Posts de 1 de fevereiro de 2011

Os argentinos ensinaram o caminho da Libertadores para o Inter. E gostaram…

divulgação0003 Os argentinos ensinaram o caminho da Libertadores para o Inter. E gostaram...
Eles ganham tanto ou até mais do que receberiam na Europa.

Mas pelo menos três ou quatro vezes do que ganhariam na Argentina em crise.

E ficam pertinho do país em que nasceram e que amam.

Por outro lado dão ao clube que os contratou a raça, a malícia, a catimba, a milonga.

Elementos fundamentais em uma competição que a todos fascina: a Libertadores.

"Vale o investimento.

É o melhor custo/benefício que podemos fazer."

O resumo é do presidente do Internacional, Giovanni Luigi.

Ele sabe do que está falando.

O Inter conquistou a Libertadores de 2010 com excelentes participações de Guiñazu e D'Alessandro.

O clube se arriscou e conseguiu trazer Cavenaghi.

Atacante de prestígio, que aceitou trocar o Mallorca pelo time brasileiro.

Aceitou os conselhos de D'Alessandro, que também nasceu no River Plate.

Apenas 1063 quilômetros separam Porto Alegre de Buenos Aires.

Os jogadores se sentem em casa no Beira-Rio.

"O intercâmbio de idéias entre brasileiros e argentinos é importante para fortalecer o time.

Os jogadores dos dois países são técnicos, mas cada um têm sua característica.

E eles acabam se completando.

A mistura foi ótima para o Inter", diz Celso Roth.

Um fator fundamental que faz a receita dar certo é o Internacional não aceitar ser apenas uma ponte.

Um pedaço da pista do aeroporto para a Europa.

Aceitou jogar no colorado tem de assinar e cumprir longos contratos.

Pablo Guiñazu desde 2007 frequenta o Beira-Rio.

O garoto-enxaqueca D'Alessandro chegou em 2008.

Nem mesmo os jogadores esperavam que iriam ficar tanto tempo em terras gaúchas.

"A infraestrutura do Inter não deixa nada a dever aos clubes europeus.

Para jogar em clubes pequenos na Europa e não ter chance de conquistas, eu fico aqui.

E muito feliz", disse D'Alessandro.

Seu raciocínio é lógico.

E também fundamentado no dinheiro.

A crise financeira na Argentina faz com que o real valha o dobro do que o peso.

Os salários que o Inter oferece são bem satisfatórios para os hermanos.

Os bônus para conquistas como a da Libertadores fazem que eles se dediquem com o coração pela integração.

Jornalistas que cobrem o dia-a-dia do Inter revelam que a camaradagem entre brasileiros e argentinos é enorme.

E um dos segredos do time.

Para animar ainda mais a todos, os treinadores da Seleção Argentina começaram a olhar para os que estão aqui.

A convocação de D'Alessandro para o jogo contra o Brasil foi vista como o reconhecimento que faltava.

Um argumento poderoso para buscar novos jogadores.

Pesou muito com Cavenaghi.

E o fez parar de passar vexame com o fraco Mallorca no Campeonato Espanhol.

Ele veio sonhando em ser visto por Sergio Batista em um time poderoso, onde a bola chegará e ele poderá marcar gols.

O Internacional tem os três mais ainda busca um quarto argentino.

O volante Bolatti, reserva da Fiorentina.

Ele estava sendo cobiçado por clubes da Inglaterra.

Mas a janela entre clubes europeus foi fechada ontem e ele ficou.

O Inter quer comprar 80% dos seus direitos federativos e ofereceu 5 milhões de euros.

O jogador está indeciso.

O celular de D'Alessandro deve voltar a fazer novas ligações internacionais...

Só três jogadores estrangeiros podem jogar ao mesmo tempo no Brasil.

Mesmo assim, a direção do Inter descarta fazer o sonho dos são-paulinos e repassar Guiñazu.

