Posts de 28 de julho de 2010

Quem dispensa um artilheiro antes de uma decisão? O organizado São Paulo Futebol Clube…

reuters43 Quem dispensa um artilheiro antes de uma decisão? O organizado São Paulo Futebol Clube...

Sorrisos, abraços apertados, despedida emocionada.

Agradecimentos.

Tudo teatro.

A saída de Washigton do São Paulo foi cercada de muita raiva.

Dos dois lados.

Sendo criticado, em péssima fase, ganhando o apelido de 'cone' entre os torcedore, ele marcou gols.

Fez nada menos do que 45 em um ano e meio de São Paulo.

Desde que começou sua carreira, Washington sonhava em jogar em um clube grande paulista.

Corinthians e Palmeiras lutaram muito por ele em várias ocasiões.

Mas tinha a certeza de que iria se consagrar no São Paulo.

Com a infraestrutura, com a moderna diretoria, com os companheiros de alto nível.

Tanto que, em 2009, ele me fez uma revelação importante depois de um programa de televisão.

"O Fluminense e o Grêmio me pagariam muito mais.

Escolhi o São Paulo porque sei que vou fazer história.

Não vou sair de lá tão fácil."

Só que, muitas vezes, a vida não é como a gente sonha.

Washington logo teve pela frente a concorrência de Dagoberto e Borges.

Muricy Ramalho deixou os três se matarem para colocar o que considerava os dois melhores.

Houve um grande e desnecessário desgate.

O incrível é que essa briga em três serviu para aproximá-lo de Dagoberto, com que não se dava bem no passado.

Borges percebeu que seu espaço estava reduzido demais e foi embora.

Desde a chegada de Ricardo Gomes, Washington percebeu que o treinador queria mais dele.

Não bastaria ser aquele atacante fixo na área.

O truculento goleador cuja função era apenas empurrar a bola para as redes.

Não.

Ricardo queria movimentação.

Trabalho de pivô.

Que ele saísse mais da área do que estava acostumado.

Foi assim que começou a matar, expor Washington.

Ele passou a se desgastar muito mais nos jogos.

Como não era mais um menino, o cansaço acabou por prejudicar a eficiência das conclusões.

Daí os inúmeros gols perdidos.

Ele estava cansado, irritado e passou a perder a confiança.

De jogador falante, amigo, se tornou fechado, tenso.

Já tinha recusado o Flamengo, sondagens do Palmeiras.

Mas até que chegou o Fluminense.

Justo às vésperas das semifinais da Libertadores.

Ele tinha certeza que a diretoria do São Paulo iria tentar convencê-lo a ficar pelo menos até o final da competição que o clube ama.

Como abrir mão do artilheiro faltando quatro partidas para a competição terminar.

Mesmo com a contratação de Ricardo Oliveira.

Ninguém no elenco tem o estilo e o faro de gols de Washington.

Mas foi a própria diretoria do São Paulo que o aconselhou a sair.

Ricardo Gomes disse que ele não faria falta.

E assim foi feito.

Washington foi receber mais dinheiro no Fluminense.

Sorriu na apresentação,  diz que se 'sente em casa'.

Mas as pessoas próximas a ele sabem o quanto ele saiu magoado e profundamente decepcionado com o São Paulo.

Que ele não faça falta hoje à noite em Porto Alegre.

Ou até mesmo se o clube paulista golear por 5 a 0...

A decisão inédita de mandar embora um artilheiro na véspera de uma decisão é da diretoria do São Paulo...

Com a indicação, lógico, de Ricardo Gomes...

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Internacional se acha favorito. E o São Paulo jura que nasceu para a Libertadores…

divulgaçãoufc Internacional se acha favorito. E o São Paulo jura que nasceu para a Libertadores...

Se o futebol tiver lógica, o Inter vencerá hoje o São Paulo, na primeira partida das semifinais da Libertadores.

O elenco que já era forte, contratou Rafael Sóbis, Tinga e Renan.

Por uma guerra política escancarada, a CBF antecipou a janela para os gaúchos colocarem o trio diante do São Paulo.

O grupo comandando por Fernando Carvalho precisa de uma grande conquista.

Tanto que mantem uma das folhas salarias mais altas do futebol brasileiro e da história do Inter.

Dispensou o uruguaio Jorge Fossati, mesmo ele tendo levado o clube até as semifinais.

Contratou a peso de ouro Celso Roth, o tirando do Vasco da Gama.

O cenário está preparado no Beira Rio.

A torcida colorada já comprou todos os ingressos há muito tempo.

A estratégia será sufocar, tentar imprensar o São Paulo na sua área.

Mesmo com a equipe técnica que a diretoria lhe deu, Roth quer os jogadores mordendo as travas das chuteiras dos paulistas.

Há a certeza de como o São Paulo atravessa péssimo momento técnico e psicológico, o primeiro gol será fundamental nesta semifinal.

Será fazer e o rival, dirigido pelo angustiado Ricardo Gomes, se desmanchará.

Esta é a grande esperança gaúcha.

Mas do São Paulo, a expectativa é outra.

A fantasia ou delírio coletivo mostra o caminho estranho.

Quem trabalha no clube do Morumbi acredita piamente que nasceu para ganhar a Libertadores.

É um inacreditável.

Conversando com o presidente ou com o gari do centro de treinamento.

"A Libertadores é outra conversa", diz Juvenal Juvêncio.

Como por encanto, os seguidos vexames no Brasileiro se justificam.

Não eram partidas da Libertadores.

