Juvenal Juvêncio a um passo de se tornar o Alberto Dualib do Morumbi…

divulgação231 569x1024 Juvenal Juvêncio a um passo de se tornar o Alberto Dualib do Morumbi...
O Corinthians sempre foi usado como exemplo nas eleições no São Paulo.

Exemplo do que nunca aconteceria no clube.

O continuísmo de Alberto Dualib era apontado como atraso de vida...

Comportamento típico de clube de uma república de bananas...

A modernidade impunha a alternância no poder, de idéias, de homens...

E que tal fato não aconteceria no São Paulo porque a oposição e mesmo a situação não permitiriam.

Os dirigentes do clube do Morumbi sempre batiam no peito repetindo que lá imperava a democracia.

Pois bem...

Nada como o passar do tempo.

Juvenal Juvêncio já é presidente do clube há cinco anos.

Ou seja: dois mandatos, como prevê os estatutos do clube.

O máximo que qualquer ser vivente poderia ficar.

O máximo.

Um mandato e outra reeleição, no máximo.

Pois bem, Juvenal Juvêncio quer ficar no poder.

Tem energia e apoio político para ficar mais três anos.

Assim como Dualib já teve um dia.

Ele sabe que pode concorrer e ganhar com larga margem de vantagem.

Seja qual for o adversário.

A oposição no São Paulo atualmente é tão representativa quanto era a corintiana com Dualib.

E na situação, Leco, Marco Aurélio Cunha, Jesus Lopes são espertos.

Não assumem que desejam o cargo.

Todos tem a certeza que Juvenal deseja a continuidade.

A virada de mesa.

Quando se quer achar uma possibilidade legal, advogados fazem milagres.

E quase todos são advogados no São Paulo.

Até o pipoqueiro que fica na entrada do clube tem OAB.

Para preparar o caminho para o continuísmo de Juvenal há uma boa desculpa.

Que quando ele ficou no primeiro mandato, o estatuto foi mudado.

Então, os dois primeiros anos não contariam.

E ele poderia concorrer a uma reeleição para ficar mais três anos, como é o seu atual mandato.

O caminho está aberto.

Juvenal Juvêncio quer ficar.

Deve anunciar no começo do ano que está sendo 'forçado' a concorrer por mais três anos.

Exatamente como fazia Alberto Dualib.

E para quem ninguém se esqueça: houve um período que ele adorado, bajulado no Corinthians.

Foi o presidente de maior número de conquistas.

Com a chegada da MSI ele se perdeu de vez e acabou expulso do clube por sócios e torcedores.

"Meu maior erro foi o apego ao poder.

Não soube a hora de sair", me confessou o dirigente em exclusiva para o blog.

Já que Juvenal Juvêncio está seguindo os passos do ex-corintiano, o aviso está dado.

Geralmente não funciona para quem está comandando sem oposição.

Seja um clube ou um país.

O poder enebria, cega.

Só depende de você, Juvenal seguir o exemplo de Dualib e se perpetuar no poder.

O São Paulo está a seus pés.

Democracia ou continuísmo.

A decisão é sua.

O que já por si só é um enorme erro.

Nunca um clube tão poderoso quanto o São Paulo poderia estar nas mãos de um só homem.

Esse foi o maior erro do Corinthians e de várias republiquetas na era das ditaduras...