Posts de 14 de setembro de 2010

Entenda porque nem o Ipatinga, lanterna da Série B, se empolga com Andrade. O atual técnico campeão do Brasil com o Flamengo…

AgenciaEstado23 Entenda porque nem o Ipatinga, lanterna da Série B, se empolga com Andrade. O atual técnico campeão do Brasil com o Flamengo...

A diretoria do Ipatinga está estudando se compensa contratar Andrade.

O último colocado da Série B do Brasileiro analisa se fecha com o treinador campeão da Série A de 2009.

O que fez que os clubes esquecessem o treinador?

Por que todos desconfiam de seu trabalho?

Andrade andou indo para programas de televisão.

Chorou, se disse discriminado.

Há tempos ele insiste no velado preconceito racial no Brasil para contratação de um técnico.

Um negro não serviria.

Pode até haver mesmo.

Mas o preconceito em relação a Andrade é outro.

Ele ficou desacreditado por tudo que Adriano, Love e Pet aprontaram no Flamengo.

A confusão era imensa.

Adriano ia aos treinos que bem entendia.

Love foi a um baile funk onde estavam traficantes armados.

Pet se revoltou por ter sido substituído em pleno Fla Flu.

Ninguém foi punido de verdade.

Andrade em vez de ser taxado como campeão brasileiro, a tatuagem que marca a sua pele é a de treinador sem pulso.

Do tipo que deixa os jogadores à vontade.

Sem medo de punição.

O detalhe mais dolorido é que o presidente do Ipatinga, Itair Machado, só pensou em fechar com Andrade graças a um pedido de Ney Franco.

Andrade foi seu auxiliar no Flamengo.

Ney Franco ficou sensibilizado ao vê-lo chorar na televisão.

O técnico que espera a resposta do Ipatinga na sexta-feira, se paga o que ele pediu, foi demitido no dia 23 de abril.

Desde então espera por duas coisas.

Primeiro: um emprego.

Segundo: que o Flamengo lhe pague o salário de abril.

E a metade do prêmio de campeão brasileiro.

Prêmio que o clube ofereceu por oferecer, de acordo com Andrade.

"Ninguém no Flamengo acreditava que ganharíamos."

Triste, muito triste...

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Fluminense lamenta a ausência de Ronaldo no Corinthians. Jogo ficou mais difícil…

AgenciaEstado.75 Fluminense lamenta a ausência de Ronaldo no Corinthians. Jogo ficou mais difícil...

Ronaldo não enfrenta o Fluminense.

Mais uma vez ele ficará de fora de uma partida importante para o Corinthians.

As dores na panturilha direita não permitiram.

Qual treinador deveria estar preocupado?

Jogadores de qual equipe deveriam estar chutando pedras na concentração, se lamentando?

Não é tão óbvio quanto parece.

Ter contra a sua pesada defesa Jorge Henrique e Iarley não é uma boa perspectiva para Muricy.

Ele contava com Ronaldo estático na frente, com os outros jogadores correndo por ele.

Seria apenas um atacante fixo entre Gum, André Luiz e Leandro Euzébio.

Com a ausência garantida de Ronaldo, Muricy vai rever até a distribuição dos seus volantes.

Valencia e Fernando Bob ficarão mais à frente dos zagueiros.

Com Ronaldo, um deles, dependendo do lado que acontecesse a jogada, teria liberdade para atacar.

Ou seja, a ausência do jogador que ganhou o prêmio de três vezes o melhor do mundo foi pior para o Fluminense.

Até mesmo os alas Mariano e Júlio César perderam o passaporte para apoiar o tempo todo.

Mesmo com o time carioca atuando com seis no meio e apenas Washington na frente.

Muricy Ramalho tem certeza que Adilson Batista jogará no contragolpe.

E torcia para ver Ronaldo com a camisa preta e branca.

Tinha mais certeza da vitória...

Sinal dos tempos...