Mesmo com a contratação de Ricardo Oliveira, o São Paulo está cercado por desconfiança.

Mesmo os seus torcedores mais ferrenhos...

Aqueles que se arriscaram em mergulhar na piscina vermelha do Beira Rio...

Até eles estão preocupados, tensos.

Será que esse delírio coletivo de 'nascer para a Libertadores' dará certo?

Contra o Cruzeiro deu...

A alegação é correta.

Até certo ponto.

O time mineiro que era comandado por Adilson Batista não tinha 10% da garra do Internacional.

Foi um inimigo entregue, desanimado, com o grupo rachado.

Kléber já estava em espírito no Palmeiras e tinha péssimo relacionamento com os demais jogadores.

O atacante deveria ser o grande líder da equipe e acabou sendo o grande entrave.

Adilson Batista não conseguiu reverter o clima de apatia e foi o adversário ideal para o São Paulo.

O Internacional promete ser bem diferente.

Fernandão está tentando ajudar, carregar  Ricardo Gomes nas costas.

Insistiu que para anular a pressão gaúcha é só tocar a bola com convicção.

Não entrar no clima de pontapé, troca de palavrões, guerra emocional.

O virtualmente dispensado técnico ouviu e vai tentar fazer o que o atacante recomendou.

É tudo o que o Inter sonha.

Esta primeira partida será fundamental para a definição do finalista.

O time de Celso Roth é favorito para o mundo.

Menos para os 'nascidos para disputar a Libertadores'.

Será muito bom assistir de camarote esse duelo...

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Santos, sem palhaçadas, quer golear. E o Vitória jogar como Santo André. Esta final será mais interessante do que parecia…

reuters23 Santos, sem palhaçadas, quer golear. E o Vitória jogar como Santo André. Esta final será mais interessante do que parecia...

Quatro convocações para a Seleção Brasileira.

Propostas milionárias.

Holofotes.

Estádio minúsculo que é uma panela de pressão.

E melhor time.

O Santos tem todos os requisitos para não só vencer, como praticamente definir a Copa do Brasil hoje, com uma goleada.

O clima de entusiasmo na Vila Belmiro chega a ser assustador.

Até os passos das dancinhas das comemorações dos gols estão ensaiados.

E há vários...

Digamos que a jovem geração santista não é muita adepta da humildade.

Esse grupo chegar à decisão de um campeonato com o superfavoritismo não é novidade.

Dorival Júnior e a torcida sentiram na pele o sufoco que foram os dois jogos contra o Santo André.

O Santos suou sangue e foi campeão paulista com o time do ABC jogando melhor nas duas partidas.

Esse é o principal trunfo do técnico Ricardo Silva.

O Vitória quer seguir o mesmo caminho do Santo André que quase acabou com a festa santista.

Seu time tem características parecidas com a boa equipe de Sérgio Soares, que foi desmantelada.

Os baianos atuam de forma corajosa mesmo jogando fora de casa.

Têm meio de campo habilidoso e um ataque rápido, fulminante.

Tentam manter o domínio da bola do meio para a frente.

Quase como se fosse uma Espanha do Nordeste.

Têm potencial para acabar com a rave marcada para o litoral paulista.

O time se preparou para a decisão da Copa do Brasil de maneira discreta, sem badalação.

O mundo já vê o Santos com a vaga para a Libertadores de 2011, vencendo a Copa do Brasil.

Menos o grupo do Vitória.

Ricardo Silva sabe que o Santos tem alguns pontos fracos importantes.

A começar pelo goleiro Rafael, instável demais.

A zaga é lenta e se complica também com bolas aéreas em escanteios.

O problema é da intermediária santista para a frente.

O poder ofensivo é mesmo o melhor do Brasil.

A saída, além da marcação forte, será travar o ritmo de jogo tocando a bola com paciência.

E atacar.

Passar do ponto de onde o Santo André chegou.

Desestabilizar emocionalmente o prepotente time santista e se aproveitar marcando gols.

Esse é o desejo baiano, que não tem o seu goleiro e líder Viáfara, suspenso injustamente.

Héber Roberto Lopes deve ter uma enorme dor na consciência pelo cartão amarelo.

Ele puniu o goleiro em maio, na semifinal contra o Atlético Goianiense.

A Fifa mandou os árbitros darem amarelo a partir de junho pela paradinha, Héber quis se antecipar.

Um absurdo.

Há a promessa de uma premiação milionária pela eventual conquista do maior título da história do Vitória.

Já que o plano de jogo baiano está detalhado, vale lembrar o santista.

Dorival Júnior tenta seguir pelo lado da seriedade, da responsabilidade.

Já deu diversas broncas, principalmente em Neymar.

Ele está deslumbrado pela seleção e pela gigantesca proposta do Chelsea.

Em conversa dura e definitiva antes do jogo, o treinador falou que não vai admitir hoje 'palhaçadas'.

E não quer passar pelo sufoco que foi contra o Santo André.

Quer o time concentrado, focado.

Nada de tentar dar show para a torcida, para a televisão, para os empresários, para Mano Menezes.

Dorival Júnior quer marcação pressão, sufoco o tempo todo.

E com seu time marcando o maior número de gols possíveis.

Ele considera o miolo da zaga baiana o ponto fraco do adversário.

Conseguir uma goleada jogando sério, como homens e não como moleques.

Dorival Júnior tem bem a noção do que aconteceria perder essa decisão.

Diretoria e patrocinadores contam com o Santos na Libertadores desde já.

Essa decisão será muito, mas muito mais interessante do que parecia...

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