Caminho aberto para o Piritubão. Para sobreviver, Kassab sai da frente…

reuters873 Caminho aberto para o Piritubão. Para sobreviver, Kassab sai da frente...

A política é mais pesada do que simples mortais podem imaginar.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab que o dia!

Ele me disse na África do Sul nem pensar em construir um estádio só para futebol em Pirituba.

O terreno apontado como ideal não tem infraestrutura, hotéis cinco estrelas por perto, nada.

Para um centro de convenções seria o ideal.

"São Paulo tem o Morumbi, que é perfeito para abrir a Copa do Mundo.

Viajei bem pela África.

Não há necessidade de colocar dinheiro público em um novo estádio.

Depois do Mundial, ele perderia a razão de existir.

Temos o Morumbi, o Pacaembu, o Palestra Itália, o Canindé...

Dá e sobra.

Não apoio de jeito nenhum esse tal Piritubão."

A nossa conversa foi há pouco mais de um mês.

Pois bem, a política envolve situações publicáveis e outras impublicáveis.

Vamos seguir por essa linha tênue e escrever o que é possível, sem acabar preso.

Kassab recebeu uma pressão inimaginável.

De altíssimas esferas.

Até dentro do seu próprio partido.

Se São Paulo perder a abertura ou mesmo deixar de ser uma das sedes de 2014, sua carreira correrá perigo.

Há muitos interesses: dinheiro, prestígio e votos em jogo.

São Paulo perder a Copa por teimosia de Kassab seria um suicídio político.

Mesmo que ele tenha dado a palavra aos dirigentes do São Paulo.

Ninguém lutou mais pelo Morumbi do que ele.

Mas chegou ao limite.

A construção de uma arena em Pirituba envolve cerca de R$ 700 milhões.

Poderá ser usada pelo Corinthians e pelo renascido Santos.

Agradaria ao governo federal.

À CBF.

À Fifa.

A empreiteiros poderosos.

Com tanto apoio assim é fácil para qualquer político virar governador.

E ao contrário?

Qual seria o futuro de político que travou tantos interesses?

Ao anunciar ao mundo que pediu estudos, uma análise sobre a possibilidade da Arena, Kassab avisou.

Já cedeu.

Não de vez.

Vai levar um tempo até assumir publicamente.

Mas ele já sinalizou: desistiu.

Os dirigentes do São Paulo compreenderam.

A luta está perdida.

O Morumbi perdeu seu maior defensor.

Assim como o dinheiro público paulista.

Escolas para quê?

Hospitais?

Armas de verdade para policiais?

Bobagem...

Que venha o Piritubão de R$ 700 milhões...

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