Posts de 6 de agosto de 2010

Crueldade com Ricardo Gomes. Juvenal não tem idéia de quem contratar…

reuters671 Crueldade com Ricardo Gomes. Juvenal não tem idéia de quem contratar...

Ricardo Gomes agonizou em praça pública.

De propósito ou não, a diretoria fez isso.

Ou melhor: a diretoria, não.

Juvenal Juvêncio.

A sua obsessão por fazer do Morumbi palco da Copa de 2014 teve graves reflexos.

Na coletiva de ontem ele disse que 'queria continuar', fazer um trabalho longo.

Juvenal tinha ido até o vestiário elogiar o espírito de luta do time.

Mas não falou com Ricardo Gomes.

Uma atitude boba, sem sentido.

O treinador parecia estar pedindo um favor na entrevista após a eliminação.

A chance de continuar no clube.

Seu contrato havia terminado no dia 30 de junho.

O time voltou mal demais depois da parada da Copa do Mundo.

Mas Juvenal manteve a sua palavra e o manteve enquanto o clube disputou a Libertadores.

Os jogadores se dividiam em relação ao técnico.

Como pessoa era muito respeitado.

O problema era como treinador.

Sua insegurança, a falta de coragem de determinar um time acabou por irritar muita gente.

Nem os titulares absolutos gostavam

Diante da falta de firmeza de Ricardo Gomes, Rogério Ceni e Fernandão foram mais que jogadores.

Deram um passo além.

Foram mais do que líderes, cuidavam de cobrar os demais atletas, animá-los, pedir organização tática.

Extrapolaram.

Tinham funções que deveriam ser de treinador.

Diante desse quadro, a saída de Ricardo Gomes era recomenda por todos a Juvenal.

Só que ele havia dado a palavra ao treinador e a cumpriu.

Mesmo custando a desclassificação do São Paulo da final da Libertadores, do Mundial de Clubes.

Por enquanto o eterno auxiliar Milton Cruz comandará o time.

Mas nomes não param de ser sugeridos a Juvenal.

A lista é grande.

Vai de Sérgio Soares, Silas, Dunga, Paulo Autuori, Abel Braga, Parreira, Leonardo até Maradona.

Irônico, o vice Leco disse que na Argentina existem outras opções melhores que Maradona.

E havia motivo.

Um empresário argentino que mora no Brasil ofereceu um nome que agradou aos dirigentes.

Foi sugerido a Juvenal Juvêncio o nome de Carlos Bianchi, argentino colecionador de Libertadores.

Ele não estava mais dirigindo times.

Parou por causa de um problema de doença na família.

De acordo com esse empresário estaria disposto a voltar a trabalhar como técnico.

Era manager do Boca Juniors.

Só que ele é um treinador muito caro.

E a Seleção Argentina já o está sondando para substituir Maradona.

Mas o empresário garante que uma proposta 'forte' do São Paulo seria levada em consideração.

Juvenal Juvêncio diz que vai pensar.

Que não tem pressa.

Só se irritou de verdade quando um conselheiro tocou no nome de Luxemburgo.

Foi defenestrado pelo presidente.

O presidente tem até raiva de precisar procurar um treinador.

Ele estava superanimado com o empenho de Lula em manter o Morumbi na Copa de 2014.

E tratava de fazer o seu lobby por isso em Brasília.

Até que vieram a eliminação da Libertadores e a 'não renovação' do seu contrato.

A ala política do vice Leco foi a que mais perdeu com a saída de Gomes.

Foi ele quem avaliou a sua vinda, quando conseguiu que Muricy Ramalho fosse demitido.

Foram 13 meses de trabalho.

E nenhum título.

Nem uma final sequer...

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A máscara vai caindo. E Kaká poderia ter sido cortado da Copa…

divulgação200 A máscara vai caindo. E Kaká poderia ter sido cortado da Copa...

E a máscara caiu.

Ou um será que um dia ela existiu?

Quem foi para a África do Sul, mesmo tendo um olho só e mesmo com catarata enxergou.

Kaká tinha um problema médico sério.

O desconforto era evidente cada vez que ele tocava na bola.

O meia evitava dar arranques, sua marca registrada.

Foi um jogador sem força física.

Sem perfeição nos arremates.

Não marcou um gol sequer.

As caretas, as conversas com os médicos, a preocupação dos companheiros.

Ele só avisou, respondendo uma pergunta minha, que passaria por uma avaliação.

Médicos decidiriam se iria operar ou não a pubalgia.

Só que o seu joelho esquerdo estava bem pior que o púbis.

O médico Marc Martens, que já operou Ronaldo, Gullit, Inzagui e muitos outros jogadores foi claro.

Se assustou ao examinar os meniscos de Kaká.

E foi direto.

"Ele colocou sua carreira em risco disputando a Copa do Mundo."

A operação foi um sucesso.

E ele ficará nada menos do que quatro meses longe do gramado.

Kaká confirmou o que negava na África do Sul: jogava com dores.

Todo o departamento médico da Seleção Brasileira ficou exposto.

O médico principal, José Luiz Runco teve de se defender.

E complicou ainda mais a situação.

Deixou claro que falou Kaká chegou com um grave problema no quadril.

E que conversou com o jogador até sobre corte.

Deixou claro que se ele não melhorasse não disputaria a Copa.

O maior sintoma da lesão na cartilagem do joelho de Kaká é a dor, de acordo com o médico Martens.

Disputar a Copa da África do Sul era o grande sonho do jogador.

Ele já tinha sido um fiasco no Real Madrid.

Fiasco para um jogador com seu potencial.

Fiasco para quem foi comprado por 65 milhões de euros.

Os dirigentes espanhóis e principalmente a imprensa desconfiavam que estava se poupando para a Copa.

Kaká parou de dar entrevistas aos jornais espanhóis.

Por tudo isso, é muito possível que Kaká tenha suportado as dores em silêncio.

Isso só ele sabe.

O resto estamos sabendo e entendendo agora.

O principal jogador na estratégia de Dunga estava pior fisicamente do que se supunha.

Deve ter suportado dores fortíssimas.

Seu sacrifício foi em vão.

Atrapalhou a Seleção Brasileira.

E colocou sua carreira em risco.

Tudo por falta de uma postura mais firme.

Mais clara.

Mais transparente da Comissão Técnica.

Principalmente do doutor Runco...

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Uma lição ao Fluminense: a Traffic não é instituição de caridade…

divulgação154 Uma lição ao Fluminense: a Traffic não é instituição de caridade...

Ninguém pode negar que a Traffic é democrática.

Colocou e tirou quando quis Diego Souza e Cleiton Xavier do Palmeiras.

E deixa claro que Jota Hawilla não está perseguindo o clube de seu coração.

Agora não se importou com o plano de Muricy Ramalho de fazer o Fluminense campeão brasileiro.

Surgiu a proposta do Salzburg, clube austríaco, com Alan nunca tinha ouvido falar.

Mas o garoto de 21 anos não pôde abrir a boca.

Assim como o presidente da Unimed/Rio Celso Barros.

Ou o presidente do Fluminense, Roberto Horcades.

Foi mais fácil dizer não à CBF e não ceder Muricy Ramalho do que enfrentar a Traffic.

O pacto é simples.

A investidora coloca o jogador e tira quando tiver uma oferta que considera interessante.

Alan não chorou de alegria na despedida do Fluminense.

O choro foi de quem vai enfrentar o desconhecido.

De quem não queria ir.

Muricy ficou desgostoso.

Mas ele, o jogador e os dirigentes ficaram de mãos amarradas.

Chegou a hora de parar e pensar: um clube sério nunca poderá fazer seu planejamento...

Não com jogadores que não são seus.

O constrangimento no Fluminense e a raiva de Felipão ilustram bem...

