Diego, sinônimo de falta de personalidade e prejuízo a clubes europeus…

divulgação832 Diego, sinônimo de falta de personalidade e prejuízo a clubes europeus...

Em 2002, o Santos atropelou de maneira absoluta o ótimo Corinthians montado por Parreira.

E ganhou o Campeonato Brasileiro.

Muito além das 16 pedaladas de Robinho, quem acompanhou aquela final tinha uma certeza: se Diego não estivesse machucado e deixado o campo cedo, seria muito mais fácil a conquista santista.

Em uma analogia tosca, Diego e Robinho em 2002 estavam para Neymar e Ganso em 2010.

Muita gente apostava todas as fichas no meia.

Ele iria muito mais longe do que o habilidoso atacante.

Seria um jogador completo.

Muito melhor preparado para as exigências européias.

Mas bastou pisar fora da Vila Belmiro, que vieram, ao mesmo tempo, dinheiro e decepção.

Foi assim logo de primeira, quando o Porto aceitou pagar 7 milhões de euros, cerca de R$ 16,5 milhões, no jovem meia.

Bastaram duas temporadas e a desagradável sensação da desilusão.

Ele não se firmou sequer como titular.

Mostrou em Portugal a característica que é seu principal defeito como jogador: falta de personalidade.

Ao longo dos anos, Diego vem sempre se omitindo nos momentos decisivos.

A direção do Porto não se perturbou em perder um milhão de euros na hora de revendê-lo.

Foi ao Werder Bremen por 6 milhões de euros, cerca de R$ 14 milhões.

Os portugueses ficaram felizes da vida em se livrarem dele.

Seu fraco rendimento era fraco de avaliar.

Ele não era o meia artilheiro e tão habilidoso como os dirigentes esperavam.

Em dois anos de Porto, foi titular apenas 22 vezes e marcou só oito gols.

No Werder, Diego viveu seu melhor momento na Europa.

Em um bom time e com total apoio dos dirigentes, se transformou em jogador de referência.

Era responsável por ditar o ritmo da equipe em campo.

Mas tinha bons jogadores para dividir a cobrança da diretoria, da torcida e da imprensa.

Acabou até marcando 38 gols em 84 partidas.

Sua moral era enorme.

Várias equipes grandes européias quiseram contratá-lo.

A Juventus da Itália resolveu pagar mais.

Nada menos do que 24,5 milhões de euros.

Quantia assustadora: R$ 57,5 milhões.

Na Itália, a sua participação foi um fracasso.

Não mostrou nem sombra do futebol objetivo do Werder Bremen.

Intimidado, tenso, inseguro, Diego não suportou a pressão.

Ele foi comprado para ser o maestro da equipe.

Sucumbiu.

Logo caiu para a reserva e lá ficou.

Suportou apenas uma temporada.

E marcou míseros cinco gols.

Um, dois, três, quatro, cinco...

Lógico que a Juventus iria repassá-lo.

Duro foi encontrar interessados.

A saída foi o futebol alemão.

E a direção do Wolfsburg, impressionada com a passagem dele no Werber Bremen, aceitou pagar 15 milhões de euros.

Para a nossa moeda: R$ 35 milhões.

Ou seja: a Juventus teve um prejuízo de nove milhões e meios de euros e, tudo bem.

R$ 22 milhões que o clube italiano jogou no ralo.

Tudo os dirigentes não desejavam era seguir pagando um salário milionário ao decepcionante brasileiro.

Para variar, Diego embolsou mais uma vez uma porcentagem da venda e luvas.

Está mais do que milionário, aos 25 anos.

Só que suas fracas atuações o fizeram ser esquecido pela Seleção Brasileira.

Perdeu moral, deixou de ser visto como um meia talentoso, completo, como quando surgiu no Santos.

Se tornou um jogador comum, esforçado e com alguns lampejos de talento.

E se transformou em um atleta triste.

Aquela empolgação, os sorrisos constantes ao lado do seu 'irmão' Robinho ficaram no passado.

Diego é apenas mais um jogador brasileiro rico que decepcionou dirigentes e levou prejuízo ao Porto e à Juventus.

Embora apenas jovem, seu nome é 'queimado' entre os empresários europeus.

A imagem que conseguiu firmar no Exterior é péssima.

A de atleta sem coragem de se impor no grupo.

Alguém que não nasceu para ser protagonista, apenas coadjuvante.

Uma pena.

Principalmente pelo jogador que parecia que iria se transformar...

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