Publicado em 24/11/2010 às 02h54
Hoje será a noite mais feliz do Palmeiras em 2010. Tem festa marcada para o Pacaembu…
37 mil palmeirenses no Pacaembu.
Adversário abatido.
Recém-rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro em 2011.
Clube com dívidas e destroçado politicamente.
Jogadores não sabem o que será do seu futuro.
Perderam em sua casa, no Serra Dourada por 1 a 0.
O Palmeiras tem tudo para viver a sua melhor noite até agora de 2010.
Garantir, depois do Paulista de 2008, a chegada a uma final de campeonato.
Basta empatar e decidir a Copa Sul-Americana.
Ficar a duas partidas da Libertadores de 2011.
O time abandonou faz tempo o Campeonato Brasileiro pensando nessa competição.
Scolari sabe que não tem elenco para esses dois torneios.
Já não caindo para a Série B no torneio nacional, está ótimo.
O bônus que caiu do céu foi a Sul-Americana com seu prêmio inesperado em 2010: a vaga para a Libertadores.
Por pura barbeiragem do departamento médico, o time não terá seu jogador mais talentoso: Valdivia.
Mas mesmo assim, há potencial suficiente para derrotar os goianos.
Artur Neto tentará surpreender apostando na euforia palmeirense.
Afinal, o time joga em casa, com adversário mais fraco.
Só que o treinador é Luiz Felipe Scolari.
Ele sabe que não possui equipe para comprar jogo franco com ninguém.
Não pode abrir seu meio de campo, sua zaga, nas laterais.
Sabe e não fala nem sob tortura das deficiências palmeirenses.
Falhas no elenco que o obrigam a sobrecarregar o time com volantes.
Depender de cobranças de falta do mágico Marcos Assunção.
Felipão é realista.
Sabe que o empate serve.
Não tem a menor disposição de tentar dar espetáculo para os palmeirenses que lotarão o Pacaembu.
Se o Palmeiras chegar à final da Sul-Americana será do jeito brigador, do coração, da garra.
Nunca da técnica.
Não pode mostrar o que não possui.
Mas neste campeonato nonsense que premia os times que fracassaram nos seus países, não ganharam os torneios nacionais, nesta Libertadores B, é mais do que suficiente o que o Palmeiras tem para mostrar.
Correria, marcação forte e a bola parada de Marcos Assunção devem ser mais do que suficiente para eliminar o Goiás.
E chegar, depois de dez anos, à decisão de um torneio internacional.
Quem é palmeirense e também quem não é não pôde esquecer até hoje a final da Mercosul de 2000.
Uma final inédita no mundo.
Quando a equipe da casa abriu 3 a 0, tomou champanhe no intervalo, e perdeu a decisão por 4 a 3.
Foi o que o Palmeiras de Marco Aurélio fez diante do Vasco de Romário.
Mas não é bom lembrar o passado tenebroso.
Vale hoje é comemorar.
O Palmeiras tem tudo para ter a sua noite mais feliz de 2010.
O que vale é lotar o Pacaembu, comemorar.
O Goiás chega a São Paulo de cabeça baixa, morto psicologicamente.
Diante dele, o limitado Palmeiras pode ser comparado à Academia do início dos anos 70...
Hoje é para fazer festa.
E depois rezar contra LDU ou Independiente...
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