Publicado em 29/07/2010 às 17h27
Felipe do Vasco. Até hoje não sabe para onde correr. Um desperdício…
Felipe é o retrato de uma carreira sem norte.
Ele surgiu no Vasco como uma das maiores revelações da história do clube.
Era tratado como uma jóia.
Estava no Rio cobrindo a final do Brasileiro entre Palmeiras e Vasco em 1997.
O ídolo vascaíno e melhor jogador do País naquele ano foi Edmundo.
Mas o atleta mais admirado em São Januário era o lateral esquerdo muito habilidoso.
Eurico Miranda me deu uma entrevista dizendo que ele seria o melhor da posição no Brasil.
Em todos os tempos.
O severo Antônio Lopes também se desmanchava quando olhava o garoto treinar.
Mas havia algo errado no garoto que entrevistei.
Ele era tão adulado que não sabia em que posição gostaria de se firmar.
Empresários diziam que ele ganharia mais dinheiro como meia esquerda.
O garoto também adorava atuar como volante.
Essa falta de rumo o atrapalhou o tempo todo.
O reencontrei no Palmeiras em 2001.
Veio como festa, mas não ficou nem um ano.
Estava desanimado.
Não se ambientou a São Paulo, ao clube.
Teve problemas com a diretoria e foi para o Atlético Mineiro.
A partir daí se perdeu.
Teve participações insignificantes na Seleção Brasileira.
Sua técnica ficava em décimo plano por causa da ausência total de garra.
Passou pelo Flamengo, Fluminense.
Ficou um ano na Turquia.
E cinco.
Sim, cinco anos no Catar.
Ganhou muito dinheiro, perdeu cabelo e voltou ao Vasco.
Irá fazer 33 anos em setembro.
Ainda é visto com admiração pela imprensa carioca.
É considerado a maior contratação de Roberto Dinamite.
E depois de 13 anos, a sua primeira declaração é a mesma de 1997.
"Posso jogar de lateral esquerdo, de segundo volante, de meia."
Esse foi o problema do talentoso Felipe.
Nunca soube por onde correr pelo campo.
Um enorme desperdício...
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