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Elenco do Vitória deu uma aula. Mostrou como se escolhe o técnico com quem quer trabalhar…

gettyimages21 1024x849 Elenco do Vitória deu uma aula. Mostrou como se escolhe o técnico com quem quer trabalhar...

Uma das vitórias mais explícitas de um elenco contra uma diretoria.

Assim se pode definir o que aconteceu no Vitória.

O interino Ricardo Silva conseguiu levar a equipe até o tetracampeonato baiano.

Foi vice da Copa do Brasil.

Mesmo assim, nunca havia sido valorizado pela diretoria.

Seu jeito calmo, educado, sempre aberto ao diálogo cativou os jogadores.

Mas não os dirigentes.

Eles nunca se conformaram com sua postura democrática demais.

Quando a equipe titubeou no Brasileiro, se apressaram a contratar Toninho Cecílio.

E ele foi avisado pelo diretor de futebol e seu amigo particular, Carlito Arine que o grupo era acostumado a ser bem tratado demais.

Toninho Cecílio é muito exigente como treinador.

Fala duro.

Cobra, xinga, enfrenta jogador.

O elenco o rejeitou.

O clima se tornou insuportável para ele.

A má vontade era evidente demais.

Ele percebeu isso e tentou enfrentar.

A discussão que teve com o lateral Egídio foi a prova do seu estilo.

Colocou bem claro ao jogador: ou ele se adequava à filosofia de Toninho ou iria embora.

Um cinegrafista pegou toda a cena.

Os jogadores ficaram de vez contra o treinador.

E até parte da diretoria, que não imaginava a firmeza do técnico paulista.

Depois do empate diante do Palmeiras, resultado considerado 'péssimo' para os dirigentes, Toninho foi mandado embora.

Arine ficou tão revoltado com a situação que pediu demissão.

Em rápida entrevista à rádio Jovem Pan, no sábado, ele expôs um pouco da realidade do Vitória.

"Eu não sou treinador de sair pela noite para buscar jogador.

O Vitória quer um técnico 'paizão', que fica passando a mão na cabeça de atleta.

Eu não sou assim.

Sou profissional."

O elenco do time baiano comemorou muito a saída de Toninho e de Arine.

A festa ficou até maior quando Toninho Cerezo recusou o convite para assumir a equipe.

E Ricardo Silva foi efetivado como treinador.

Os jogadores sabem que venceram.

Está no comando do Vitória quem eles querem, não os dirigentes.

Por coincidência, lógico, o time voltou a jogar muito bem...

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Diretoria precisou ir ao cinema para lembrar a grandeza do São Paulo…

divulgação984 Diretoria precisou ir ao cinema para lembrar a grandeza do São Paulo...

Quando um cineasta começa a filmar, ele não pode imaginar como estará o mundo quando concluir sua obra.

Ainda mais quando é sobre uma equipe de futebol.

O velho enredo de filmar conquistas passadas tem sempre um efeito maior quando há títulos novos.

Por isso há um gosto estranho no lançamento de 'O Soberano'.

Título pretensioso, arrogante.

Ainda mais para o momento vivido pelo São Paulo.

O clube ganhou sim seis títulos brasileiros.

Mas desde 2008 não vence mais nada.

Lançar o filme neste vazio de conquistas, de alegrias traz a sensação de vazio.

De 'éramos felizes e não sabíamos'.

A direção do São Paulo, principalmente Juvenal Juvêncio, se perdeu.

A Copa de 2014 foi uma sereia que bloqueou o raciocínio, a fórmula vencedora do clube.

Tudo ficou estagnado para que o Morumbi, remodelado como nova arena, abrisse o Mundial.

Por isso, o time ficou abandonado à própria sorte.

Os torcedores estranharam o "soberano" se acostumando com derrotas e mais derrotas no campo.

Nunca o São Paulo comprou tanto e tão mal como em 2010.

Jogadores sem o tradicional perfil do clube.

Tanto que chegaram e mal sentiram a camisa e já foram embora.

