Posts de 3 de agosto de 2010

O São Paulo que nunca jogou junto vai para a semifinal contra o Inter…

divulgação3333 664x1024 O São Paulo que nunca jogou junto vai para a semifinal contra o Inter...

A maior aposta da vida de Ricardo Gomes como técnico.

Ele percebeu que não adianta posar de racional na partida que pode ser a última sua como comandante do São Paulo.

E foi para o tudo ou nada.

Depois da absurda postura covarde de Porto Alegre, o extremo.

Ele escancara o São Paulo e coloca três atacantes.

O que pode parecer ousadia e vai ganhar elogios de comentaristas na tevê e rádio pode ser exagero.

Falta de equilíbrio.

O ideal seria tirar Dagoberto, manter Marlos na meia e ter na frente Fernandão e Ricardo Oliveira.

Ainda mais porque o Internacional de Celso Roth foi montado exatamente para o contragolpe.

Ele quer ser atacado e responder em velocidade quando retomar a bola.

Fernandão terá a missão de jogar na vaga de Marlos.

Será um meia.

Na frente, Ricardo Oliveira e Dagoberto.

Os três foram orientados para se preocuparem com o ataque.

4-3-1-2 nunca é 4-3-1-2 com o time Cléber Santana.

O jogador de meio-campo tem jogado um pouco mais à frente em uma tentativa de ganhar a torcida.

Sente a resistência que grande parte dos torcedores nutre por ele.

Não por ter jogado n0 Santos, como gosta de imaginar.

Mas está passando uma fase muito ruim e não gosta de admitir.

O Internacional terá cinco jogadores no meio de campo.

A ordem de Celso Roth é travar o ritmo da partida nas intermediárias.

E explorar nos contragolpes a velocidade de Taison e D'Alessandro.

Além de ter a vantagem de haver vencido a partida em Porto Alegre por 1 a 0, ele aposta na pressão da torcida tricolor para atrapalhar o time escancarado de Ricardo Gomes.

Os próprios jogadores do São Paulo estranharam a escalação e a maneira de entrar em campo.

Eles sabem que Ricardo Gomes está dando a sua última cartada.

Hernanes já foi vendido para a Lazio, mas os dirigentes não estão nem um pouco preocupados.

Têm a certeza de que ele colocará o pé, a cabeça, o pescoço nas divididas.

O medo é mesmo do que Ricardo Gomes aprontará.

Ele já sabe.

Não há salvação se o São Paulo for eliminado da competição que mais ama.

Ainda dentro do Morumbi.

E por isso aposta tudo.

Ricardo Gomes tem o seu emprego a perder.

Mas o São Paulo, muito mais.

A obsessão de Juvenal Juvêncio pelo Morumbi na Copa de 2014 acabou por expor demais o clube.

Inacreditável o time chegar à semifinal da Libertadores e improvisar...

Colocar a equipe que tem um treino.

E nunca jogou junta.

No sábado, Fernandão entrou no segundo tempo no lugar de Xandão.

Juntos, os onze só treinaram hoje no Morumbi.

Uma estratégia, digamos, revolucionária.

Nem parece que é o Ricardo Gomes que deseja Ricardo Oliveira, Fernandão e Dagoberto juntos.

Não é e nunca foi o seu estilo...

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Vitória e Santos. O mesmo medo: Simon…

divulgação453 Vitória e Santos. O mesmo medo: Simon...

Poucas vezes isso aconteceu no futebol mundial em uma decisão.

As diretorias do Santos e do Vitória estão muito preocupadas, tensas.

O motivo é o mesmo.

O  da decisão de amanhã.

Nem baianos e nem paulistas gostaram do nome sorteado: Carlos Eugenio Simon.

O juiz recordista em Copas pelo Brasil deveria ser o profissional que maior segurança levaria ao jogo.

Deveria.

Só que os dois times têm prevenção contra ele.

E, evidente, não vão confirmar publicamente.

Do lado santista, o medo é a maneira com que ele trata as firulas dos jogadores de Dorival Júnior.

A mania de simular faltas e pênaltis de Neymar e Robinho.

As constantes reclamações de Paulo Henrique Ganso.

Todos notam que Simon está muito mais impaciente do que o normal.

No final de carreira, há a preocupação que Simon queira tanto mostrar isenção que pode se voltar contra o favorito, o Santos.

