Publicado em 04/01/2011 às 10h50
Fábio Costa, o maior inimigo de Fábio Costa…

Corinthians e Santos já duelaram feio por ele.
Marcelo Teixeira quase rompeu relações com Dualib quando soube da proposta salarial da MSI.
E lá se foi o seu jogador preferido ser campeão brasileiro pelo rival.
O ano era 2005.
Ele falava em Seleção Brasileira, jogar no Exterior, ser um dos melhores do mundo.
Mas tudo passou rápido demais.
Acabou se desentendendo com todos no Parque São Jorge.
Jogando o carro em cima de jornalistas.
Seu gênio difícil acabou por superar o grande goleiro que chegou a ser.
Suas saídas do gol se tornaram cada vez mais violentas.
E seu problema com a balança mais recorrente.
Voltou para o Santos.
Com muito menos prestígio.
Mas se comportava como se fosse o melhor do mundo.
Tinha respaldo de seu amigo íntimo, Marcelo Teixeira.
Se comportava como fosse diretor de futebol.
Confundiu garra com violência.
E cobrava violentamente os companheiros no vestiário após as derrotas.
Fazia o que queria diante de treinadores submissos.
Tinha o aval do presidente.
Um camarote da Vila Belmiro era seu, alugado com seu salário.
O seu futuro deveria ser encerrar a carreira no Santos e assumir um cargo como dirigente.
Mas uma briga errada, uma contusão, Dorival Junior e uma eleição mudaram para sempre o script.
Fábio Costa não se conformou com o comportamento de um jovem garoto em campo.
Ele insistia em driblar.
O goleiro resolveu partir para cima dele cobrando violentamente no vestiário santista.
Acabou trocando socos com Fabiano Eller que protegeu o menino.
Menino de nome comprido: Paulo Henrique Ganso.
A briga vazou pela imprensa e teve duas conseqüências.
Mostrar a impulsividade absurda do goleiro.
E a revolta dos jovens companheiros de Ganso, como Neymar, Wesley e André.
O restante do elenco também ficou do lado do jovem meia.
Em seguida, Fábio Costa se contundiu, graças a mais uma saída do gol de forma estranha, forte demais.
Ao se recuperar encontrou pela frente Luís Álvaro.
Ele havia derrotado Marcelo Teixeira, o presidente que sempre lhe deu guarida.
E além disso, encontrou Dorival Júnior.
O técnico estava vacinado contra Fábio Costa.
E decidiu deixá-lo afastado do elenco.
Sua postura agradou a fantástica geração que surgia.
Deprimido, Fábio Costa foi fazer curso de culinária para se acalmar.
Sem espaço, o goleiro foi para o Atlético Mineiro de Luxemburgo.
Por falta de interessados, o Santos aceitou pagar metade dos salários de Fábio Costa.
Tudo para mantê-lo longe da Vila Belmiro.
O time acabou sendo um desastre.
Luxemburgo foi demitido.
E quem chegou para salvar o clube mineiro?
Dorival Júnior.
A primeira providência foi afastar Fábio Costa.
Com a reformulação para 2011, Dorival já adiantou que não quer mais o jogador.
Ele tem contrato até o final do ano.
Mas a direção já decidiu.
Irá tentar rescindir seu contrato.
Ou então repassá-lo para quem quiser.
Luís Álvaro não o quer na Vila Belmiro, onde Ganso e Neymar são reis.
Não há um interessado no terceiro goleiro do Atlético Mineiro.
Triste situação de um bom goleiro que acabou engolido por seu gênio forte...
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