Os argentinos ensinaram o caminho da Libertadores para o Inter. E gostaram…

divulgação0003 Os argentinos ensinaram o caminho da Libertadores para o Inter. E gostaram...
Eles ganham tanto ou até mais do que receberiam na Europa.

Mas pelo menos três ou quatro vezes do que ganhariam na Argentina em crise.

E ficam pertinho do país em que nasceram e que amam.

Por outro lado dão ao clube que os contratou a raça, a malícia, a catimba, a milonga.

Elementos fundamentais em uma competição que a todos fascina: a Libertadores.

"Vale o investimento.

É o melhor custo/benefício que podemos fazer."

O resumo é do presidente do Internacional, Giovanni Luigi.

Ele sabe do que está falando.

O Inter conquistou a Libertadores de 2010 com excelentes participações de Guiñazu e D'Alessandro.

O clube se arriscou e conseguiu trazer Cavenaghi.

Atacante de prestígio, que aceitou trocar o Mallorca pelo time brasileiro.

Aceitou os conselhos de D'Alessandro, que também nasceu no River Plate.

Apenas 1063 quilômetros separam Porto Alegre de Buenos Aires.

Os jogadores se sentem em casa no Beira-Rio.

"O intercâmbio de idéias entre brasileiros e argentinos é importante para fortalecer o time.

Os jogadores dos dois países são técnicos, mas cada um têm sua característica.

E eles acabam se completando.

A mistura foi ótima para o Inter", diz Celso Roth.

Um fator fundamental que faz a receita dar certo é o Internacional não aceitar ser apenas uma ponte.

Um pedaço da pista do aeroporto para a Europa.

Aceitou jogar no colorado tem de assinar e cumprir longos contratos.

Pablo Guiñazu desde 2007 frequenta o Beira-Rio.

O garoto-enxaqueca D'Alessandro chegou em 2008.

Nem mesmo os jogadores esperavam que iriam ficar tanto tempo em terras gaúchas.

"A infraestrutura do Inter não deixa nada a dever aos clubes europeus.

Para jogar em clubes pequenos na Europa e não ter chance de conquistas, eu fico aqui.

E muito feliz", disse D'Alessandro.

Seu raciocínio é lógico.

E também fundamentado no dinheiro.

A crise financeira na Argentina faz com que o real valha o dobro do que o peso.

Os salários que o Inter oferece são bem satisfatórios para os hermanos.

Os bônus para conquistas como a da Libertadores fazem que eles se dediquem com o coração pela integração.

Jornalistas que cobrem o dia-a-dia do Inter revelam que a camaradagem entre brasileiros e argentinos é enorme.

E um dos segredos do time.

Para animar ainda mais a todos, os treinadores da Seleção Argentina começaram a olhar para os que estão aqui.

A convocação de D'Alessandro para o jogo contra o Brasil foi vista como o reconhecimento que faltava.

Um argumento poderoso para buscar novos jogadores.

Pesou muito com Cavenaghi.

E o fez parar de passar vexame com o fraco Mallorca no Campeonato Espanhol.

Ele veio sonhando em ser visto por Sergio Batista em um time poderoso, onde a bola chegará e ele poderá marcar gols.

O Internacional tem os três mais ainda busca um quarto argentino.

O volante Bolatti, reserva da Fiorentina.

Ele estava sendo cobiçado por clubes da Inglaterra.

Mas a janela entre clubes europeus foi fechada ontem e ele ficou.

O Inter quer comprar 80% dos seus direitos federativos e ofereceu 5 milhões de euros.

O jogador está indeciso.

O celular de D'Alessandro deve voltar a fazer novas ligações internacionais...

Só três jogadores estrangeiros podem jogar ao mesmo tempo no Brasil.

Mesmo assim, a direção do Inter descarta fazer o sonho dos são-paulinos e repassar Guiñazu.

A filosofia, depois da conquista da Libertadores de 2010, é simples, direta.

Quanto mais argentinos, melhor.

E se Bolatti for contratado, o colorado terá quatro hermanos para brigarem pelo bicampeonato do Continente.

Esse time deve ser levado muito a sério...

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