Namastê, Dentinho. Chaleira, provocação, gol. Você tirou o São Paulo da Libertadores de 2011…

divulgação332 Namastê, Dentinho. Chaleira, provocação, gol. Você tirou o São Paulo da Libertadores de 2011...

O budista Dentinho colocou fogo no clássico.

Deu toque de chaleira, provocou, encarou todo o banco de reservas do São Paulo.

Correu por ele e por seu 'pai gordo' Ronaldo.

É de longe o seu melhor companheiro.

Xingou e ainda fez o gol que matou o São Paulo no clássico do Morumbi.

O seu retorno foi fundamental para o Corinthians.

Trouxe talento, oportunismo, picardia ao time.

E na santa hora da arrancada final.

"Dei de chaleira mesmo, qual o problema?

Se eles querem chorar, que chorem.

Até porque têm motivo, perderam.

De novo."

Não havia nada da humildade budista nas palavras de Dentinho.

O que ele quis foi pisar no rival morto.

O atacante além de ter vencido a partida fez questão de destacar a 'freguesia' são-paulina.

Já são 11 partidas sem conseguir vencer o rival corintiano.

Paulo César Carpegiani tentou fazer o que pôde, mas o sistema defensivo de Tite se impôs.

Ralf esteve perfeito na proteção a William e Chicão.

Roberto Carlos foi um lateral defensivo, tratou de fechar o lado esquerdo.

Não houve o corredor sonhado por Lucas.

Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira se debateram diante da forte marcação.

Não houve espaço para tabelas, triangulação.

O São Paulo entrou para ganhar a partida.

Mas não encontrou espaço, brecha.

Não houve como.

Outra vez Jucilei e Elias mostraram que Mano Menezes sabe o que faz quando os convoca.

Foram grandes jogadores.

Dominaram o meio de campo.

E Dentinho foi o diferencial no jogo.

O São Paulo fez a sua última aposta na Libertadores.

Sabe que com a derrota beira o impossível.

E o Corinthians consegue engrenar a primeira marcha para o que parece ser uma arrancada sensacional.

Ganhou força, impulso, gana para enfrentar o inimigo direto, o Cruzeiro no sábado.

O budista Dentinho incendiou o time.

Diante da impotente torcida são-paulina, com 95% dos ingressos para o clássico.

A minoria corintiana gritou, comemorou, dominou o estádio do rival.

E o sonho da conquista do título brasileiro no ano do centenário nunca esteve tão real.

Tão próximo.

Graças a um budista que não tem nada de humilde.

Namastê, Dentinho...

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