Publicado em 30/07/2010 às 16h04
O clássico do medo no Pacaembu. Felipão e Adilson têm muito a perder…
O clássico do medo está marcado para domingo, no Pacaembu.
Adilson Batista e Luiz Felipe Scolari sabem o que têm a perder com uma derrota.
Por isso fazem treinos secretos.
Dão entrevistas sem a menor profundidade.
Eles sabem o que lhes aguarda.
A posição de Adilson não é nada confortável.
Ele assume o Corinthians líder do Brasileiro.
Deixado montado, azeitado pelo técnico da seleção brasileira.
Com o bônus de não precisar escalar Ronaldo, totalmente fora de forma.
Ou seja, terá a possibilidade de enfrentar o rival verde com 11 jogadores.
Ninguém ficará só andando no gramado.
Com seu treinamento secreto e muita conversa, o técnico quer impor sua filosofia.
Ele quer o Corinthians mais leve, com os jogadores prendendo menos a bola.
E mais trocas de posições.
Uma equipe mais difícil de marcar.
Adilson é grato ao apoio do mestre Scolari, mas buscou seu caminho.
E ele é mais ousado.
Muitas vezes se excede na ousadia e justifica a apelido de 'inventor'.
E acaba confundindo seu próprio time.
Mas não deu tempo para isso no Parque São Jorge.
E ele entrará em campo com uma marcação forte, sabe que não pode perder.
Quer manter a confiança dos torcedores, da diretoria, da torcida.
E principalmente ganhar a imprensa paulistana.
Ele tem uma mania de perseguição em relação aos jornalistas.
Em Belo Horizonte ele mesmo tornou sua vida um inferno.
Já Felipão quer ganhar para provar que ainda é Felipão.
Neste duelo ele entra com menos armas.
O time do Palmeiras é mais fraco do que o do Corinthians.
Ele sabe disso, mas não irá assumir isso nem sob tortura chinesa.
Então buscará tentar compensar com o coração.
Estão chegando reforços, aleluia!, para o Palmeiras.
Depois de Kléber, Valdivia.
E a briga pelo promissor Rivaldo, volante do Avaí.
Para o clássico, ele apelará para a sua velha motivação.
Quer seu time enxergando no rival branco e preto o caminho mais curto para a respeitabilidade.
Uma vitória para que o Palmeiras seja encarado de outra maneira.
Atualmente até os parentes dos jogadores sabem que o time é limitado.
Ele quer uma vitória conquistada nas bolas divididas, na raiva.
Felipão também quer provar que vale ser o técnico mais bem pago do País.
E que deveria estar na Seleção Brasileira se houvesse bom senso.
A derrota será um desastre.
Tanto para Adilson como para Felipão.
Eles sabem que estará em jogo o futuro dos seus clubes no Brasileiro.
E a própria credibilidade dos dois como técnicos...
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