Posts de 23 de fevereiro de 2011

O caos organizado para acabar com a força dos clubes está dando certo…

divulgacao96 O caos organizado para acabar com a força dos clubes está dando certo...

TV Globo e CBF conseguiram o que desejavam há décadas: acabaram com a força do Clube dos 13.

Tendo o presidente do Corinthians como o grande articulador, terminou a união dos grandes brasileiros.

Há dois blocos dispostos a ir até a última conseqüência: talvez até a disputa de dois torneios nacionais paralelos.

Corinthians, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Palmeiras de um lado.

Do outro, os outros clubes restantes, tendo à frente o São Paulo de Juvenal Juvêncio, vice de Fábio Koff.

A chegada ao olho do furacão foi hoje.

A disputa pela transmissão dos jogos dos Brasileiros de 2012, 2013 e 2014, revolucionou o futebol brasileiro.

Pela primeira vez a concorrência à Globo foi para valer.

A emissora que estava disposta a pagar R$ 500 milhões pelos direitos da TV aberta, a cabo, pay-per-view.

E mais telefonia celular e Internet.

Só que o Cade ordenou que tudo seja vendido individualmente.

E para um clube ter o direito de exclusividade sobre todos os meios terá de ganhar todas as concorrências.

O que deveria valer um aumento de, no mínimo, 150% do atual contrato.

Dos R$ 250 milhões atuais para R$ 650 milhões.

A cúpula da Globo quase caiu de costas quando soube que o Clube dos 13 exigia R$ 500 milhões só pela tevê aberta.

Alegou que os índices de audiência não justificavam esse aumento.

E diz que não vai fazer qualquer proposta ao Clube dos 13.

Vai negociar com os dissidentes.

Esta ameaça abre margem para a criação de Brasileiro com os clubes que saíram da administração de Koff.

E com o aval da CBF, que desejava há anos recuperar o poder pleno no futebol brasileiro.

Enquanto isso, os demais clubes organizariam um campeonato paralelo.

A radicalização da Globo pegou a todos de surpresa.

Muitas reuniões e coletivas acontecerão.

Tudo está ainda indefinido.

Mas uma situação é clara, transparente.

Os clubes estão divididos e muito mais fracos para reivindicar qualquer coisa.

Vitória política da CBF.

De Andres Sanches, que se vê cada vez mais forte para suceder Ricardo Teixeira...

E que saboreia cada vitória contra o lado em que estiver Juvenal Juvêncio...

Terrível derrota para o Clube dos 13 e Fabio Koff.

Depois de 26 anos de controle absoluto sobre o futebol brasileiro...

Era lógico que a Globo reagiria ao enfrentar pela primeira vez concorrência de verdade...

Esse caos não tem nada de espontâneo...

Nada...

O uso da Taça das Bolinhas que o diga...

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A farra dos empresários no Brasil não tem hora para acabar… Viva a Lei Pelé! Viva!…Viva!…

divulgacao0110 1024x702 A farra dos empresários no Brasil não tem hora para acabar... Viva a Lei Pelé! Viva!...Viva!...
"Eu pensei que a mudança da lei iria tirar o poder dos clubes e dar aos jogadores.

Mas o domínio do futebol brasileiro caiu no colo dos empresários.

Me incomoda a lei levar o meu nome."

A declaração é de Pelé.

Durante décadas, os clubes trataram seus jogadores como escravos.

Os usavam como queriam.

Foram inúmeros casos que carreiras foram prejudicadas, interrompidas por pura teima de dirigentes.

A lei Zico de 1993 foi criada para mudar essa relação.

E a lei Pelé, de 1998 chegou para acabar com distorções, aprimorar a anterior, que havia deixado vários pontos soltos.

"Os contratos passaram a ter limites, as multas rescisórias baseadas nos salários e tempo de contrato estabelecido.

Todos nós pensávamos que o jogador iria assumir a sua carreira.

Foi o nosso maior engano", afirma Pelé.

Em todas as ocasiões que é questionado, ele fecha a fisionomia e se mostra decepcionado.

A situação está neste pé porque é mais cômoda aos jogadores.

Os empresários atualmente têm escritórios com advogados e, mais importante, estão ligados a empresários do Exterior.

Alguns deles estão riquíssimos, a ponto de oferecer seu dinheiro para comprar o passe de um atleta.

E usar um clube laranja para registrá-lo, já que uma pessoa física não pode ter um jogador.

É a vitória da hipocrisia.

Criaram redes fortíssimas e enfrentam dirigentes sem medo.

Com dinheiro, advogados de alto nível e clubes do Exterior para colocar seus jogadores, estão muito bem armados.

Foi o caso da renovação de Lucas com o São Paulo.

Wagner Ribeiro já havia antecipado que o seu salário iria ser multiplicado por 10.

Se não fosse, daria um jeito de tirar o jogador do São Paulo.

Ele recebia R$ 12 mil.

A diretoria teve de ceder porque a ameaça era real.

E se dobrou: hoje Lucas ganha R$ 120 mil e tem a sua multa contratual de R$ 180 milhões.

Maior do que Ganso e Neymar.

Casemiro, também titular absoluto e grande revelação da sub-20, tentou a mesma situação.

Ele ganha R$ 30 mil no Morumbi.

E tinha certeza de que também ganharia um aumento.

Inocente, sonhou que ele seria espontâneo.

Como não foi, acionou seu agente Júlio Fressato.

