Publicado em 08/08/2010 às 14h02
Kalil, um recado importante: o São Paulo nunca quis o seu técnico, penúltimo colocado do Brasileiro…
Tem situações que no futebol são velhas demais.
Truques usados por treinadores ameaçados na década de 60, no século passado.
Há 50 anos.
O Atlético Mineiro está sendo humilhado, massacrado em praça pública.
Cada rodada do Brasileiro é uma agonia para o apaixonado torcedor.
Já são 13 jogos.
Três vitórias.
Um empate em que a equipe deveria perder.
E nove, nine, 9, IX jogos em que o time realmente perdeu.
Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez derrotas.
É a equipe que mais perdeu.
O carísssimo time montado fez 14 gols.
Tomou 25 gols.
É o penúltimo colocado, com míseros 10 pontos.
Será que o presidente Alexandre Kalil consegue reagir, tomar alguma atitude?
Vai deixar o seu clube passar por quantos vexames para acordar?
De 38 partidas que o Atlético Mineiro fará na competição, já disputou 13.
De 39 pontos possíveis, ganhou 10.
Restam 25 jogos.
O Atlético Mineiro passou por um vexatório rebaixamento.
Dirigentes ilustres juraram que nunca mais isso aconteceria na história do clube.
Na derrota por 3 a 0 para o Botafogo, a equipe foi outra vez um arremedo de time.
Jogadores amontoados, desnorteados.
O placar talvez tenha sido até humilde pela amizade que Joel Santana nutre pelo treinador do Atlético.
Se o time carioca forçasse o ritmo poderia ter chegado a cinco, seis gols.
Tudo isso fica pior quando o velho truque é utilizado pelo seu técnico.
Juvenal Juvêncio jurou que ele nunca pisaria no Morumbi enquanto fosse presidente.
O vice de futebol do São Paulo, Leco, não suporta ouvir o nome desse treinador.
Assim como o diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.
Ou seja: seu nome não está sendo cogitado para substituir Ricardo Gomes.
Não há a menor chance.
Todos em São Paulo, no Brasil, na Austrália, talvez em Vênus sabem disso.
Mas o técnico do Atlético tem a coragem de dizer que não larga o Atlético para assumir o São Paulo.
Como assim?
Não vai para onde não o querem?
A declaração que parece sem sentido é um recado a Kalil.
Tradução google: "Olha, presidente, mesmo se o São Paulo me quiser, eu não saio do Atlético Mineiro..."
Receba outro recado, presidente do penúltimo colocado do Brasileiro: o São Paulo não quer seu técnico.
Assim como a Seleção Brasileira, o Real Madrid, Cruzeiro o Palmeiras, o Santos...
Locais de onde foi demitido e não volta.
Mas não se preocupe, Kalil, ele e sua gigantesca Comissão Técnica vão cumprir seus contratos...
Talvez quem precisa ficar preocupado é o torcedor do Atlético Mineiro.
Aquele que sofre, chora, passa vergonha a cada derrota.
Não quem fica inventando desculpas a cada rodada do Brasileira.
Lembre bem, Kalil, faltam 25 jogos para o Atlético Mineiro...
13 já se foram...
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