Publicado em 06/03/2011 às 15h51
Andrés Sanchez escolheu para seu sucessor o canditado que a oposição queria e a situação temia: Mario “futebol é business” Gobbi…

O candidato que a oposição queria.
Entre tantos que cercaram nestes quatro anos de poder, Mario Gobbi era o predileto pelos rivais de Andrés Sanchez.
Antônio Roque Citadini, Osmar Stabile, Paulo Garcia se animaram.
Eles sabem o quanto saiu desgastado do cargo de diretor de futebol o agora candidato da situação.
Ao assumir o cargo, ele disse que não entendia nada de futebol.
Ganhou o posto porque perdeu a eleição para a presidência do Conselho Deliberativo.
Foi uma compensação que Andrés resolveu dar.
Andrés e Mano Menezes trataram de negociar os inúmeros jogadores que chegaram ao Parque São Jorge.
E Mario Gobbi os apresentava.
Delegado e apaixonado por leis, estatutos, ele sempre quis mudar a política interna do clube.
Não se preocupava para valer com o futebol.
Tanto que quando deu palpite acabou trocando os pés pelas mãos.
Foi a figura símbolo do desmanche no time em 2009 que prejudicou o clube até hoje.
Mano Menezes havia construído uma base sólida.
O time, com Ronaldo e tudo, havia ganho com um pés nas costas o Paulista e a Copa do Brasil.
Mas para ganhar R$ 11 milhões, em parcelas, vendeu três atletas fundamentais.
André Santos, Douglas e Cristian.
Estava quebrada a espinha dorsal do time que poderia sim vencer a Libertadores de 2010, a do centenário.
Diante da revolta generalizada, de imprensa e de torcida, Mario Gobbi resolveu puxar para si a responsabilidade.
"Futebol é business", repetiu várias vezes para resumir o desmanche.
Como se não importasse manter a força do time, a paixão dos torcedores.
Mostrou que pare ele o que importava era o dinheiro das vendas.
Não teve a noção que R$ 11 milhões para o clube eram migalhas diante do que representaria a conquista da Libertadores.
Ele não conseguiu entender.
Mostrou na prática não compreender o que significa futebol.
Ou o valor da Libertadores para os corintianos.
A infeliz justificativa foi a responsável pelos seguidos fracassos desde então.
O Corinthians ganhou seu último título em 2009, com os três jogadores, na Copa do Brasil.
Mario mostrou que não mentiu quando disse que não entendia de futebol.
Como dirigente também passou pela tristeza de levar uma cadeirada por um membro da Camisa 12.
Ainda de acordo com a sua maneira business de pensar, concordou com a elitização dos estádios.
Aplaudiu a iniciativa de ingressos a R$ 500,00 no Pacaembu em jogos do Corinthians.
Ele se afastou do cargo de diretor de futebol no final do ano passado para trabalhar a sua candidatura.
A escolha de Andrés também frustrou vários e vários companheiros da situação.
Esperam por um nome mais marcante.
Alguém que fosse ligado de verdade ao futebol.
Não um político, amante da retórica.
A suspeita tanto na situação quanto na oposição é que Andrés Sanchez continuará a comandar o clube se Mário for eleito.
Seria um padrinho fundamental para resolver questões fundamentais como o estádio.
E o futebol, lógico.
Neste domingo de Carnaval, Andrés lança o homem errado para sucedê-lo.
E terá de arcar com isso.
Ele acaba de despertar a oposição que estava morta...
E implantar a ira de companheiros fiéis de anos...
Que se prepare para o que vier pela frente...
Estamos em março.
A eleição será em dezembro.
Até lá muita coisa irá acontecer...
Andres provará se tem a mesma força no Parque São Jorge do seu padrinho político Lula.
E fazer seu sucessor sem se importar com o apoio de ninguém.
A prova será de fogo...
Afinal, futebol é business, não é Mario?
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