Que pena, Internacional....
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