Publicado em 29/09/2010 às 09h28
Silas entregou sua própria cabeça. Abriu as portas a Luxemburgo no Flamengo…

Se Silas deseja sair do Flamengo, ele está no caminho certo.
Além de o time estar muito mal em campo, ele caiu na tentação.
Não conseguiu controlar os nervos.
As vaias e os palavrões dos torcedores...
A campanha pífia...
A perguntas inquisitivas dos repórteres...
Tudo o que Zico e Patricia Amorim querem é um treinador firme, porém controlado...
Depois de mais um fraquíssimo jogo do Flamengo e o empate contra o Goiás, Silas deu um tiro no pé.
Talvez não no pé, mas no peito.
Ele se esqueceu do desespero de Jean com o gol infantil que fez a favor do time goiano.
E que todo o elenco teve de se unir para lhe dar forças no vestiário.
Para se defender dos jornalistas e da t0rcida, o treinador entregou a cabeça de Jean na bandeija.
"Eu não marco gol contra", disse para explicar o empate.
Como se o pecado do Flamengo fosse o gol contra de Jean.
Tudo se resumisse ao toque estabanado para o próprio gol de Marcelo Lomba.
A declaração correu como um raio entre os jogadores.
Estão revoltados com essa postura do treinador.
Não vão xingá-lo, criticá-lo.
Mas não farão questão nenhuma de esconder o descontentamento.
Que grupo gosta de ver o chefe entregando um subalterno para se proteger?
Quem garante que amanhã, ele não dará a cabeça de outro jogador?
A situação já chegou a Zico e a Patrícia.
Como não bastasse essa declaração tola, Silas estava inspirado.
Disse que "fast food é no McDonald's".
Ou seja: seu trabalho é de um chefe de cozinha francês.
Demora horas para terminar de fazer um bom prato.
Só que no canibal futebol brasileiro, ele já teve tempo para melhorar pelo menos o tempero.
A campanha do Flamengo com ele não entusiasma nem os parentes do treinador.
São três derrotas, cinco empates e apenas uma única e solitária vitória.
O Flamengo está ameaçado de rebaixamento.
O time de Silas, o treinador que não marca gol contra, não consegue jogar bem.
Achou o empate ontem aos 45 minutos do segundo tempo, em gol a favor de Deivid.
Seria muito o técnico saber como está a concorrência.
Porque seu emprego está sendo cobiçado.
Por Vanderlei Luxemburgo, de campanhas decadentes.
O mesmo treinador que praticamente jogou o Atlético Mineiro na Segunda Divisão.
Isso não importa.
"Na Gávea seria diferente. E ele é amigo do Zico", diz um influente conselheiro do clube ao blog.
O que vale para grande setor da diretoria do clube é que "ele é Flamengo desde criança".
Silas não tem identificação com o clube.
E começou a acusar jogadores para se defender.
Abriu sem querer, uma porta para um novo 'chefe de cozinha'.
Não interessa se ele acabou de falir um restaurante.
O que importa no Flamengo é uma comida saudável, que garanta a sobrevivência...
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