Outros perambulam pelo CCT sem saber o que fazer, só esperando o dia do pagamento.

Também não deu certo a arte de colecionar inimigos poderosos.

Por mais que as brigas sejam justas.

Ter as rancorosas Federação Paulista de Futebol e CBF como adversárias trouxeram conseqüências danosas.

Juvenal, ele mais do que ninguém, sabe porque seu clube ficou sem a abertura da Copa.

Foi o risco que ele correu por conta própria.

Gilberto Kassab não pôde proteger o São Paulo como Juvenal sonhou.

Nem a opinião pública.

Um estádio sairá do zero para ser a sede paulista, apesar dele não acreditar.

O tempo foi perdido.

Dois anos foram investidos.

A hora é de encarar a realidade.

Talvez seja esse o maior mérito de 'O Soberano'.

O São Paulo precisa lembrar que ainda é um clube muito poderoso.

Com infraestrutura invejável.

Esquecer a soberba e se planejar de verdade para 2011.

Não ter um treinador interino, inexperiente.

Montar elenco forte que se imponha diante dos muitos adversários que cultivou.

Passou a hora de reagir.

Bater palmas para o adversário que o vence...

Admitir a inferioridade...

Como fizeram os jogadores e o treinador após a derrota para o Botafogo...

O São Paulo sempre foi mais do que isso.

Ou o seu torcedor terá de ir a uma sala de cinema quando quiser se orgulhar de ser são-paulino?

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O Palmeiras já se prepara para a volta de Alex da Turquia. A filosofia de Belluzzo: um eterno retorno ao passado…

divulgação83 724x1024 O Palmeiras já se prepara para a volta de Alex da Turquia. A filosofia de Belluzzo: um eterno retorno ao passado...

Valdívia recebeu uma placa pelas 100 partidas pelo Palmeiras.

O que deveria ser motivo de alegria.

Um chileno completar uma centena de jogos por um clube grande do futebol brasileiro.

Só que não foi.

Ele se recusou a dar entrevistas.

Não está nada feliz por ser reserva do time por não ter preparo físico.

E não quis comentar isso.

Kléber lutou, pediu, sugeriu, implorou para sair do Cruzeiro e voltar para o Palmeiras.

Mas encontrou um time limitado, decepcionante.

Espera por 90 minutos a bola sobrar para ele chutar para o gol.

Seus companheiros de ataque estão muito abaixo do seu nível.

Enquanto isso, o Cruzeiro está atropelando a todos no Brasileiro e ameaça os líderes.

Felipão já percebeu que só o seu enorme carisma e currículo não farão o time ganhar.

Pelo contrário.

Para quem já viveu tantas alegrias na época da Parmalat e da Seleção Brasileira em 2002, o técnico está pagando seus pecados no atual Palmeiras.

Ganha bem demais para isso, mas seu retono não está sendo nada do que imaginava.

Tanta nostalgia frustrada está vindo à tona porque o Palmeiras quer resgatar mais um.

Aos 32 anos, Alex quer voltar da Turquia.

E  o clube já começa a criar uma fórmula para ter o meia em 2011.

Buscar recursos.

O meia está disposto a voltar ao Palestra Itália e perdoar de vez Felipão, que não o levou para a Copa.

Mas é outro que precisa se preparar.

O Palmeiras que vai encontrar é muito diferente do que deixou.

Mas ele se mostra disposto a correr o risco.

Esta filosofia de Belluzzo chega a ser simbólica.

O Palmeiras tem saudade do Palmeiras.

Dos tempos em que o clube era campeão da Libertadores.

Que era temido pelos adversários.

E busca os antigos ídolos.

Só para lembrar que nenhum dos personagens que voltou ao Palestra Itália está feliz, leve, satisfeito.

E nem os torcedores estão encantados com o que fazem pelo futebol do Palmeiras.

Há muito mais melancolia do que alegria nesses retornos.

O Palmeiras precisa ter coragem e competência de olhar para a frente...

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