A Traffic é investidora e não instituição de caridade.

Por isso, Alan fez o que pôde ao saber que vai jogar no forte futebol austríaco: chorou...

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Andrés Sanchez festeja a saída de Felipe. Mais do que a eliminação do São Paulo…

reuters276 Andrés Sanchez festeja a saída de Felipe. Mais do que a eliminação do São Paulo...

Mais alegre do que a eliminação do São Paulo.

Assim ficou ficou Andrés Sanches depois de acertar a rescisão do contrato de Felipe.

O dirigente conseguiu se livrar do jogador que nunca gostou no Parque São Jorge.

Só o tolerava por Mano Menezes e pelas torcidas uniformizadas.

O treinador nunca o considerou um excepcional goleiro, mas para ele servia.

Felipe estava em uma escala abaixo dos tops do Brasil.

Quando tivesse como contratar alguém com o nível do Dida, Victor, Fábio, ele abriria mão dele.

Já a torcida era enfeitiçada com as comemorações depois dos jogos.

Com as pontes desnecessárias.

Com muitos amigos na mídia, Felipe soube vender a ilusão que era um grande goleiro.

Nunca foi.

Tem três rebaixamentos.

Dois com o Vitória, onde seu nome não pode ser pronunciado.

Suas falhas, em Salvador, ninguém esqueceu.

Assim como no Corinthians.

Ele deu o título da Copa do Brasil de 2008 para o Sport em um frango inacreditável.

Inaceitável para um goleiro de time grande.

Ganhou o Paulista, a Série B e não atrapalhou o Corinthians a conquistar a Copa do Brasil de 2009.

Andres se aproveitou da confusão que marcou a negociação fracassada com o Genoa.

E deixou Felipe de molho, treinando separado do elenco.

O dirigente já havia prometido na Copa da África que ele não  mais vestiria a camisa corintiana.

E o presidente cumpriu a promessa.

Os empresários do jogador devolverão R$ 400 mil dos R$ 7oo mil que ele havia recebido como luvas.

O goleiro se compara a Marcelinho Carioca e Tevez.

É mais um ídolo do Corinthians que está saindo pela porta dos fundos.

Ídolo? Como Marcelinho Carioca? Como Tevez?

Absurdo...

Felipe está negociando sua ida para o Braga de Portugal.

Que vá e não volte.

Faça sucesso no futebol português, que nunca foi marcado por goleiros sequer medianos.

Não tem talento para atuar em uma equipe grande do futebol brasileiro.

O que ele sabe fazer como ninguém é marketing.

Hoje à tarde deve haver nova sessão de entrevistas.

Para comemorar a sua 'libertação' do Corinthians.

Mal sabe ele que ontem já houve comemoração.

Andres Sanches se livrou do jogador que mais o incomodou desde que assumiu a presidência corintiana.

O que mais se arrependeu de haver contratado.

O goleiro que recebeu aumento com o time rebaixado para a Segunda Divisão.

Caso inédito no mundo.

E ele também não irá deixar saudade no elenco.

Felipe sempre foi muito individualista.

O Corinthians perdeu muito tempo e muitos jogos com esse fraco goleiro...

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Exclusivo. CBF vai tentar tirar jogo do novo estádio do Chivas. Para ajudar o novo aliado: Inter…

divulgação100 Exclusivo. CBF vai tentar tirar jogo do novo estádio do Chivas. Para ajudar o novo aliado: Inter...

A classificação do Internacional para a final da Libertadores alegrou demais a cúpula da CBF.

Não por Ricardo Teixeira estar apaixonado pelo Rio Grande do Sul.

Mas por ver o São Paulo de seu inimigo Juvenal Juvêncio eliminado.

E mal acabou a partida, a CBF começou a agir em defesa do Internacional.

Aos 17 minutos de hoje, a entidade adiou a partida de domingo contra o Santos.

Nada demais para quem antecipou a abertura da janela.

