Publicado em 08/08/2010 às 21h06
Silas caiu no Grêmio e no São Paulo…
A saída de Silas do Grêmio não foi nada animadora.
A demissão sumária do treinador após à derrota diante do Fluminense repercutiu no Morumbi.
A ala de conselheiros que deseja um treinador barato tinha em Silas o principal nome.
Jogador de sucesso no Morumbi.
Seleção Brasileira...
Evangélico, honesto e trabalhador.
Ele poderia fazer a transição menos dolorida depois da saída de Ricardo Gomes.
Só que a maneira fraca com que com o Grêmio estava atuando ultimamente desapontou seus defensores.
Como tentar animar os jogadores, cobrá-los com um técnico que acaba de ser mandado embora?
O melhor momento para trazer Silas foi quando ele venceu o Campeonato Gaúcho.
Ricardo Gomes já demonstrava enorme apatia para comandar o São Paulo.
Com o fracasso no Campeonato Paulista, dirigentes se voltaram para o estádio Olímpico.
Empresários já receberam recado ainda no início da sondagem de Silas.
Ele não sairia do clube gaúcho, de jeito nenhum.
Juvenal Juvêncio gostou dessa lealdade.
Só que foi passando o tempo, a instabilidade dominou os gremistas.
Na Copa do Brasil, a equipe fracassou diante do Santos.
E não conseguia mostrar força ofensiva.
O jogo não fluía.
Enquanto isso, a direção do rival Inter despachou o uruguaio Jorge Fossati.
E tirou Celso Roth do Vasco.
Os resultados foram mais do que satisfatórios.
Os dirigentes gremistas resolveram dar um crédito a Silas.
Só que nem a parada para a Copa do Mundo foi suficiente para que a equipe passasse a jogar bem.
As reclamações já haviam sido públicas e desgastantes depois do empate com o Goiás pela Sul-Americana.
Amigos de Silas o aconselharam a pedir demissão.
Ele disse 'não'.
Tinha certeza de que iria cumprir seu contrato.
Para complicar ainda mais a sua vida, surgiu em Porto Alegre o boato que o São Paulo lhe convidou.
E ele teria conversado com representantes do clube paulista.
Era a mais absurda mentira.
Há duas vertentes para o vazamento da 'notícia'.
A primeira seria de amigos de Silas, tentando valorizá-lo.
A segunda, de inimigos, querendo mostrar o treinador como alguém sem ética.
Na verdade, Silas que está começando sua carreira teve uma grande lição no Olímpico.
Uma situação é ter o resguardo da direção do Avaí.
Outra é assumir o Grêmio acreditando em um trabalho a longo prazo.
E o time não conseguir encaixar.
Ainda mais com o Internacional vivendo com sucesso uma profunda reformulação.
A comparação sempre atrapalha.
Tite tem enormes chances de assumir o cargo de Silas.
E o ex-treinador do Grêmio perdeu muitos pontos no Morumbi.
Tudo o que o São Paulo não precisa agora é de um novo técnico de cabeça baixa, demitido...
Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:












