Publicado em 27/08/2010 às 01h43
A torcida do Palmeiras não merecia passar tanta vergonha neste aniversário…
"Mercenários."
"Time sem-vergonha."
E outros inúmeros palavrões da torcida para o time.
Foi assim o final de festa de aniversário de 96 anos do Palmeiras ontem no Pacaembu.
O lanterna Atlético Goianiense fez o que quis da equipe de Luiz Felipe Scolari.
O placar de 3 a 0 até foi modesto.
Envergonhado, Felipão disse que foi a pior partida de uma equipe que comandou nos últimos dez anos.
O Palmeiras mostrou uma ansiedade incrível.
A vontade de agradar a torcida
O time queria fazer uma festa.
Ficou tão empolgado que esqueceu das inúmeras deficiências.
O time é fraco.
Tem volantes que não acertam um passe de dois metros.
Um lateral direito inseguro e outro improvisado na esquerda com alergia à linha lateral.
Renê Simões montou o Atlético Goianiense com quatro volantes.
A ordem era roubar a bola e descer em velocidade, em bloco.
A zaga palmeirense também é de desesperar Marcos.
Se não fosse aniversário do clube, ele teria dado chutes e cabeçadas nas traves de raiva.
O clube paulista fez aniversário e quem ganhou o presente foi Elias.
Ele marcou três gols.
Poderia ter feito cinco.
Em contragolpes infantis, o time goiano se impôs de maneira impressionante.
A torcida palmeirense não acreditava.
Tentou apoiar, mostrar que não é a mais exigente, irritada do Brasil.
Mas não conseguiu.
No final da partida, se fossem distribuídos bolos aos torcedores eles estariam jogando nos atletas.
Menos em Felipão.
Sua imunidade está desgastada, mas continua lá.
Não existe um treinador no universo que contaria com tanta paciência da torcida.
Que expõe seus jogadores reservas a se aquecerem sozinhos, sem preparador físico.
Felipão prefere ficar ao lado do seu auxiliar Murtosa no banco e o Palmeiras não tem um preparador físico de verdade durante os jogos.
No dia do seu aniversário, jogando em casa, o Palmeiras perdeu para o lanterna do Brasileiro por 3 a 0.
A gestão do presidente Belluzzo entrará para a história como ele havia prometido quando assumiu.
Mas não da maneira que sonhou.
Com ele na presidência, o clube não ganhou sequer um título.
A dívida aumentou.
A arena megablaster moderna não sai do papel, as obras tem sempre problemas inesperados com a Prefeitura.
A Traffic tirou seus principais jogadores, Diego Souza e Cleiton Xavier.
Vagner Love implorou para ir embora, arrependido de ter voltado.
Belluzzo prometeu 'matar bambis'.
E também dar uns 'chutes na bunda' de Carlos Eugênio Simon.
Luxemburgo, Muricy, Antônio Carlos fracassaram, foram demitidos.
E o clube teve de arcar com as multas rescisórias.
Felipão ganha o maior salário do Brasil, R$ 7oo mil livres a cada trinta dias.
O time é o 13º do Campeonato Nacional.
Tem quatro vitórias, quatro derrotas e oito empates.
Com vinte pontos, está a 16 do primeiro colocado, o Fluminense.
Palaia quer sair candidato à sucessão de Belluzzo, isto é, se ele não mudar de idéia e concorrer a mais dois anos.
O poder vicia.
Mustafá Contursi está escolhendo seu homem de confiança pela oposição.
Feliz aniversário, Palmeiras?
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