Publicado em 11/11/2010 às 00h04
Com Luiz Felipe Scolari é sempre assim, no sufoco. E o que acontece com Valdivia? Não se brinca com R$ 14 milhões…

Com Luiz Felipe Scolari é assim mesmo.
A única competição na sua carreira que ganhou sem sofrimento foi a Copa do Mundo.
Gremistas e palmeirenses lembram bem das Libertadores que venceram com ele.
Suspense e tensão a cada jogo.
Foi o que acabou de acontecer no Pacaembu.
Os reservas do Atlético Mineiro provocaram um sufoco no Palmeiras.
Mas perderam por 2 a 0 e foram eliminados da Copa Sul-Americana.
Será o time de Scolari que seguirá na competição, está na semifinal.
Apenas a quatro partidas da Libertadores de 2011.
Dorival Júnior fez questão de levar para São Paulo 22 jogadores.
Estava disposto a colocar seus titulares.
Só que percebeu que os atletas estão no seu limite físico.
Perto da saturação, de contusões.
Resolveu tentar a sorte com os reservas.
E poupar a equipe para o Campeonato Brasileiro, onde a herança de Luxemburgo é maldita.
O time está à beira do rebaixamento.
Aliás, vai encontrar o responsável pelo projeto mais frustrante do país no fim de semana.
O Atlético Mineiro estava muito mais preocupado com a partida contra o Flamengo.
O Palmeiras, não.
A Sul-Americana é a saída para salvar o ano.
Luiz Felipe colocou o que tinha de melhor.
E até quem não deveria por.
Sim, ele mesmo: Valdivia.
Novamente, o chileno sentiu a misteriosa contusão na coxa esquerda.
E logo aos nove minutos do primeiro tempo.
Depois de dar um passe excelente para Tinga desperdiçar o gol, colocou a mão na coxa apontando que a contusão não estava curada.
Transtorno no banco de reservas.
Valdivia ainda ficou se arrastando por sete minutos, esperando por um milagre.
Ele não veio.
O reflexo da bobagem de ter jogado 90 minutos contra o Universitário de Sucre.
Foram 34 minutos diante do Corinthians.
Depois, 16 minutos contra o Atlético Mineiro.
E a briga de Felipão com os "palhaços" jornalistas.
Pois bem, Valdivia sentiu de novo ontem e foi substituído.
Inacreditável o que estão fazendo com um jogador cuja transação custou R$ 14 milhões.
Entrou Lincoln.
O Palmeiras marcou forte a saída de bola do adversário.
Sem talento, mas com garra, força e competitividade.
E foi assim que achou o primeiro gol.
Marcos Assunção bateu escanteio, a bola desviou em Alê, do Atlético Mineiro, e a bola entrou.
Era o Palmeiras saindo em vantagem.
Na primeira partida, em Minas Gerais, havia ocorrido o empate de 1 a 1.
Mesmo contra reservas, a defesa do Palmeiras teve sorte em não sofrer o gol do empate.
Deola fez ótimas defesas, e os atacantes atleticanos perderam chances claras.
No segundo tempo, Dorival Júnior colocou Serginho e Tardelli.
E o pior: o Atlético Mineiro marcando o Palmeiras no seu campo.
Os mais de 35 mil torcedores passaram a respirar com medo.
Os palmeirenses viam assustados a pressão que o time sofria.
A equipe estava perto de sofrer o gol, quando houve um contragolpe.
E a bola caiu no pé do até então improdutivo Luan.
Ele teve tempo de ajeitar a bola, o corpo e bater cruzado: 2 a 0.
Festa verde no Pacaembu.
Outra vitória chorada na vida de Felipão.
Ele poupará seus jogadores no Brasileiro.
Contra o Atlético Goianiense, seus reservas voltarão a campo.
O que importa é preparar seus titulares para os dois jogos da semifinal da Sul-Americana, contra Avaí ou Goiás.
E resolver de vez o estranho problema chamado Valdivia.
É só citar o seu nome para manchar o sorriso aberto do palmeirense.
Alguém está sendo por demais incompetente.
E vai pagar por isso...
Luiz Felipe Scolari sabe o quanto precisa desse chileno...
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