A filosofia, depois da conquista da Libertadores de 2010, é simples, direta.

Quanto mais argentinos, melhor.

E se Bolatti for contratado, o colorado terá quatro hermanos para brigarem pelo bicampeonato do Continente.

Esse time deve ser levado muito a sério...

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“A Fifa não vai reconhecer o pré-contrato de Maikon Leite com o Palmeiras. Eu sou o representante legal do jogador. E posso provar”, garante Angelo Pimentel


vigencia normal1 A Fifa não vai reconhecer o pré contrato de Maikon Leite com o Palmeiras. Eu sou o representante legal do jogador. E posso provar, garante Angelo Pimentel

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Maikon Leite.

Um único jogador foi capaz de jogar o Santos contra o Palmeiras.

A história é conhecida.

Ele surgiu como grande revelação no Santo André.

Foi contratado pelo Santos.

Mal começou a mostrar habilidade, velocidade e inteligência quando rompeu todos os ligamentos do joelho direito.

Muitos médicos diziam que seria difícil a sua volta ao futebol.

Pelo menos jogando no mesmo alto nível.

Conseguiu o 'milagre'.

Mas, logo em seguida, os ligamentos cruzados do mesmo joelho direito não suportaram e se romperam.

Mais seis meses parado.

Voltou no início de 2010.

Foi justo o ano de Neymar e Ganso.

Maikon Leite, traumatizado pelas contusões, não conseguiu jogar bem e foi muito mal aproveitado.

Foi emprestado ao Atlético Paranaense.

Foi muito bem.

Mas se sentiu desprezado pelo Santos.

Recebeu proposta do Palmeiras e assinou um pré-contrato.

A diretoria santista agiu como um namorado vaidoso prestes a ser abandonado pela chata e feia que infernizava a sua vida.

Comprou flores, o chocolate preferido, colocou perfume, acenou com muito dinheiro e pediu para ficar.

Maikon se arrependeu e não quer ir para o Palmeiras.

Só que os dirigentes do Palestra Itália não admitem liberá-lo.

A multa é de R$ 5 milhões, se ele quiser ficar na Vila Belmiro, adianta o departmento jurídico.

A saída pode vir de onde menos se espera.

"A assinatura do pré-contrato do Maikon Leite com o Palmeiras não tem validade.

O vínculo dele comigo vai até 2012.

Sou agente Fifa e não um aventureiro.

O Maikon se deixou levar por uma outra pessoa para o Palmeiras.

Esse cidadão se apresentou como representante legal do jogador, mas ele não é.

Tenho os documentos para provar."

A revelação é do empresário Ângelo Pimentel, de Belo Horizonte.

Angelo, o que aconteceu para o Maikon ir para o Palmeiras sem te consultar?

Ele foi para lá por uma pessoa que não tem a menor poder legal para isso.

Assinou o que não poderia.

Simples assim.

Você vai tomar alguma providência?

Eu só quero que o jogador cumpra o que assinou.

Nós temos uma ligação que vem desde a época que ele foi do Santo André para o Santos.

Sou um agente Fifa e não estaria falando com a imprensa e mostrando documentos à toa.

Essa negociação com o Palmeiras não poderia ter sido feita.

A empresa Luppi tem 80% dos direitos federativos do Maikon Leite?

Sim.

E fui eu o representante da empresa quando ela adquiriu essa porcentagem dos direitos do jogador.

Por isso eu posso falar com toda a certeza que a situação não está resolvida como o Palmeiras garante.

Sem a minha assinatura, a transação não tem validade legal...

Eu avisei o Palmeiras para pedir provas da pessoa que se dizia representante do Maikon.

Mas dirigentes no Brasil são fáceis de enganar.

Mandei carta para o Gilberto Cipullo.

Mandei para a diretoria santista também.

Mas ninguém quis me ouvir...

A entrevista com Ângelo Pimentel, que já foi representante de Gilberto Silva, entre outros, termina aqui.

