Publicado em 03/12/2010 às 09h38
Temendo a perda do Brasileiro para o Fluminense, Adriano é cortina de fumaça para Tite. E para os dois pontos que jogou fora na Bahia, que podem custar o jejum no centenário…

Não há a mínima confiança da direção do Corinthians no Guarani.
Mesmo com a disposição de enviar uma mala branca recheada: R$ 500 mil.
E ainda a promessa de alguns jogadores emprestados para 2011.
Andrés Sanchez sabe o quanto o time é fraco.
Assim como o trabalho de Vagner Mancini.
Se o título do Brasileiro for mesmo perdido, é preciso blindar a equipe.
E principalmente Tite.
Se o Fluminense for campeão com um ponto de vantagem, a direção do Corinthians não quer que o trabalho do novo treinador seja questionado.
E que as pessoas raciocinem como Carlos Alberto Parreira.
Ele foi claro.
"A rodada que definiu o Campeonato Brasileiro foi quando o Corinthians jogou com o Vitória.
E o Fluminense com o São Paulo.
O Corinthians não poderia ter empatado com o time baiano.
Foi neste jogo que deu a vantagem ao Fluminense."
Pois bem, naquela partida em Salvador, Tite tratou de defender o empate com o time ameaçado de rebaixamento.
Mesmo sabendo que o Fluminense começava a golear o desinteressado time do rancoroso Juvenal Juvêncio.
Como evitar que a cobrança recaia sobre Tite?
O técnico que pode ter jogado o Brasileiro no ano do centenário pelo lixo?
Além do mais, será ele o comandante da Libertadores de 2011.
Se ele começar o ano desmoralizado será difícil segurar.
A melhor maneira para blindá-lo caiu do céu.
Adriano.
Se o Corinthians perder mesmo o Brasileiro, ter a perspectiva de ter o atacante da Roma ameniza a dor.
Faz o torcedor sonhar.
E esquecer o desperdício que pode ser o Brasileiro de 2010.
Lógico que Adilson Batista fez um péssimo trabalho no Parque São Jorge.
Mas Tite assumiu a equipe e ganhou de presente a primeira colocação do Brasileiro.
Só que a jogou fora empatando, por falta de coragem e ousadia, em Salvador.
De acordo com Ronaldo, Adriano quer voltar.
Está infeliz no futebol italiano, de novo.
O empresário Gilmar Rinaldi tenta convencer o impulsivo atacante a continuar na Europa.
Pelo menos até o final do Campeonato Italiano.
Se ele conseguir, o jogador não chegará para a Libertadores.
Adriano está indeciso.
Sabe que se voltar ao Brasil, aos 28 anos, e duas desistências de times grandes da Itália, adeus carreira no exterior.
Ronaldo não quer nem saber e garante que está convencendo o jogador a atuar no Parque São Jorge.
Essa indefinição serve como excelente cortina de fumaça.
Todos se esquecem do tropeço na pior hora do técnico.
E como gosta de repetir Andrés: "Vamos que vamos".
Ao final da partida em Goiânia, se o Fluminense for campeão, se prepare.
O assunto será Adriano, Adriano e mais Adriano.
A contratação é difícil.
Mesmo se ele decidir voltar, tem contrato com o time italiano.
E não quer não R$ 450 mil mensais como foi divulgado.
Ele deseja R$ 800 mil.
Só com patrocinador forte para bancar esse salário.
Quem quer ter sua imagem ligada à de Adriano depois dos acontecimentos dos últimos dois anos?
Mas não importa.
Ninguém vai pensar.
Basta repetir o nome do jogador da Roma como um mantra.
Adriano, Adriano, Adriano...
O importante será hipnotizar impresa e torcida.
Para felicidade de Adenor Leonardo Bacchi, responsável pelo desperdício de dois pontos fundamentais para o fraco Vitória de Antônio Lopes.
Que podem custar o único título no ano do centenário...
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