Publicado em 01/01/2011 às 23h11
O Corinthians perdeu o seu melhor jogador: Lula…
Dilma Roussef recebeu a faixa de Lula.
Muito emocionado, ele foi para a Base Aérea de Brasília.
E pouco antes do embarque de despedida, para São Bernardo do Campo, a música certa.
Lula ouve o hino do Corinthians.
Nunca um presidente da República esteve tão ligado a um clube como ele.
Foram oito anos fazendo tudo o que podia e não pelo clube do coração.
Começou recebendo a delegação no Planalto quando o time ganhava algum campeonato.
A sua paixão pelo clube se tornou ainda mais significativa.
O motivo: Andres Sanches, amigo de velha data.
A proximidade abriu as entranhas do Parque São Jorge ao retirante que vibrava com seu time.
Partilhou da intimidade de Ronaldo e do time.
Mas a tietagem foi além do esperado.
Com a selvagem briga entre Juvenal Juvêncio e Ricardo Teixeira, tudo mudou de rumo.
E Lula pôde fazer pelo Corinthians o que ninguém fez.
Ele mantinha distância de Ricardo Teixeira desde a CPI.
Soube por Andres Saches da vontade da CBF de tirar a abertura da Copa do Mundo de 2014 do Morumbi.
Andres garantiu ter ouvido de Teixeira que se São Paulo dependesse do Morumbi poderia esquecer o festivo jogo inicial.
E politicamente seria importante manter o equilíbrio das forças.
O Maracanã fará a final da Copa
São Paulo deveria ficar com a abertura.
Na África do Sul, Lula pôde comprovar a resistência da Fifa em relação ao Morumbi.
E, sem nenhuma tristeza, procurou Emilio Odebrechet, velho amigo.
O convenceu a construir uma arena para o clube.
Ótima oportunidade para a empresa.
Certeza de retorno financeiro...
E nunca fez mal para uma empreiteira fazer um favor a um presidente...
Teixeira conseguiu travar o sonho de Juvenal Juvêncio, aquele que tanto sonha com uma liga independente.
E Lula entrou para a história de vez do clube que ama.
Ninguém mereceria mais ouvir o hino do Corinthians hoje do que Lula.
Era a despedida do melhor jogador do clube.
Como não iria ter hino, depois de uma carreira tão produtiva de oito anos?
Fica apenas uma pergunta...
Mas é justo um presidente da República defender apenas um clube?
Bem-vinda, Dilma...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:










