Publicado em 23/12/2010 às 10h42
Celso Roth já é o técnico mais pressionado em 2011…

Jornalistas que acompanham o dia a dia do Internacional estranharam.
Até jogadores ficaram surpresos.
Mas Celso Roth renovou seu contrato com o Internacional.
Mesmo.
A notícia é verdadeira
Impossível negar que ele evoluiu demais como treinador.
Aprendeu a montar sua equipe mais ofensivamente.
Se aproximou mais dos atletas, desceu do pedestal.
É capaz de conversar, rir, descontrair o ambiente.
Mas a continuidade do seu trabalho no Inter depois do que aconteceu no Mundial de Clubes é um erro.
Erro porque acabou a confiança de grande parte dos dirigentes.
Dos jornalistas.
Dos torcedores.
E de quem interessa: dos jogadores.
Toda a preparação meticulosa para o Internacional voltar de Abu Dhabi com o título foi para o ralo.
Por causa do comando de Celso Roth.
Os erros não foram individuais, dos atletas.
Mas estratégicos.
O Mazembe foi desprezado estrategicamente.
Os africanos não foram marcados.
Tiveram espaço absurdo para jogar quando tinham a posse de bola.
A certeza de quem entrou em campo certo de que ganharia o jogo sem sacrifícios logo virou apatia.
Basta comparar com a firmeza com que os italianos da conturbada Inter de Milão venceram os africanos.
A decepção que o Brasil teve com o Internacional foi grande demais.
Para os torcedores colorados, então, a sensação foi de profunda vergonha.
Vergonha da maneira com que o time enfrentou os africanos.
Não representou a tradição colorada.
E pode sim ser considerado um dos maiores fracassos da sua história.
Isso se não for o maior.
Abel Braga já é nome mais comentado do porteiro até membros da nova direção que assume o Inter.
Mas o que fez o novo presidente Giovanni Luigi?
Resolveu acatar a vontade do dono do futebol no clube, Fernando Carvalho.
E para a transição ser pacífica, confirmou o desgastado Roth no cargo.
Traz desnecessariamente a pressão, a cobrança, a raiva da própria torcida ao time.
Qualquer treinador do mundo teria tranquilidade para começar um novo trabalho em 2011 no Inter.
Menos quem?
O técnico que montou a equipe contra o Mazembe.
Qualquer derrota terá o peso dobrado no Beira-Rio.
A renovação é injusta até com o próprio Roth.
Não terá paz para trabalhar.
Ele está na alça de mira de quem acompanha e admira o Internacional.
Seu trabalho terá de ser muitas vezes melhor do que os concorrentes para ser aceito.
Será um desgaste enorme, desnecessário, para os dois lados.
A nova direção do Inter errou feio.
E Celso Roth também.
A troca seria salutar para os dois lados.
Não adianta trabalhar querendo a revanche com o Mazembe.
O jogo já foi, a decepção não passará.
A vida não tem ensaio.
A partida não voltará mais.
O Internacional começará 2011 cobrado, pressionado tenso porque quer...
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