Só que ele não tem o mesmo poder de fogo de Wagner Ribeiro.

Os dirigentes são-paulinos nem se desgastaram em mandar recado dizendo que não haveria aumento algum.

Casemiro tem contrato por mais cinco anos.

Ele que consiga se firmar como titular do clube, ser convocado para a Seleção principal.

E cruze os dedos para um clube do Exterior fazer uma proposta verdadeira por ele.

O jogador insinuou que havia sido procurado por representantes de equipes européias.

A direção percebeu a manobra e rebateu que não chegou qualquer proposta efetiva no Morumbi.

Para não criar problemas, Casemiro agora resolveu se calar.

Ou seja: Pelé está mais do que certo.

Os jogadores brasileiros trocaram de donos.

Passaram das mãos dos dirigentes para as dos empresários.

E os mais fortes fazem o que querem com os atleta e com os próprios clubes.

Fazem a festa com gosto.

Talvez por isso, Wagner Ribeiro parece um sultão.

Em vez de 120 mulheres, tem 120 jogadores.

Mesmo que tenha dificuldades várias vezes de lembrar até o nome de quem representa.

Não tem 300, 4000 porque não quer.

Famílias oferecem meninos a ele com 11, dez, nove anos...

Nove anos...

Você não ofereceria?

Se ganhasse um salário mínimo e soubesse o que o sultão, desculpe, empresário pode fazer pelo futuro do seu filho?

Ele é empresário do Neymar...

Isso ninguém se esquece...

Todos não querem nem pensar nas centenas de garotos que ficaram pelo caminho e apostaram em Wagner.

Sem estudo e que não deram certo como jogadores...

Frustrados, despreparados e sem saber o que fazer da vida...

E assim caminha o futebol no Brasil...

País que tem uma lei chamada Pelé...

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O Cruzeiro transformou o Grupo da Morte em um grande baile…

divulgacao111 O Cruzeiro transformou o Grupo da Morte em um grande baile...
Como transformar o grupo da Morte no grupo mais fácil da Libertadores?

Aulas na Toca da Raposa.

Quando Cruzeiro, Estudiantes foram designados para o mesmo grupo, a situação já era complicada.

Ficou mais ainda quando o Corinthians deveria ser o terceiro clube.

Deveria por que o Tolima mudou o script fácil.

O Guarani do Paraguai nunca foi levado em consideração.

Zezé Perrela se empolgou com sua eleição para senador suplente.

E quis reforçar o caixa deixando sair ótimas opções para o banco de reservas.

Contratou com economia.

E disse para Cuca se preparar para a guerra.

O treinador analisou a sua trincheira e percebeu o quanto era limitada.

Um ótimo time, um banco nem tanto.

Para atravancar mais a situação, o obrigatório Campeonato Mineiro.

E o Atlético de Dorival Júnior babando para ganhar...

A chave sobre fortalecer o Cruzeiro passava sobre o que fazer com Gilberto, Roger e Montillo.

Tantos com nenhum meia.

E ele com três.

Técnicos, talentosos e vaidosos.

Montillo foi o injustiçado de 2010.

Se o Fluminense não fosse campeão brasileiro, ele seria o argentino melhor do Brasil.

Gilberto é um dos jogadores mais inteligentes taticamente da América do Sul.

Sabe onde deve estar e quando está improdutivo.

Para competir com os dois, o marido de Deborah Secco.

Ele não quis ir para o Vasco.

Não queria desperdiçar a Libertadores.

Quis ganhar a vaga no grito, usando a mídia de Bruna Surfistinha.

Acabou no banco.

Mas veio a Luz...

Com o auxílio de Dorival Júnior.

Depois da derrota para o Atlético Mineiro por 4 a 3, a sacada.

Por que não Gilberto como ala e Montillo com Roger no meio de campo?

Foi ótimo para o time.

Contra o Estudiantes, os argentinos nem viram a bola.

Ontem nem precisou.

Uma contusão afastou Gilberto do jogo contra os pobres paraguaios, fadados a lanternas do grupo.

A melhor descoberta do ano foi Wallyson.

Não há um ser vivente no território nacional que não esteja cansado de Thiago e Wellington Paulista.

A dupla do quase...

Quase boa...

Quase efetiva...

Quase tudo...

Faltava um atacante sem tantas firulas...

Que gostasse de chutar a bola na rede...

E ouvir a torcida cruzeirense vibrando...

Wallyson apareceu na hora certa, no clube certo.

Fez mais dois ontem.

Até o tosco Farias marcou.

Thiago Ribeiro fez o seu para ninguém se esquecer dele...

Novo gols nas duas primeiras partidas...

O Cruzeiro deu a melhor arrancada na Libertadores da sua história...

Transformou o grupo da morte em parque de diversões.

No reveillon, Cuca ganhou coragem de atacar, de buscar os gols.

E o milagre se fez.

Ele adiantou a marcação na intermediária.

E soltou Diego Renan e Pablo...

Treinou infiltrações em grupo e deslocações.

Além da insistir nas bolas paradas...

Victorino também entrou bem no time...

No ponto fraco do time azul...

O Cruzeiro está desfilando em Sete Lagoas.

A Libertadores está sendo uma brincadeira de criança.

O começo é melhor do que o senador Perrela poderia imaginar.

Esta empolgação no início é excelente para quem quem sonha com o título da Libertadores.

Que a coragem de Cuca não seja apenas um sonho de algumas noites de verão em Sete Lagoas...

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