Do lado do Vitória, a velha preocupação com os 'interesses maiores' desejarem o Santos na Libertadores.

O poderio financeiro do estado mais rico do país.

Jogadores consagrados, quatro da Seleção Brasileira.

A vontade de valorizá-los ainda mais com a conquista do título.

A decisão da Copa do Brasil entre Corinthians e Brasiliense, em 2002 é recordada em toda conversa reservada.

E há razão.

Houve a marcação de um impedimento absurdo de Wellington Dias na primeira partida.

A sua posição era legal em 62 centímetros.

No segundo gol do Corinthians, Gil derrubou o zagueiro antes de dar o passe para Deivid marcar.

Os lances duvidosos foram para a equipe paulista.

Ricardo Silva já avisou seus jogadores para evitarem discussões fora da bola.

E falar com Simon.

Todos já notaram a irritabilidade do gaúcho, ainda mais em jogo tão importante, que vai parar o Brasil.

Só o veterano Ramon tem licença para falar com ele.

Os dirigentes dos dois clubes já orientaram os atletas a não dar nenhuma declaração sobre o juiz.

Os presidentes Luís Álvaro e Alexi Portela foram claros.

Ninguém tem permissão para falar mal de Simon.

Pelo menos antes do jogo.

Depois da partida é outra história...

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Um dia o São Paulo quis 25 milhões de euros por Hernanes. Vendeu por 9,5 milhões para a Lazio e agradece aos céus…

reuters898 Um dia o São Paulo quis 25 milhões de euros por Hernanes. Vendeu por 9,5 milhões para a Lazio e agradece aos céus...
O final de 2008, Juvenal Juvêncio estava exultante.

O time havia tricampeão brasileiro.

Hernanes escolhido pela imprensa como o melhor jogador no País.

E atuando como volante.

Clubes da Europa se interessaram.

Ofertas chegaram em 15 milhões de euros.

Mas o clube recusou.

E Juvenal Juvêncio teve uma ideia que considerou brilhante.

Se a Europa aceitava pagar 15 milhões de euros por um volante, quanto não pagaria por um camisa 10?

Um meia de verdade, habilidoso, talentoso.

O sonho era obter 25 milhões de euros.

E assim foi feito.

Desde 2009, h0uve uma grande pressão para que Hernanes virasse meia no time de Muricy Ramalho.

O resultado foi péssimo.

Hernanes não conseguiu se adaptar à posição.

Ele sempre soube que é segundo volante.

Seu futebol rende na intermediária do próprio São Paulo.

E surgindo de supresa.

Não fixo na intermediária adversária, como meia.

Ele não funcionou.

Passou a jogar muito mal.

Perdeu lugar na Seleção.

Prestígio no clube, entre os empresários.

Nas equipes européias.

As ofertas sumiram.

Ninguém mais estava disposto a pagar os 15 milhões que Juvenal rejeitou no final de 2009.

A situação foi se complicando com o passar do tempo.

Hernanes se tornou um jogador sem confiança.

Ela só voltou no início deste ano, quando teve uma conversa com Ricardo Gomes.

E conseguiu convencê-lo que seu futebol renderia muito mais se fosse recuado.

Assim foi feito.

Hernanes passou a atuar como gosta e sabe.

Veio a proposta da Lazio da Itália.

Nem pensar nos 25 milhões de euros sonhados um dia por Juvenal.

O presidente sabe que ele não mostrou futebol para tanto.

Nem para atingir os 15 milhões de euros.

A negociação fechada apenas no final da noite desta segunda feira ficou em 9,5 milhões de euros.

A muito custo.

A Lazio não queria passar dos 8 milhões de euros.

E o São Paulo insistia em 11 milhões.

Chegaram a um meio termo.

A promessa da equipe italiana é pagar no final do ano para o clube brasileiro.

O São Paulo tem 75% dos direitos federativos do jogador.

A Traffic, 17%.

Hernanes e seu empresário, Joseph Lee, repartiram os 8% restantes.

O jogador será liberado após o final da participação do São Paulo na Libertadores.

Não teve jeito: quem sonhava com 25 milhões de euros, teve de comemorar os 9,5 milhões.

É o preço pela diretoria ter forçado um excelente volante a se transformar em um péssimo meia.

Quando voltou a atuar como volante, o ótimo futebol retornou.

Mas a desvalorização era inevitável...

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