Publicado em 23/07/2010 às 21h42
“Tinha que ser o Mano…” Andrés Sanchez, mais feliz que o técnico..
"Quando tem que ser, tem que ser."
Essa foi a frase que Andrés Sanchez mais falou para Mano Menezes hoje à noite.
Toda a decepção dos dois amigos com o convite a Muricy Ramalho virou festa, comemoração.
O convite de Ricardo Teixeira ao técnico corintiano já foi aceito.
Ele quer fazer o anúncio oficial amanhã de manhã no Parque São Jorge.
Tem mesmo de reconhecer que sem o Corinthians e Andrés não chegaria à seleção tão cedo.
Pessoas próximas dos dois acompanharam o constrangimento da tarde desta sexta-feira.
Tudo começou no meio-dia, quando o anúncio de Muricy Ramalho foi feito.
Eles imaginaram que tudo havia acabado.
Todas as horas que Andrés Sanchez gastou falando de Mano na África para Ricardo Teixeira.
O apoio desesperado do presidente para tentar fazer de Kléber Leite, candidado da CBF, presidente do Clube dos 13...
A aproximação de Lula de Teixeira...
Tudo isso não poderia ser em vão.
Mas depois quando Celso Barros, presidente da Unimed-Rio não liberou Muricy Ramalho, tudo mudou.
O clima de funeral virou reveillon.
Todos tinham certeza que o caminho estava aberto de novo.
Pouco importava o currículo de Mano, com uma Copa do Brasil, dois estaduais.
E as obrigatórias subidas do Grêmio e do Corinthians da Série B para a A.
O rei do Twitter.
Afável nas entrevistas.
Leal com seus patrões.
Nunca se importou ou expôs o fato do diretor corintiano Mário Gobbi não entender nada de futebol.
Não tinha problema.
Ele e Andrés dominaram o futebol corintiano.
Fizeram de tudo.
Compraram Souza.
Tentaram colocar Ronaldo nos eixos.
Jogaram a Libertadores do centenário fora vendendo André Santos, Douglas e Cristian.
Fizeram a festa na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista de 2009.
Compraram Messi e trouxeram Defederico.
Ao contrário do que sonha Ricardo Teixeira, Mano tem um estilo germânico de enxergar futebol.
Aquela história de que a seleção brasileira de 2014 será feita à brasileira não será verdadeira se Mano chegar até lá.
Andres sabe que terá um fortíssimo aliado na CBF com a escolha de Mano.
Como o presidente corintiano jura que irá suceder Ricardo Teixeira, nada mal.
Triste será a madrugada de Muricy.
Por ser tão fiel aos seus princípios, não realizou o sonho da sua vida, dirigir a seleção.
"Eu tenho de dar o exemplo para os meus filhos.
Como é que vou justificar a eles falar uma coisa e fazer outra.
Eu tinha dado a minha palavra ao Fluminense", justificou.
Ricardo Teixeira dormirá aliviado.
Primeiro sondou Felipão.
Amigos em comum disseram que ele está até mais ranzinza.
Depois investiu em Muricy.
A Unimed não deixou ele sair.
Então se voltou para quem sempre quis a seleção.
E não colocava sequer um obstáculo.
Plano C ou não, o que interessa para Mano Menezes é que ele é o novo técnico da seleção brasileira.
Adilson Batista deverá substituí-lo no Parque São Jorge.
Tudo como Andrés desejava.
Mesmo desconfiado da ambição do dirigente corintiano, Ricardo Teixeira teve de se aliar a ele.
Pensou que já havia pago o apoio na eleição do Clube dos 13 lhe dando o cargo de chefe da delegação brasileira na Copa da África.
Mas está levando o seu técnico para a seleção brasileira.
Está mais do que quite.
Só que o dirigente corintiano quer mais.
Deseja o cargo do próprio Teixeira.
"Quando tem que ser, tem que ser..."
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