Publicado em 26/07/2010 às 18h57
A primeira grande vitória de Mano: jogadores de fora, para não passar vexame nos Estados Unidos…

Rio de Janeiro...
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De terno e gravata, Mano Menezes.
Recebeu o cargo de técnico da seleção brasileira de Ricardo Teixeira.
Fez a sua convocação e mostrou que ganhou a primeira queda de braço com a CBF.
Talvez por supervalorização dos atletas no país ou desconhecimento mesmo, o presidente queria todos os 24 jogadores convocados atuassem no Brasil.
Mano agiu com inteligência e esperteza.
Não comprou o confronto.
Só foi honesto: disse a Teixeira que no máximo conseguiria 11 jogadores.
E foi o que deu.
Os 13 restantes de fora do País.
Vitória para vingar Falcão.
O treinador que ousou acreditar que renovação na Seleção e foi demitido, vice-campeão, com um grupo de novatos, que não participou da Copa de 1990.
Derrotado, Ricardo Teixeira fez questão de colocar claro: exigiu Mano como técnico da Seleção Olímpica.
E ele aceitou.
As convocações já mostraram suas observações.
Ederson do Lyon, jovem muito talentoso que começou no Juventude.
Renan, goleiro do Avaí.
David Luís do Benfica, considerado um dos grandes zagueiros da Europa.
Rafael, promissor lateral do Manchester United.
Mano explicou que levará jogadores em idade de disputar a Olimpíada, mesmo para olhar, se ambientar.
Ricardo Teixeira quase lhe deu um beijo na bochecha ao saber da ótima idéia.
O presidente da CBF também ficou entusiasmado com a história de um psicólogo na Seleção.
Até porque depois da passagem de Dunga, o descontrole nervoso dos jogadores foi um fato muito debatido.
Teixeira tinha de Andres Sanches a promessa que o novo técnico da Seleção gosta da modernidade.
O presidente da CBF se admirou ao saber que ele é um dos reis do twitter no Brasil, com quase dois milhões de seguidores.
Tudo foi muito animador, mas Mano e seu auxiliar Sidney sabem da necessidade de resultados.
Ele quer ganhar a partida contra os Estados Unidos.
O time mais do que provável: Victor, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luis e Marcelo; Sandro (Jucilei), Ramires, Hernanes (Lucas) e Ganso; Robinho e Pato ou Neymar.
Time novo e muito respeitável.
Ele convocou apenas quatro jogadores que disputaram a Copa de 2010: Daniel Alves, Thiago Silva, Ramires e Robinho.
Júlio César, Maicon, Kaká e Nilmar terão novas chances.
Ricardo Teixeira e Mano concordam com a postura que os atletas deverão ter fora de campo.
Não haverá espaço para bad boys.
E a tolerância que Dunga teve em relação a Adriano, por exemplo, é inimaginável.
No plano tático, Mano deixou clara a influência da Espanha, a campeã do Mundo.
Ele quer formar um time de toque de bola, mas muito competitivo.
Nada de dribles desnecessários, laterais.
Ele quer o Brasil atuando de forma vertical, buscando o ataque.
De preferência com um volante de marcação forte e três jogadores com muita habilidade no meio de campo.
Isso já deverá valer para o amistoso contra os Estados Unidos.
Um volante protegendo a zaga e outros três atletas talentosos, como Ramires, Hernanes e Ganso.
No final da longa entrevista, Mano Menezes sorriu satisfeito.
Sentiu o respeito com que foi tratado.
Os planos são factíveis.
Mas ele realmente não é bobo.
"De nada adianta tudo isso se as vitórias não vierem.
No futebol o que conta é o resultado."
Óbvio, mas dolorosamente verdadeiro.
Tanto é verdade que ele ainda não assinou contrato.
Ricardo Teixeira diz que o deseja até 2014.
Mas as primeiras conversas giram em torno de um compromisso de dois anos.
Com mais dois renováveis automaticamente.
Se tudo estiver dando certo, lógico...
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