Publicado em 13/11/2010 às 15h15
Diego, sinônimo de falta de personalidade e prejuízo a clubes europeus…
Em 2002, o Santos atropelou de maneira absoluta o ótimo Corinthians montado por Parreira.
E ganhou o Campeonato Brasileiro.
Muito além das 16 pedaladas de Robinho, quem acompanhou aquela final tinha uma certeza: se Diego não estivesse machucado e deixado o campo cedo, seria muito mais fácil a conquista santista.
Em uma analogia tosca, Diego e Robinho em 2002 estavam para Neymar e Ganso em 2010.
Muita gente apostava todas as fichas no meia.
Ele iria muito mais longe do que o habilidoso atacante.
Seria um jogador completo.
Muito melhor preparado para as exigências européias.
Mas bastou pisar fora da Vila Belmiro, que vieram, ao mesmo tempo, dinheiro e decepção.
Foi assim logo de primeira, quando o Porto aceitou pagar 7 milhões de euros, cerca de R$ 16,5 milhões, no jovem meia.
Bastaram duas temporadas e a desagradável sensação da desilusão.
Ele não se firmou sequer como titular.
Mostrou em Portugal a característica que é seu principal defeito como jogador: falta de personalidade.
Ao longo dos anos, Diego vem sempre se omitindo nos momentos decisivos.
A direção do Porto não se perturbou em perder um milhão de euros na hora de revendê-lo.
Foi ao Werder Bremen por 6 milhões de euros, cerca de R$ 14 milhões.
Os portugueses ficaram felizes da vida em se livrarem dele.
Seu fraco rendimento era fraco de avaliar.
Ele não era o meia artilheiro e tão habilidoso como os dirigentes esperavam.
Em dois anos de Porto, foi titular apenas 22 vezes e marcou só oito gols.
No Werder, Diego viveu seu melhor momento na Europa.
Em um bom time e com total apoio dos dirigentes, se transformou em jogador de referência.
Era responsável por ditar o ritmo da equipe em campo.
Mas tinha bons jogadores para dividir a cobrança da diretoria, da torcida e da imprensa.
Acabou até marcando 38 gols em 84 partidas.
Sua moral era enorme.
Várias equipes grandes européias quiseram contratá-lo.
A Juventus da Itália resolveu pagar mais.
Nada menos do que 24,5 milhões de euros.
Quantia assustadora: R$ 57,5 milhões.
Na Itália, a sua participação foi um fracasso.
Não mostrou nem sombra do futebol objetivo do Werder Bremen.
Intimidado, tenso, inseguro, Diego não suportou a pressão.
Ele foi comprado para ser o maestro da equipe.
Sucumbiu.
Logo caiu para a reserva e lá ficou.
Suportou apenas uma temporada.
E marcou míseros cinco gols.
Um, dois, três, quatro, cinco...
Lógico que a Juventus iria repassá-lo.
Duro foi encontrar interessados.
A saída foi o futebol alemão.
E a direção do Wolfsburg, impressionada com a passagem dele no Werber Bremen, aceitou pagar 15 milhões de euros.
Para a nossa moeda: R$ 35 milhões.
Ou seja: a Juventus teve um prejuízo de nove milhões e meios de euros e, tudo bem.
R$ 22 milhões que o clube italiano jogou no ralo.
Tudo os dirigentes não desejavam era seguir pagando um salário milionário ao decepcionante brasileiro.
Para variar, Diego embolsou mais uma vez uma porcentagem da venda e luvas.
Está mais do que milionário, aos 25 anos.
Só que suas fracas atuações o fizeram ser esquecido pela Seleção Brasileira.
Perdeu moral, deixou de ser visto como um meia talentoso, completo, como quando surgiu no Santos.
Se tornou um jogador comum, esforçado e com alguns lampejos de talento.
E se transformou em um atleta triste.
Aquela empolgação, os sorrisos constantes ao lado do seu 'irmão' Robinho ficaram no passado.
Diego é apenas mais um jogador brasileiro rico que decepcionou dirigentes e levou prejuízo ao Porto e à Juventus.
Embora apenas jovem, seu nome é 'queimado' entre os empresários europeus.
A imagem que conseguiu firmar no Exterior é péssima.
A de atleta sem coragem de se impor no grupo.
Alguém que não nasceu para ser protagonista, apenas coadjuvante.
Uma pena.
Principalmente pelo jogador que parecia que iria se transformar...
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