08 set
22:42
Conca teve toda a liberdade para deixar o Fluminense mais líder. Incrível…
Mário Sérgio.
Em seis partidas comandando o Ceará, ele fez de tudo.
Afastou jogadores.
Montou o time no 3-5-2, 4-4-2, 4-3-2-1.
E levou a equipe hoje para o Engenhão e não fez o básico.
Deixou o argentino Conca livre.
E o líder Fluminense fez o que quis.
O franzino meia imprimiu o ritmo que quis.
Driblou, tabelou.
Caiu para a esquerda, para a direita.
Deu dois gols para Washington marcar.
E outros dois para ele desperdiçar.
Qualquer garoto que acompanhe um pouco de futebol sabe que Conca é a grande arma ofensiva do Fluminense.
No domingo, o modesto Guarani de Vagner Mancini, ganhou a partia travando o argentino.
Mas os cearenses, não.
Tentaram marcar por setor e deram espaço.
Muricy Ramalho deveria ter abraçado Mário Sérgio depois da partida, não antes.
A abrupta queda do Ceará tem explicações.
De líder do Brasileiro a 11º.
No Engenhão ficou claro que perdeu o rumo.
Depois de PC Gusmão abandonar o barco e ir para o Vasco...
Da fraca passagem de Estevam Soares...
E a chegada de Mário Sérgio.
Ele foi um jogador brilhante, inteligentíssimo.
Porém costuma cair em um eterno erro: exigir que seus jogadores entendam tão bem taticamente as partidas como ele fazia.
E que façam várias funções no mesmo jogo.
Toda a vez que assume um time, Mário Sérgio tenta montar a sua pequena Holanda de 1974.
E é capaz de se enrolar com o óbvio como aconteceu hoje.
Conca e Deco puderam destroçar o Ceará.
O placar de 3 a 1 foi até muito modesto.
O líder do Brasileiro jogou um futebol alegre, ofensivo, criativo.
A torcida voltou a se animar.
Muricy tem seus méritos por colocar a equipe de maneira corajosa.
Marcou a saída de bola dos cearenses.
E quando a tomou, ela ia parar nos talentosos pés de Conca.
A empolgação é justa.
Mas Mário Sérgio tem uma enorme parcela de culpa na festa tricolor desta quarta-feira 8 de setembro...
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