O Corinthians perdeu o seu melhor jogador: Lula…

divulgação21 O Corinthians perdeu o seu melhor jogador: Lula...
Primeiro dia de 2011...

Dilma Roussef recebeu a faixa de Lula.

Muito emocionado, ele foi para a Base Aérea de Brasília.

E pouco antes do embarque de despedida, para São Bernardo do Campo, a música certa.

Lula ouve o hino do Corinthians.

Nunca um presidente da República esteve tão ligado a um clube como ele.

Foram oito anos fazendo tudo o que podia e não pelo clube do coração.

Começou recebendo a delegação no Planalto quando o time ganhava algum campeonato.

A sua paixão pelo clube se tornou ainda mais significativa.

O motivo: Andres Sanches, amigo de velha data.

A proximidade abriu as entranhas do Parque São Jorge ao retirante que vibrava com seu time.

Partilhou da intimidade de Ronaldo e do time.

Mas a tietagem foi além do esperado.

Com a selvagem briga entre Juvenal Juvêncio e Ricardo Teixeira, tudo mudou de rumo.

E Lula pôde fazer pelo Corinthians o que ninguém fez.

Ele mantinha distância de Ricardo Teixeira desde a CPI.

Soube por Andres Saches da vontade da CBF de tirar a abertura da Copa do Mundo de 2014 do Morumbi.

Andres garantiu ter ouvido de Teixeira que se São Paulo dependesse do Morumbi poderia esquecer o festivo jogo inicial.

E politicamente seria importante manter o equilíbrio das forças.

O Maracanã fará a final da Copa

São Paulo deveria ficar com a abertura.

Na África do Sul, Lula pôde comprovar a resistência da Fifa em relação ao Morumbi.

E, sem nenhuma tristeza, procurou Emilio Odebrechet, velho amigo.

O convenceu a construir uma arena para o clube.

Ótima oportunidade para a empresa.

Certeza de retorno financeiro...

E nunca fez mal para uma empreiteira fazer um favor a um presidente...

Teixeira conseguiu travar o sonho de Juvenal Juvêncio, aquele que tanto sonha com uma liga independente.

E Lula entrou para a história de vez do clube que ama.

Ninguém mereceria mais ouvir o hino do Corinthians hoje do que Lula.

Era a despedida do melhor jogador do clube.

Como não iria ter hino, depois de uma carreira tão produtiva de oito anos?

Fica apenas uma pergunta...

Mas é justo um presidente da República defender apenas um clube?

Bem-vinda, Dilma...