Publicado em 07/11/2010 às 11h36
O confiante Corinthians contra o raivoso São Paulo. O peso de um tabu no Morumbi…
Saber que um adversário é freguês?
Ou seja: não importe o time que consiga montar, ao longo dos anos sempre perde.
Essa é a situação de logo mais no Morumbi.
O Corinthians irá enfrentar o São Paulo, adversário que não consegue derrotá-lo desde fevereiro de 2007.
São dez jogos entre os dois, com seis vitórias corintianas e quatro empates.
"Quando ia enfrentar o Corinthians sabia que o bicho era garantido.
Até gastava antes", revelou Pelé.
Ele se refere ao longo período de 11 anos que o time da Vila Belmiro levava a melhor sobre o do Parque São Jorge.
Na preparação do São Paulo para o clássico de hoje, a raiva do adversário foi um quesito importante.
Embora o time tenha sido trocado desde que começou esse tabu, o clima anticorintiano é nítido.
A direção acena até com uma premiação especial para esse jogo.
Há o lado moral do tabu e o prazer de tirar o time de Andres Sanches da briga pelo título.
Pequena compensação pelo Morumbi ter sido extirpado da Copa de 2014.
Carpegiani está empenhado como nunca neste clássico.
O Corinthians tem um peso negativo na sua carreira.
Em 1999 foi o culpado por sua demissão do São Paulo, na sua primeira passagem.
Foi eliminado pelo time do Parque São Jorge do Paulista e do Brasileiro.
Em 2007, ele assumiu o Corinthians.
Seu trabalho foi um fracasso.
Só conseguiu seis vitórias em 24 partidas.
Acabou traumatizado e queimado no mercado.
Ficou dois anos sem trabalhar como treinador, tamanha a decepção.
Ou seja: ele tem todos os motivos para fazer o seu time suar sangue para vencer.
A preparação foi especial.
Os jogadores do São Paulo estão se comportando na concentração como se fosse uma final.
Do outro lado, os jogadores corintianos estão mais confiantes.
Psicologicamente, o tabu pesa de maneira favorável ao time de Tite.
A certeza de vitória transparece em cada declaração dos jogadores.
Os sorrisos de Ronaldo e de Roberto Carlos em relação ao clássico não são por acaso.
O preocupado treinador tenta evitar essa euforia.
Mas o ambiente provocado sobre o tabu de 44 meses prevalece.
Não adianta: São Paulo é traduzido como certeza de vitória.
Pelo sim, pelo não, Andres Sanches vai fazer sua parte.
Como vê em Juvenal Juvêncio um crônico complexo de superioridade, o presidente corintiano também oferece bicho especial para seu time.
Ele quer acabar com as chances do rival chegar à Libertadores dentro da sua casa, o Morumbi.
O estádio que conseguiu, com auxílios importantes, trocar pela Arena Itaquera na abertura da Copa.
Esse será o confronto importantíssimo do Morumbi.
A raiva contra a confiança.
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