Só para o Inter inscrever Renan, Tinga e Sóbis.

E ainda tem mais: a diretoria do Inter tem a promessa empenho da CBF em uma questão importante.

O clube brasileiro não deseja jogar a primeira partida da decisão no novo estádio do Chivas.

O motivo: o gramado sintético.

Celso Roth e os jogadores não querem ter de atuar em um piso que eles não estão acostumados.

Ricardo Teixeira já sabia desse pedido.

E vai pressionar a Confederação Sul-Americana de Futebol para agir.

O empenho do presidente da CBF é impressionante.

Mesmo com o time gaúcho votando contra Kléber Leite na eleição para o Clube dos 13.

O que aproximou a CBF e a direção do Internacional foi a Copa de 2014.

A participação do Beira-Rio.

Enfim, depois da eliminação do Brasil da Copa, Ricardo Teixeira queria uma alegria no futebol.

E ele ficou profundamente contente ontem.

Nem tanto pelo time gaúcho.

Mas pelo clube que foi eliminado e que tanto trabalho está lhe dando com o Morumbi...

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Foi a covardia no Beira-Rio que tirou o São Paulo da final da Libertadores…

divulgação411 Foi a covardia no Beira Rio que tirou o São Paulo da final da Libertadores...

Um fator  determinou a classificação do Internacional para a final da Libertadores.

E para o Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes.

Ele é repetido diariamente por comentaristas, jogadores, treinadores, torcedores, gandulas...

Atitude.

Mesmo no Morumbi, o time gaúcho buscou o jogo.

Tentou atacar, buscou o gol.

Não teve a postura covarde do São Paulo no Beira Rio.

É preciso enaltecer o espírito do time de Ricardo Gomes hoje.

Foi guerreiro, lutou até o último minuto.

Buscou a vitória.

No primeiro tempo, diante da forte marcação do Inter, insistiu nas bolas aéreas.

E achou seu gol.

Em uma falha absurda do bom goleiro Renan.

Agiu como um juvenil.

A bola era fácil, mas errou o tempo da bola, que bateu no seu ombro e sobrou para Alex Silva.

O acaso encheu de esperança a esmagadora maioria dos 57 mil torcedores no Morumbi.

E foi o acaso que jogou a confiança para o lado gaúcho.

D'alessandro bateu falta e Alecsandro, de costas, desviou a bola de calcanhar.

O desvio quase sem querer traiu Rogério Ceni.

Não houve nem tempo para ninguém respirar.

Quando Ricardo Oliveira aproveitou uma bobeira de Nei, que não saiu e o deixou em condições de jogo.

E ele marcou o segundo gol.

A partir daí, pressão total do São Paulo.

Expulsão de Tinga.

Contra dez, Ricardo Gomes colocou todo o time dentro da área.

Mas faltou um pouco de cérebro, tocar a bola.

O time insistiu demais em chutes de longe.

O Inter se defendeu como pôde.

O relógio correu rápido.

Não havia mais estratégia.

E o Internacional conseguiu ficar com a vaga, na derrota.

No jogo em que o time de Ricardo Gomes mais vibrou desde que ele foi contratado.

Ironia?

Não.

Castigo pela covardia em Porto Alegre.

O Internacional está na decisão da Libertadores contra o Chivas.

E como os mexicanos não podem ir para o Mundial pelo caminho da Libertadores, já está no Mundial.

Com o fim da participação do São Paulo na competição sul-americana, acaba o contrato de Ricardo Gomes.

E agora?

Depois do choro.

Da despedida de Hernanes, contratado pela Lazio.

Fica a pergunta: Ricardo Gomes merece continuar no São Paulo.

A pressão é imensa pela não renovação do contrato.

Que vai além de um ano sem conquista alguma.

A apatia nos treinos e nos jogos.

A covardia do time em Porto Alegre.

Aquela que custou a eliminação do São Paulo em pleno Morumbi diante do Internacional...

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