Publicado em 04/03/2011 às 16h43
Dance, Felipão… Michael Jackson, o que for… Esqueça a pose mal humorada, forjada. Volte a ser o técnico que encantou o Brasil…
Luiz Felipe Scolari acaba de dançar no treino do Palmeiras.
Imitou Michael Jackson.
Cumpriu a promessa feita a um repórter.
Disse que dançaria se Adriano marcasse três gols.
Marcou quatro contra o pobre Comercial do Piauí.
Não interessa as risadas dos jogadores, da Comissão Técnica diante do desajeitado técnico.
O que interessa mesmo é a volta do bom humor de Scolari.
Ele tem o maior contrato da América Latina.
Ninguém ganha como ele treinando um time.
Mano Menezes, por exemplo, não chega à metade.
Mérito do que Felipão conquistou ao longo da carreira.
E também a ponta do iceberg, do projeto apresentado por Belluzzo.
O ex-presidente se iludiu e acreditou que pudesse formar uma seleção para o Palmeiras.
Iria usar sua influência entre os empresários, banqueiros.
Por isso aceitou pagar R$ 14 milhões por Valdivia.
Foi resgatar 50% de Kléber junto ao Cruzeiro por R$ 6,5 milhões.
Convenceu Lincoln a pagar do próprio bolso uma multa de R$ 2,3 milhões para se livrar do futebol turco.
Lincoln queria fazer parte dessa 'seleção'.
Só que os erros administrativos de Belluzzo duplicaram as dívidas palmeirense.
Acabaram os adiantamentos de cotas de televisão e os empréstimos se tornaram impossíveis.
Para culminar, ele teve um gravíssimo problema cardíaco.
Felipão viu o sonho de conduzir o melhor elenco no Brasil sumir.
Mesmo assim, ele resolveu cumprir sua palavra.
Ele se orgulha de ter como principal característica a lealdade.
E é mesmo um homem leal.
Para o bem e para o mal.
Se não fosse assim, não teria o assessor de imprensa que tem...
Foi o assessor quem o aconselhou a fechar o time.
Proibir as entrevistas antes, durante e logo após os jogos.
Se fosse pelo assessor, o Palmeiras só contrataria surdo-mudos.
Foi ele também quem aconselhou Felipão no episódio Valdivia.
Enfim, já não bastasse a falta de dinheiro, tanto desgaste desnecessário.
Pessoa que trabalham no Palmeiras me garantiram que diminuiu a influência do assessor sobre Felipão.
Ele está sendo mais ele mesmo e não uma imagem forjada.
Isso explica a sua descontração.
O elenco está muito mais alegre, leve, trabalhando melhor.
A carranca de Felipão está se desfazendo.
Se dependesse do seu assessor pessoal, ele não dançaria nem em casamento de parentes.
Em meio a tanta promessa não cumprida, o treinador resolveu aceitar a vida como ela é.
Deu sua palavra ao clube que tanto o ama.
E está recebendo bem demais para isso.
Então, precisa trabalhar, dar o máximo para realizar o seu sonho.
Ele espera em janeiro de 2013 assumir uma seleção para trabalhar na Copa de 2014.
Não esconde de ninguém sua meta.
Ele é um homem que planeja a sua vida.
Enquanto 2013 não chega, dança Felipão...
Sorria, Felipão...
Viva o futebol brasileiro na sua intensidade...
Com todos os problemas e também com suas alegrias, suas bobagens...
Seja humano.
E não um mero boneco moldado por um assessor de imprensa frustrado...
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