Publicado em 27/02/2011 às 11h25
A quem servia de verdade Edilson Pereira de Carvalho? Por que nunca saberemos?
CBF.
Os dois foram condenados, em primeira instância, a pagar R$ 160 milhões por tudo o que aconteceu em 2005.
Os intermediários Paulo José Danelon e Nagib Fayad tivram seus pecados orçados em R$ 20 milhões.
Foi a Polícia Federal quem descobriu que o árbitro ganhava dinheiro para alterar resultados dos jogos.
Passou a notícia para a revista Veja.
E foi feito o escândalo.
Até hoje ninguém tem a certeza de quantas partidas ele manipulou por dinheiro.
Foram jogos da Libertadores, Paulista, Campeonato Brasileiro.
Onze partidas do Campeonato Nacional de 2005 foram disputados novamente.
O Corintians foi campeão deste amaldiçoado torneio.
Edilson virou sinônimo de árbitro desonesto.
Qualquer erro claro de um árbitro e lá vem o coro da torcida: "Edílson, Edilson, Edilson".
Banido do futebol, ele virou barman.
Não tem de onde tirar a sua metade, R$ 80 milhões.
Danelon e Nagib, que também tiveram suas vidas travadas, juram não ter como pagar.
Dentre os acusados, só a CBF pode dispor da sua parte.
Ela é acusada porque não conseguiu controlar, bloquear a ação de um juiz corrupto no seu torneio mais importante.
Mas os escritórios de advogados famosos e caros que trabalham para a entidade deverão defendê-la muito bem.
Edilson já falou várias vezes que o esquema em que se envolveu é profissional.
Deixou nas entrelinhas que já poderia estar acontecendo há muito tempo.
Quantos campeonatos não ficaram sob suspeita no Brasil ao longo dos anos?
Edilson, Danelon e Nagib foram pegos.
Por que a sensação incômoda não passa?
Por que várias explicações ainda não convencem?
Quem será que estava de verdade por trás dos três e eles se negam a revelar?
Quem?
O quanto essa Máfia se afastou de verdade do futebol brasileiro?
Por que a vergonha em acreditar em um árbitro da Fifa não passa?
Se fizeram esse acordo diabólico com um juiz da Fifa, dá medo imaginar a facilidade de acesso aos menos credenciados...
Em relação à índole do ex-arbitro fica a dúvida...
Como confiar na bebida que o barman Edilson Pereira traz na bandeja?
E ainda diz que é legítima?
Veja mais:
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:










