Posts de 26 de setembro de 2010

Vagner Love. De garanhão da concentração aos 100 gols na gelada Rússia…

divulgação332 Vagner Love. De garanhão da concentração aos 100 gols na gelada Rússia...

Desde 2002, quando ele surgiu nos juniores do Palmeiras, ninguém mais foi revelado.

Pelo contrário, o clube talvez seja o pior no Brasil a dar atenção às suas categorias de base.

Olheiros péssimos.

Falta de preocupação.

De plano de carreira.

Torcida impaciente.

Dirigentes que preferem gastar o dinheiro do clube comprando do que formando jogadores.

Adivinhe qual é o único clube grande paulista a nunca ter vencido uma Copa São Paulo?

A principal competição de juniores do país é disputada desde 1969...

Sim, acertou.

Só o Palmeiras não conseguiu vencê-la.

As diretorias covardes demais para bancar os garotos no time principal não percebem.

Mas causam prejuízos.

Os meninos mais talentosos procuram outros clubes para começar suas carreiras, menos o Palmeiras.

Mesmo com todos esses defeitos, foi impossível impedir o surgimento de Vagner.

O atleta sexual que teve a coragem de levar uma mulher para a concentração.

Ela era muito mais velha que ele.

Acabou suspenso.

E a mulher, desesperada.

Atormentada com o fim do romance proibido na concentração palmeirense.

Justiça seja feita, o jornalista Flávio Prado lhe deu, por merecimento e ironia, o sobrenome Love.

E Vagner Love nasceu.

Além do sucesso na cama da concentração, ele mostrava talento e oportunismo.

Artilheiro destacado do time, ajudou o clube a subir da Série B.

Quando pensou que iria ser valorizado, ganhar um importante aumento, ouviu um não.

E foi parao CSKA Moscou.

Jurou aos amigos que, de lá, iria rapidamente para um clube melhor da Europa.

"Não fico nem um ano", jurou.

Está desde 2004.

Completou seis anos.

Já teve homéricas brigas com os dirigentes.

Eles já recusaram vendê-lo para a Juventus, o Monaco, o Sevilla.

E para o Corinthians da MSI.

Love reclama, xinga.

Mas, depois de um bom aumento, cede.

E sempre renova, e bem, seus contratos.

Conseguiu, usando o argumento da Copa do Mundo de 2010, voltar ao Brasil.

Retornou ao clube que não desejava.

Parecia que pressentia o que iria lhe acontecer.

Ele havia dito a amigos que nunca mais jogaria pelo Palmeiras.

O motivo: desprezo que recebeu dos dirigentes.

Seu sonho era atuar pelo seu clube do coração.

Deveria ter seguido seus instintos.

Voltou ao Palmeiras de Muricy Ramalho.

Mais preocupado com seus gols do que com o time, foi um fiasco.

E conseguiu minar o ambiente no Palestra Itália.

Diego Souza exigiu aumento de salário ao saber que Love ganhava mais do que ele.

O clima ficou insustentável.

E ainda piorou, quando foi agredido por três torcedores do Palmeiras.

Eles não se conformavam com a apatia do jogador em campo.

Torcedores organizados lhe juraram de morte se não deixasse o clube.

Love conseguiu.

Foi muito bem, mas o Flamengo não teve dinheiro para comprá-lo.

Os dirigentes do CSKA o receberam com todos os palavrões em russo que sabiam.

E ameaçaram prender os seus direitos federativos se voltasse para o Brasil, como havia dito.

A velha estratégia não funcionou desta vez.

Love resolveu cumprir o contrato e evitar o pior.

E hoje, contra o Tomsk, ele marcou no Campeonato Russo.

Foi o seu centésimo gol com a camisa do CSKA.

Cem gols.

Gols que o mundo não viu, não valorizou.

Mas foi marca importante e inesperada para todos.

Principalmente para ele.

Sem perceber, Love grudou no trampolim.

E mesmo tendo futebol para isso, não deu o grande salto na sua carreira.

Está rico.

Já tem 26 anos.

Segue sua vida.

No íntimo, sabe que poderia ter ido muito mais longe.

Só que, para um jogador que saiu das bases do Palmeiras, ele pode ter a certeza que é um fenômeno...

Ah, a mulher mais velha?

Ela ainda morre de saudade das suas visitas à concentração para encontrar o seu fogoso Vagninho...

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Felipão justificou seu salário de R$ 700 mil. Fez o Palmeiras ganhar e, criticando a Globo, ainda desviou a atenção dos atrasos de salários …

reuters54 Felipão justificou seu salário de R$ 700 mil. Fez o Palmeiras ganhar e, criticando a Globo, ainda desviou a atenção dos atrasos de salários ...

Luiz Felipe Scolari é um mestre.

Ele conseguiu que o limitado Palmeiras conseguisse a segunda vitória seguida no Brasileiro.

Jogando contra o desesperado Flamengo, o esquema do treinador foi letal.

Montou a equipe para explorar os contragolpes, principalmente pela direita.

Com ótimas informações sobre o rival, ele usou toda a fragilidade defensiva de Juan.

E foi por lá que o Palmeiras fez seus dois primeiros gols.

Silas não teve outra atitude a tomar a não ser substituir o jogador.

Kléber foi muito bem.

E Valdívia também parece haver despertado do estado de letargia.

Mais esses três pontos conquistados no Engenhão foram providênciais.

O assunto recuperação do time estará presente até a partida de quarta-feira, na Arena Barueri.

O mestre Felipão deu mais munição para a imprensa.

Escolheu um assunto de enorme importância.

Detonou o Engenhão, estádio onde Flamengo, Vasco e Fluminense estão condenados a jogar enquanto o Maracanã sofre sua reforma para a Copa de 2014.

Falou mal da organização do Mundial.

Da TV Globo, quem diria?, que transmite os jogos do Brasileiro para o mundo todo.

Assunto para ser debatido por horas.

Luiz Felipe Scolari justificou o seu salário de R$ 700 mil, livres de impostos.

Ganhou o jogo e atacou o Engenhão.

Por coincidência, ninguém se lembrará que o clube continua com dois meses de direito de imagem atrasados.

E um mês de salário.

Que o clube ainda não pagou o empréstimo de 1 milhão de euros a Lincoln.

Isso vale para quem ainda não entendeu o porquê de Felipão no Palmeiras...

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Dorival Júnior e a herança maldita de Luxemburgo…

gettyimages45 Dorival Júnior e a herança maldita de Luxemburgo...

Dorival Júnior recebeu uma herança maldita.

O demitido Vanderlei Luxemburgo e sua caríssima Comissão Técnica fez estragos profundos.

Bastou a rápida primeira avaliação do técnico e o susto.

Encontrou jogadores muito mal preparados fisicamente.

Sem esquema tático definido.

Sem confiança em si e no companheiro.

Um elenco sem amizade.

Com outras preocupações, o demitido Luxemburgo não percebeu que não tinha um grupo nas mãos.

O Atlético Mineiro era formado por vários jogadores sem a menor identificação.

Nem a farsa de trancafiá-los por 15 dias e dizer que a idéia foi deles funcionou.

Não há harmonia, companheirismo.

É mesmo cada um por si e, se der certo, pensam no time.

O elenco é viciado.

Luxemburgo escolheu jogadores acostumados a recebe muito e serem poucos cobrados.

E sem a ambição de serem os protagonistas nos seus times.

Pelo contrário.

Se contentavam em deixar outros brilharem.

Repassavam a maior dose de responsabilidade.

Sem apedo de verdade a clube algum.

Atletas de aluguel.

Foi o que Luxemburgo trouxe para Belo Horizonte.

E fez de conta que não viu.

A crônica falta de treinamentos pela manhã permitia excessos de todos os lados.

Ainda mais que o elenco é vivido, quem quis aproveitou bem as noites sem se expor.

E dormiu pela manhã.

Já que a esmagadora maioria dos treinamentos era pela tarde.

Dorival herdou tudo isso.

Sabe que terá de varrer mais de meio time para fora quando acabar o Brasileiro.

Antes, porém, não há outra saída.

Tentará aproveitar o que restou desses jogadores.

E desde ontem fez o que poderia: conversou muito e se assustou com o que viu nos teipes.

O Atlético Mineiro tentará sobreviver na Série A apelando para o coração,  no sopro dos gritos da torcida.

Alexandre Kalil já foi avisado da bobagem que fez preservando Luxemburgo muito mais do que deveria.

E deixou seu clube à beira do rebaixamento.

Dorival é uma tentativa desesperada de consertar os estragos que o próprio presidente fez.

O técnico que ganhou o Paulista e a Copa do Brasil com o Santos continua a pagar seus pecados.

Depois de enfrentar o ataque de estrelismo de Neymar, recebe o legado de Luxemburgo no Atlético.

E sem medo, já sentará no banco de reservas hoje, contra o Grêmio.

A equipe, pelas palavras do demitido treinador, deveria brigar pela Libertadores.

Por tempo demais Alexandre Kalil esteve iludido por essa promessa.

É a penúltima do Basileiro.

Penúltima.

O discurso de Dorival será de incentivo até o fim.

Mas ele sabe o quanto tudo está deteriorado.

Essa equipe não merece vestir a gloriosa camisa do Atlético Mineiro...

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Neymar: o tapinha de Mano Menezes veio na hora certa…

divulgação331 Neymar: o tapinha de Mano Menezes veio na hora certa...

Participar de três gols e ainda marcar o quarto.

Tomar pontapés, ser provocado e olhar para o outro lado.

Dar dribles maravilhosos, empolgantes.

Pensar no time.

Deixar fluir o talento que Deus lhe deu e ajudar a equipe.

É o Neymar que destroçou o Cruzeiro de Cuca que todos esperam.

E torcem para que não seja uma miragem.

A lei atual proíbe um tapinha nas crianças.

Mas foi graças ao tapinha de Mano Menezes que Neymar acordou para a vida.

Depois de ser o pivô da demissão de Dorival Júnior, ele ainda foi protegido pela diretoria santista.

Foi preciso Mano tomar a atitude firme de não convocá-lo para treinar com a seleção brasileira em outubro e o menino sentiu o baque.

Assim como também pesou seu empresário Wagner Ribeiro mostrando todo o dinheiro e prestígio que estava jogando fora.

Sem seus chiliques, Neymar poderá ser bem mais rico do que já é.

A atuação ontem na Arena Barueri foi primorosa.

Mesmo sabendo o quanto ele é mimado e se tornou prepotente, impossível deixar de aplaudir.

Reverenciar o jogador de enorme talento.

É um privilégio ter Neymar no Brasil.

Quem puder assistir, assista.

Não vai durar muito tempo.

Basta ser um jogador profissional de verdade que Neymar merece ser visto com alegria, orgulho.

Mesmo quem não é santista fica feliz ao ver tanto talento.

Basta ter orientação.

E, de vez em quando, um tapinha, para colocá-lo nos eixos...

http://www.youtube.com/watch?v=Mx8yZqmJhX4

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Alguém precisa dar um DVD do Soberano para Juvenal Juvêncio. Para voltar a ganhar títulos, o São Paulo precisa de um técnico de verdade…

divulgação213 Alguém precisa dar um DVD do Soberano para Juvenal Juvêncio. Para voltar a ganhar títulos, o São Paulo precisa de um técnico de verdade...

Ao sair da sala de cinema que exibe o Soberano é difícil não chorar.

Não pelas emocionantes seis conquistas de Brasileiros do clube.

Mas pelo Juvenal Juvêncio está oferecendo para a sua torcida.

O grande problema para quem assistiu ao filme é fácil identificar.

Não está no time.

Mas no banco de reservas.

Lobo no dia em que Juvenal fez um carnaval para efetivar Sérgio Baresi, o time passou por um vexame.

