Publicado em 01/07/2010 às 11h07
Diego Souza e o desfecho que ele queria: ir para bem longe do Palmeiras…

Diego Souza não queria o Palmeiras desde o ano passado, quando ele conversou com dirigentes do Flamengo.
Como foi publicado neste blog e despertou a revolta de muitos palmeirensess, ele não se animou com a contratação de Felipão.
Poderia ter sido contratada Gisele Büdchen como treinadora, o meia exigia sua saída do clube.
Não perdoou as vaias, a perseguição da torcida e, principalmente, a falta de apoio da diretoria.
Sim, queria ser apoiado publicamente, apesar de ter mostrado o dedo médio aos torcedores palmeirenses em pleno Palestra Itália.
Diego Souza não se dobrou a apelos de dirigentes.
E colocou claro para quem teve a coragem de pagar R$ 10 milhões por ele: Palmeiras, de jeito nenhum!
Jota Hawilla, dono da Traffic, o corajoso a pagar tanto para o Benfica, não teve saída.
Depois de ter fracassado em 2009 e no primeiro semestre de 2010, nenhuma equipe do exterior se interessou por Diego.
Só equipes de dentro do Brasil.
A Traffic não gostou do assédio flamenguista, direto ao jogador.
No aniversário de dez anos da empresa, o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, pediu, insistiu, implorou.
Queria a prioridade por Diego Souza, se não houvesse proposta de fora.
Além disso, Vanderlei Luxemburgo, muito amigo de Hawilla, insistiu que seu time precisava do meia.
Isso quando o Atlético Mineiro nem estavava na zona do rebaixamento, como está.
A esperança de Hawilla era de que a contratação de Felipão mudasse o quadro.
Só que não mudou.
Pelo contrário, até.
Diego se mostrava até mais resistente.
Não queria nem conversar sobre o Palmeiras.
Com a decepção do início do Atlético Mineiro no Brasileiro, Kalil outra vez procurou Jota Hawilla.
E se mostrou a única saída viável.
O Corinthians quis o meia, mas a diretoria palmeirense implorou para que ele não fosse para o Parque São Jorge.
Para provocar, Andrés Sanchez conversou com Valdívia diante das câmeras, aqui na África do Sul.
Só para provocar.
A direção do Atlético Mineiro tem o dinheiro do patrocinador, BMG.
E a negociação, anunciada por Kalil, ontem à noite, deve girar da seguinte forma: os mineiros comprando 50% dos direitos de Diego.
Ou seja: R$ 5 milhões.
O caso já está encerrado.
Diego Souza não terá de pedir desculpas à torcida palmeirense.
Os palavrões e o dedo médio que mostrou estão mantidos.
Vai buscar vida nova em Belo Horizonte.
Quem sabe começar a se identificar e respeitar uma torcida...
E Belluzzo e Felipão precisarão buscar alguém que tenha orgulho de vestir a camisa do Palmeiras...
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