Publicado em 07/09/2010 às 17h32
Uma derrota para a Argentina que valeu a pena aplaudir…
Ver o Brasil perder de uma Seleção Argentina e ainda sorrir?
Acompanhar os brasileiros sendo eliminados de um mundial e ainda aplaudir de felicidade?
Isso acaba de acontecer comigo e com quem assistiu a eletrizante partida entre Brasil e Argentina.
Em Istambul, pelo Mundial de Basquete.
Os brasileiros caíram nas oitavas-de-final.
A derrota custou caro.
Foi vendida com o time suando sangue.
Em pouco tempo de trabalho, o argentino, sim argentino!, Rubén Magnano transformou o nosso basquete.
Conseguiu a união entre os milionários da NBA com os lutadores atletas que atuam no País.
Passou a importãncia do jogo coletivo, da defesa mais forte.
O tempo da Seleção se matar para um virtuose como Oscar desfilar seu talento nos arremessos acabou.
Como também, ainda bem, passou o tempo da instabilidade emocional.
Da marcação frouxa.
O Brasil é capaz de enfrentar de igual para igual qualquer seleção do mundo.
Ainda está meio degrau abaixo dos hermanos campeões olímpicos e vice mundiais.
Assim como do renovado Estados Unidos.
Mas o caminho está aberto, escancarado.
E com o detalhe que o Brasil perdeu o pivô Nene Hilário, cortado graças um estiramento no amistoso contra a França.
Justo hoje Luis Scola fez 37 pontos, na sua melhor atuação no Mundial...
Leandrinho forçou arremessos de três pontos e deixou a bola escorregar de sua mão em momentos fundamentais...
O técnico argentino Sérgio Hernadez catimbou, pressionou os juízes e mesários como quis...
Mas nenhuma desculpa importa.
Vale o choro de Marcelinho Huertas, outra vez fantástico, com seus 32 pontos.
O choro foi de raiva.
Ele sabia que o Brasil poderia ter vencido, ter ido mais longe.
Isso já consola.
A Seleção Masculina de Basquete não consegue sequer ir para uma Olimpíada desde 1996.
É muito triste, para um país com tanto potencial, com tanta tradição no basquete.
Novos tempos chegaram, aleluia.
A derrota de hoje dói muito.
Mas finalmente há esperança.
O basquete brasileiro está nas mãos certas.
De um santo argentino chamado Rubén Magnano.
Que Londres em 2012 se prepare...
Verá um time brasileiro que dará orgulho nas suas quadras...
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