02 set
18:36
O raivoso silêncio de Juvenal Juvêncio sobre a Arena Itaquera substituir o Morumbi na Copa de 2014…
Juvenal Juvêncio não atende celular.
Não responde fax.
Nem e-mail.
Ele acredita que não é hora de abrir a boca sobre a maior derrota que sofreu como dirigente.
Apostou tudo o que tinha para garantir o Morumbi como a sede paulista da Copa de 2014.
Seu prestígio pessoal.
Pediu favores a políticos que não conhecia.
Implorou para o prefeito Gilberto Kassab.
Para o governador Alberto Goldman.
Ao presidente Lula.
Em vão.
Não pensou que a aliança entre Andres Sanches e Ricardo Teixeira seria tão poderosa a ponto de vetar o Morumbi.
Fazer nascer uma nova arena em Itaquera para 68 mil pessoas.
O seu apoio escancarado a Fábio Koff na disputa do Clube dos 13...
O sonho da criação de uma liga de clubes que esvaziaria a CBF...
Dar apenas 10% dos ingressos ao Corinthians em um clássico do Campeonato Paulista...
Esses foram os erros estratégicos do dirigente que acabaram com o sonho de ver o Morumbi abrindo a Copa.
Agora, Juvenal quer o silêncio.
Ele teve coragem de ir ao Parque São Jorge na homenagem do Clube dos 13 a Lula.
No covil do inimigo, ele fez de contas que não percebeu o clima de festa.
Principalmente pela batalha vencida diante do São Paulo.
O progresso que Juvenal sonhava para o seu clube trocou de lado.
O dirigente maior do São Paulo não sabe como pagar a Andres e a Teixeira na mesma moeda.
Na verdade, não há como.
Então ele prefere o silêncio.
Por mais que ame o São Paulo, sabe que foram suas atitudes que colocaram tudo a perder.
E não sabe o que fazer.
Então é melhor calar sobre o assunto e tratar de buscar um técnico ao São Paulo.
Se houver a chance, reformar o estádio, mas agora sem pressa.
Sem gastos excessivos.
Para a comunidade são-paulina.
E articular, pensar sobre o que fazer.
A derrota foi espetacular.
Profunda, dolorida demais.
"O presidente preferiu não falar.
Todos sabem os motivos espúrios que fizeram com que o Morumbi estivesse fora da Copa", diz o vice Leco.
"Se perto do Morumbi não tinha hospitais, hotéis, o que falar de Itaquera?
Só essa pergunta eu quero que me respondam", afirma, raivoso, o superintendente Marco Aurélio Cunha.
E Juvenal?
Só restou a ele o raivoso silêncio...
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