Publicado em 12/02/2011 às 20h17
Uma vitória para dar orgulho ao Atlético Mineiro. E preocupar, e muito, o Cruzeiro…

Vitória épica do Atlético Mineiro em Sete Lagoas.
Daquelas para lembrar quando as coisas não estiverem dando certo.
De dar orgulho.
Não pelo futebol apenas, mas pela superação.
Os vândalos cruzeirenses deram o seu apoio ao apedrejar o ônibus da delegação do time de Dorival Júnior.
Era o estopim da raiva que os jogadores precisavam.
Não bastasse a falta de competência e a acomodação do poder público que designou torcida única para o clássico.
Melhor solução para quem realmente não está disposto a se empenhar no trabalho.
Cuidar de duas torcidas rivas para quê?
Melhor só autorizar uma e acabou.
Dor de cabeça em um sábado de verão não combina com poder público.
Então lá foi o Atlético Mineiro enfrentar o caldeirão azul.
O Cruzeiro de Cuca tinha a obrigação de se impor.
Tudo estava a seu favor.
A torcida e a vontade de preparar um bom ambiente para receber o fatídico Estudiantes de Verón pela Libertadores.
Ganhar do incômodo rival de quintal seria obrigação para a tensa estréia na Libertadores.
E o Cruzeito tentou se impor na partida.
Mas mostrou a mesma falha crônica de 2010: o espaço para os adversários contragolpearem.
Além, de inseguro miolo de zaga.
A alternância de placar foi incrível.
O Atlético Mineiro também tem um sério problema com seus zagueiros.
Por isso os sete gols.
Vale a pena incensar Diego Tardelli.
Em mais uma renovação do elenco do Atlético Mineiro ele se impôs como artilheiro indispensável.
Mostrou sangue frio na hora de marcar seus três gols.
Sangue quente quando quis provocar os jogadores cruzeirenses.
E falta de bom senso na estúpida expulsão.
Mesmo assim roubou a cena em Sete Lagoas.
O argentino Montillo também se virou bem, mesmo sendo marcado por dois, até três jogadores.
Dorival Júnior sabia que o caminho da vitória estava em travar o argentino.
E explorar a fragilidade defensiva do Cruzeiro.
No novo Atlético para 2011 ficou claro a rapidez da equipe.
Nada de jogador carregar a bola por 30 metros até perder como era com Luxemburgo.
O time está mais rápido, ágil, compacto.
Lembra o início do Santos em 2010.
Sem os talentosos Ganso e Neymar, lógico.
Para ganhar a Copa do Brasil, como deseja Dorival, há mesmo o que trabalhar.
E por que não, buscar mais reforços.
A defesa e as laterais são pontos fracos.
Mas o espírito do time está impressionante.
A busca pela velocidade é incessante.
Já Cuca precisa acordar.
O toque de bola talentoso do seu time já está marcado.
É preciso criar outras variações, jogadas ensaiadas, algo novo.
E também, olhar de verdade para a sua zaga.
Para quem sonha em ganhar a Libertadores, o Cruzerio é um time muito fácil de contragolpear.
Tudo ainda está no começo no Brasil.
Os times buscam se acertar.
Mas quem quiser poderá tirar lições verdadeiras neste clássico de Sete Lagoas.
O Atlético Mineiro voltou mais confiante, com um futebol mais objetivo...
O Cruzeiro continua com elenco mais talentoso, mas com falhas gravíssimas...
Que a vergonha que a torcida passou em Sete Lagoas sirva para alguma coisa...
Cuca continua tendo enormes problemas quando tenta atacar.
Oferece a sua defesa para o adversário se divertir.
Diego Tardelli fez o que quis hoje.
No monótono Campeonato Mineiro dá para se recuperar.
O problema é se o time jogar assim a Libertadores...
Que alguém tenha coragem de apertar o senador suplente Zezé Perrela...
O time precisa de bons zagueiros.
Depois não vá chorar, Cuca...
Pergunte a Adilson Batista como faz bem perder o Campeonato Mineiro...
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