Publicado em 23/02/2011 às 02h21
O Cruzeiro transformou o Grupo da Morte em um grande baile…

Como transformar o grupo da Morte no grupo mais fácil da Libertadores?
Aulas na Toca da Raposa.
Quando Cruzeiro, Estudiantes foram designados para o mesmo grupo, a situação já era complicada.
Ficou mais ainda quando o Corinthians deveria ser o terceiro clube.
Deveria por que o Tolima mudou o script fácil.
O Guarani do Paraguai nunca foi levado em consideração.
Zezé Perrela se empolgou com sua eleição para senador suplente.
E quis reforçar o caixa deixando sair ótimas opções para o banco de reservas.
Contratou com economia.
E disse para Cuca se preparar para a guerra.
O treinador analisou a sua trincheira e percebeu o quanto era limitada.
Um ótimo time, um banco nem tanto.
Para atravancar mais a situação, o obrigatório Campeonato Mineiro.
E o Atlético de Dorival Júnior babando para ganhar...
A chave sobre fortalecer o Cruzeiro passava sobre o que fazer com Gilberto, Roger e Montillo.
Tantos com nenhum meia.
E ele com três.
Técnicos, talentosos e vaidosos.
Montillo foi o injustiçado de 2010.
Se o Fluminense não fosse campeão brasileiro, ele seria o argentino melhor do Brasil.
Gilberto é um dos jogadores mais inteligentes taticamente da América do Sul.
Sabe onde deve estar e quando está improdutivo.
Para competir com os dois, o marido de Deborah Secco.
Ele não quis ir para o Vasco.
Não queria desperdiçar a Libertadores.
Quis ganhar a vaga no grito, usando a mídia de Bruna Surfistinha.
Acabou no banco.
Mas veio a Luz...
Com o auxílio de Dorival Júnior.
Depois da derrota para o Atlético Mineiro por 4 a 3, a sacada.
Por que não Gilberto como ala e Montillo com Roger no meio de campo?
Foi ótimo para o time.
Contra o Estudiantes, os argentinos nem viram a bola.
Ontem nem precisou.
Uma contusão afastou Gilberto do jogo contra os pobres paraguaios, fadados a lanternas do grupo.
A melhor descoberta do ano foi Wallyson.
Não há um ser vivente no território nacional que não esteja cansado de Thiago e Wellington Paulista.
A dupla do quase...
Quase boa...
Quase efetiva...
Quase tudo...
Faltava um atacante sem tantas firulas...
Que gostasse de chutar a bola na rede...
E ouvir a torcida cruzeirense vibrando...
Wallyson apareceu na hora certa, no clube certo.
Fez mais dois ontem.
Até o tosco Farias marcou.
Thiago Ribeiro fez o seu para ninguém se esquecer dele...
Novo gols nas duas primeiras partidas...
O Cruzeiro deu a melhor arrancada na Libertadores da sua história...
Transformou o grupo da morte em parque de diversões.
No reveillon, Cuca ganhou coragem de atacar, de buscar os gols.
E o milagre se fez.
Ele adiantou a marcação na intermediária.
E soltou Diego Renan e Pablo...
Treinou infiltrações em grupo e deslocações.
Além da insistir nas bolas paradas...
Victorino também entrou bem no time...
No ponto fraco do time azul...
O Cruzeiro está desfilando em Sete Lagoas.
A Libertadores está sendo uma brincadeira de criança.
O começo é melhor do que o senador Perrela poderia imaginar.
Esta empolgação no início é excelente para quem quem sonha com o título da Libertadores.
Que a coragem de Cuca não seja apenas um sonho de algumas noites de verão em Sete Lagoas...
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