Procurei um advogado neutro, para analisar a situação.

E ela é complicada.

"Pelo lado esportivo, o Palmeiras pode alegar que o pré-contrato é válido.

O procurador do Maikon Leite não pode ser dono dele, um jogador pertence a um clube.

Nós sabemos que vários empresários e agentes são donos de atletas.

Mas eles os registram em uma equipe e legalmente está tudo certo.

O procurador do Maikon, não.

O fato de ser agente da Fifa, ter contrato assinado e tudo mais é munição para o Santos, sem dúvida.

Mas na área esportiva, a luta será terrível, quase perdida.

Na justiça comum, o procurador pode reivindicar a sua participação financeira na transação.

Ele tem contrato assinado.

A situação continua bastante complexa para o Santos.

Mas não deixa de ser um alento o contrato em validade com outro empresário do Maikon Leite."

A análise foi feita pelo experiente advogado João Zanforlin que representa há anos o Corinthians...

As nuvens cinzentas mostram que pode chegar uma longa luta jurídica entre Palmeiras e Santos...

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A festa do Vitória, rebaixado no Brasileiro. E o caos no Bahia…

divulgação00032 A festa do Vitória, rebaixado no Brasileiro. E o caos no Bahia...
Bahia e Vitória nunca estão na mesma sintonia.

Quando um é orgulho para metade dos baianos, o outro envergonha os restantes.

Foi assim em 2010, quando depois de sete anos vagando pela Série B, o Bahia conseguiu subir para a A.

A festa foi completa com o rebaixamento do Vitória.

Rapidamente a situação se inverte.

Neste primeiro dia de fevereiro, fica claro o quanto.

O Bahia começou de maneira ridícula o Campeonato Baiano.

É o quinto colocado no grupo A, que tem seis clubes.

O que é ruim pode ficar pior.

O clube acaba de dispensar seu principal atacante.

O motivo é surreal.

Jael reclamava de dores e mais dores.

O gerente de futebol, André Araújo, resolveu avisá-lo que ele iria fazer exames específicos para ver a causa das dores.

Havia a desconfiança que elas não eram tão intensas.

Jael ficou ofendido da maneira com que Araújo falou com ele.

Se sentiu desrepeitado.

Não pensou duas vezes: tratou de dar um soco no rosto de André.

O atacante foi dispensado ontem.

E adivinhe o que acontece com Souza, emprestado pelo Corinthians?

Vive péssima fase e já é reserva.

A torcida não o perdoa e o persegue, não lhe dá paz.

Ele foi afastado para melhorar o condicionamento físico.

E esperar que a torcida o esqueça.

O técnico Rogério, ex-Flamengo, está a um passo da demissão.

O clima no clube está péssimo.

Enquanto isso, do outro lado, o sorridente Vitória.

Líder do seu grupo, como tem que ser, fez uma grande contratação.

Apresentou ontem com toda a pompa e circunstância Geovanni.

Ex-atacante do Cruzeiro e do Barcelona.

Estava atuando nos Estados Unidosl, no San Jose Earthquakes.

O clube ganhou a disputa com o Grêmio.

Para que trocasse a Libertadores pelo Campeonato Baiano, muito dinheiro foi investido.

Uma empresa pagará metade dos salários do jogador.

Foi a maior contratação do Nordeste...

O rodado Antônio Lopes sorri de orelha a orelha.

Desembarcou com Geovanni, o atacante Pedrão, que fez muito sucesso no Grêmio Prudente e estava na Linense.

Há a certeza no clube não só da conquista do Campeonato Baiano e da volta à Série A do Brasileiro em 2011.

O plano é chegar na Libertadores de 2013...

Enquanto isso no Bahia, o sonho é tentar se reestruturar o mais rápido possível.

Lutar pelo Baiano e, de maneira nenhuma, ser rebaixado de novo para a Segunda Divisão do Brasileiro.

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