Publicado em 07/11/2010 às 19h36
Namastê, Dentinho. Chaleira, provocação, gol. Você tirou o São Paulo da Libertadores de 2011…
O budista Dentinho colocou fogo no clássico.
Deu toque de chaleira, provocou, encarou todo o banco de reservas do São Paulo.
Correu por ele e por seu 'pai gordo' Ronaldo.
É de longe o seu melhor companheiro.
Xingou e ainda fez o gol que matou o São Paulo no clássico do Morumbi.
O seu retorno foi fundamental para o Corinthians.
Trouxe talento, oportunismo, picardia ao time.
E na santa hora da arrancada final.
"Dei de chaleira mesmo, qual o problema?
Se eles querem chorar, que chorem.
Até porque têm motivo, perderam.
De novo."
Não havia nada da humildade budista nas palavras de Dentinho.
O que ele quis foi pisar no rival morto.
O atacante além de ter vencido a partida fez questão de destacar a 'freguesia' são-paulina.
Já são 11 partidas sem conseguir vencer o rival corintiano.
Paulo César Carpegiani tentou fazer o que pôde, mas o sistema defensivo de Tite se impôs.
Ralf esteve perfeito na proteção a William e Chicão.
Roberto Carlos foi um lateral defensivo, tratou de fechar o lado esquerdo.
Não houve o corredor sonhado por Lucas.
Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira se debateram diante da forte marcação.
Não houve espaço para tabelas, triangulação.
O São Paulo entrou para ganhar a partida.
Mas não encontrou espaço, brecha.
Não houve como.
Outra vez Jucilei e Elias mostraram que Mano Menezes sabe o que faz quando os convoca.
Foram grandes jogadores.
Dominaram o meio de campo.
E Dentinho foi o diferencial no jogo.
O São Paulo fez a sua última aposta na Libertadores.
Sabe que com a derrota beira o impossível.
E o Corinthians consegue engrenar a primeira marcha para o que parece ser uma arrancada sensacional.
Ganhou força, impulso, gana para enfrentar o inimigo direto, o Cruzeiro no sábado.
O budista Dentinho incendiou o time.
Diante da impotente torcida são-paulina, com 95% dos ingressos para o clássico.
A minoria corintiana gritou, comemorou, dominou o estádio do rival.
E o sonho da conquista do título brasileiro no ano do centenário nunca esteve tão real.
Tão próximo.
Graças a um budista que não tem nada de humilde.
Namastê, Dentinho...
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