O medo do campeão Santos. O desmanche. As propostas não param. E não são só por Neymar e Ganso…

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Foto: Divulgação


André e Robinho já se despediram.

Existem três propostas poderosas por Neymar, a maior do Chelsea.

Paulo Henrique Ganso é assediado por cinco equipes: o Milan e a Inter fazem um duelo particular.

Wesley tem o Werder Bremen e o Benfica brigando em um leilão.

Recém-contratado, Arouca interessa times do Leste Europeu e da França.

Por enquanto, só.

Evitar um desmanche é a maior preocupação de Dorival Júnior.

Nem bem acabou de comemorar a justa conquista da Copa do Brasil, no lamaçal, chamado Barradão...

E o treinador já fazia um apelo ao presidente Luís Álvaro para segurar seus jogadores.

O time havia, com justiça, acabado de conquistar a vaga para a Libertadores de 2011.

Com irreverência, talento e uma pitada de irresponsabilidade.

Mas vamos voltar à possibilidade do desmanche.

Dorival Júnior confidenciou que houve um período crítico.

Há duas semanas, quando o time avançava na Copa do Brasil, logo após a Copa do Mundo.

Os empresários estavam enlouquecendo os meninos e a diretoria santista.

Dorival Júnior e Luís Álvaro fizeram um pedido inteligente.

Combinaram com os empresários dos jogadores a não discutir transferências até o final da Copa do Brasil.

O principal argumento dos dois foi que com a conquista, os meninos estariam ainda mais valorizados.

Dinheristas, os empresários aceitaram a proposta do pacto.

Luís Álvaro já se conformou com a perda de André, muito bem vendido ao Dinamo de Kiev.

R$ 18 milhões caíram bem nos cofres santistas.

Trouxe Keirrison por empréstimo.

Robinho também não tem volta.

Os árabes donos do Manchester City o querem de volta para vender.

Ou, em último caso, utilizá-lo.

Mas chega de empréstimo.

A conquista da vaga para a Libertadores anima Luís Paulo a fazer projetos com patrocinadores.

Ele quer segurar de qualquer maneira Neymar e Ganso.

A não ser que chegue algum clube europeu bem próximo aos R$ 80 milhões por Neymar.

E R$ 130 milhões por Ganso.

Wesley e Arouca são importantes.

Dorival Júnior já antecipou a Luís Paulo que são selecionáveis.

Mas tudo é questão de dinheiro.

O presidente quer ter uma equipe fortíssima para a disputa da Libertadores.

Promete fazer o 'possível e o impossível' para tentar segurar os garotos.

"Seria horrível ter de contruir uma nova equipe para a Libertadores.

Torço demais para que o presidente consiga manter o time", diz, em tom de súplica, Dorival Júnior.

Quase tão tenso com o desmanche, o técnico deixou escapar a raiva com quem questionou seu comando.

Que ele não conseguia segurar a bagunça dos meninos santistas.

"Ganhamos o Paulista e agora a Copa do Brasil.

É a vitória do comando com liberdade."

Ele diz isso, mas no abraço frio que deu em Madson após a entrega das medalhas estava clara a sua disposição de se livrar do meia.

O treinador se cansou das confusões que o meia reserva aprontou na Vila Belmiro.

E também de Felipe.

O goleiro reserva que comparou o que gasta em ração com seu cão ao salário de um torcedor.

Quanto ao Vitória fica a lição que o destino fez questão de aplicar.

Um clube que se diz o mais moderno do Nordeste não pode ter um gramado tão ruim.

"Pior do que um pasto", na definição de um repórter que estava por lá.

Com um time técnico, não teve como tocar a bola com qualidade.

Os administradores do seu estádio devem estar envergonhados.

Os buracos e a lama atrapalharam demais os jogadores baianos.

Mas o Santos foi o campeão da Copa do Brasil com todos os méritos...

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