Estava com todos os holofotes voltados para ele.

E não teve estrutura para suportá-los.

Não está preparado.

Não tem vivência, maturidade.

A primeira atitude foi imperdoáve.

Resolveu colocar o novato e inseguro Samuel na defesa.

Na ala, pensando que era Garrincha, Casemiro.

Jean tinha a certeza de que havia virado Raí.

O resultado foi um enorme túnel do metrô pelo lado direito da defesa paulista.

O time de Jorginho está na zona do rebaixamento, mas tem seus recursos.

Quando o ex-auxiliar de Dunga percebeu o presente que recebeu de Baresi, mandou seu time forçar pela esquerda.

E foi o suficiente.

O Goiás fez três gols.

Rafael Moura, seu atacante mais agudo, fez dois gols.

Mas se tivesse um pouquinho de qualidade, teria marcado mais dois pelo menos.

O São Paulo se mostrou inseguro, vulnerável.

Por culpa de seu jovem treinador.

Foi vaiado no intervalo pelos 18 mil frustrados são-paulinos.

Chegou ao absurdo de, na volta do intervalo, deixar a equipe com três zagueiros, três no meio e campo e quatro jogadores no atacante.

Com enorme buraco entre os setores, os goianos poderiam ter conseguido uma goleada histórica.

Mas não acreditou em um presente tão grande, afinal, Natal não é em setembro.

E o time recuou para assegurar os três inesperados pontos no Morumbi.

O São Paulo tentou, a base do coração, e não da estratégia, ao menos marcar o seu gol.

Nem isso conseguiu.

A derrota expôs o óbvio.

Talvez um dvd para Juvenal Juvêncio não faria mal.

Assim ele repararia que nas conquistas dos seis Brasileiros, o São Paulo tinha em comum: um treinador respeitado.

Rubens Minelli, no Brasileiro de 1977.

Pepe no de 1986.

Telê Santana no de 1991.

E Muricy Ramalho nos de 2006, 2007 e 2008.

Sérgio Baresi tem muito boa vontade e parece ser um treinador promissor.

Mas está longe de ser o técnico que o São Paulo precisa.

É imaturo, inexperiente.

Por isso, esses altos e baixos.

Juvenal Juvêncio quis ficar bem politicamente com a direção do Santos e não contratou Dorival Júnior.

O deixou ir para o Atlético Mineiro.

Efetivou Baresi até o final do Brasileiro.

A partir daí, vai buscar um outro treinador, alguém mais vivido.

Paulo Autuori e Abel Braga são os mais comentados.

Enquanto isso, o presidente repetirá sua inexplicável estratégia.

A mesma que utilizou com Ricardo Gomes.

Só o deixou ir embora depois que eliminou o São Paulo da Libertadores.

Com Baresi, o clube tem tudo para não atingir pela oitava vez consecutiva a competição que mais ama.

Após jogar fora a chance de disputar a Libertadores de 2011, Juvenal vai mudar.

Algo está muito errado.

Alguém precisa dar um DVD do Soberano para o presidente são-paulino.

Títulos, conquistas inesquecíveis, o São Paulo só teve quando teve um treinador de qualidade.

Baresi ainda é um novato, um aprendiz.

Que pode ter a sua carreira queimada com essa efetivação precipitada.

Juvenal, você já perdeu a abertura da Copa de 2014...

Já jogou fora a Libertadores e a chance de ganhar um novo Mundial mantendo Ricardo Gomes.

Agora vai desperdiçar a chance de disputar a oitava Libertadores seguida...

Alguém precisa acordar o atual presidente do São Paulo.

Ele se deixou levar.

Andres Sanches tem o que comemorar.

Tirou Dorival Júnior do Morumbi ao deixar no ar que ele já havia acertado com o São Paulo.

Antes de brigar com Neymar.

Suas palavras travaram a direção tricolor.

Dorival foi para o Atlético Mineiro.

E o inexperiente Baresi continua comandando o tricampeão mundial...

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